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Além do Hype nas Telonas | Uma cilada chamada expectativa
Fonte da imagem: Divulgação/Warner Bros. Pictures
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Anteriormente, na nossa série Além do Hype nas Telonas, comentamos sobre trailers enganosos e problemas na montagem de vídeos de divulgação que, de alguma forma, ludibriam o espectador.

Desta vez, nosso assunto é mais voltado ao público. Não, você não tem culpa alguma quanto ao incrível trabalho de publicidade das produtoras, mas, sim, ainda que inconscientemente, você é o responsável por alguns sucessos de bilheteria — mesmo daqueles filmes mais ruins que você saiu xingando da sala de cinema.

Seja por inocência ou por algum motivo desconhecido, muitas vezes, nós acreditamos cegamente nas propagandas. Quem nunca viu um trailer ou leu alguma crítica e ficou extremamente ansioso para ver um determinado lançamento no cinema?

Não adianta, nós somos humanos e caímos nas armadilhas. Muitas das vezes, vamos ao cinema com a confiança de que veremos o melhor filme do mundo. Ok, vamos ser justos, há situações em que todo o escarcéu em torno de um título é justificado, porém é inegável que a gente cai em cada cilada que não tá no gibi, né? E, às vezes, isso sai muito caro!

Então, o nome disso é expectativa. Vamos ao dicionário:

Expectativa: circunstância de alguém que aguarda que algo aconteça, ou sua possibilidade de acontecimento, em dada ocasião;

Bom, a expectativa faz parte de nossas vidas em inúmeros momentos ao longo dos dias, mas, quando falamos de filmes, estamos considerando uma expectativa que começa no trailer no YouTube, cresce nas conversas com os amigos e se desdobra em longas filas. As pessoas presumem coisas, imaginam situações e embarcam na opinião de terceiros sem pestanejar.

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Isso aí é que nem ir ver um filme de Star Wars esperando Jedi, Yoda e a turma toda, e sair da sala triste porque não era Star Wars, porque não tinha Jedi, porque todo mundo falou bem e não era tudo isso... Rogue One que o diga, né?! Este é justamente o ponto que a gente precisa chegar. Até onde vai a expectativa, o hype, a esperança? É hoje, no Café com Filme Repórter!

A expectativa é a pior inimiga do homem

Sabe qual é o grande problema em criar expectativas para os filmes? Geralmente, após o fim da sessão, nos damos conta de que o tombo foi muito grande e, em vez de sair comemorando que vimos “o melhor filme do mundo” (sim, porque no mundo do cinema é tudo ou nada), é normal sair com cara de tacho e com a alegação de que fomos surpreendidos e vimos “o filme mais merda de todos os tempos”.

É claro que a expectativa vem de forma diferente para cada um, até porque isso é relativo ao gosto da pessoa, mas há casos em que a decepção é coletiva. Se a gente pegar filmes como “Quando as Luzes se Apagam” que, baseado num curta-metragem de sucesso, poderia resultar numa excelente história, ficamos chocados com a falta de criatividade e os tropeços bobinhos.

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Agora, um terror desse naipe jamais chega no nível de expectativa de um “Esquadrão Suicida” da vida, que depois dá uma rasteira na plateia. Se você gostou, não precisa ficar ofendido, pois cada um tem sua opinião e — só para esfregar na cara dos fãs da Marvel — esse título até ganhou um Oscar (merecimento é uma conversa que fica para outra publicação).

Novamente voltamos ao problema da trapaça das produtoras, que faz toda uma campanha em torno de um personagem que não tem o mesmo destaque no filme. Decisões questionáveis na produção também entram em pauta, mas é claro que, só pelo trailer, é muito difícil imaginar que a coisa possa desandar tanto. E, falando em DC, o que dizer de “Batman vs Superman”? E olha que sou fã dos personagens e até gostei do filme, mas, francamente viu, que tombo!

Outra tática bem recorrente das produtoras é chegar com os dois pés no peito e anunciar uma continuação muito aguardada, tipo “Independence Day 2” ou “X-Men: Apocalipse” — ok, às vezes, não tão esperada assim. Com nomes de grandes atores, efeitos especiais incríveis e até personagens famosos como subterfúgio, fica fácil dar aquela ludibriada na galera.

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Ah sim, isso também vale para inúmeras obras que se apoiam nos nomes dos diretores, roteiristas e produtores. É normal confiar num cara como Steven Spielberg ou ficar curioso para ver uma obra “das mesmas mentes que nos trouxeram Matrix”, só que um pouquinho de “desconfiometro” não faz mal a ninguém, ainda mais quando você vê que o filme não é muito do seu gênero ou quando esses famosos já não fazem algo que presta faz um tempinho.

Claro que é difícil não ver um filme aguardado desses, até porque, um dia após a estreia, todo mundo vai comentar e soltar spoilers. Por um lado, às vezes, ouvir os amigos pode ser uma boa ideia, porém sempre tem aquele camarada que adorou o filme e você pode deixar se levar pela empolgação alheia. Se isso acontecer muito, é bom rever seus conselheiros.

Novos olhares podem mudar sua vida

Mas, e aí, faz como? Se não dá para confiar nos trailers, se seus amigos “falam groselha” e se nem grandes diretores estão com toda essa moral, como proceder? Não existe uma receita infalível para evitar decepções na vida e isso também vale para o cinema.

Se eu posso dar uma dica nesses casos de blockbusters é: julgue os filmes pelos trailers, afinal, “quando a esmola é demais, o santo desconfia”. Não, isso não quer dizer que você não deve ver mais aquela continuação explosiva do “Velozes e Furiosos” ou perder todos os dez novos títulos da franquia dos Transformers, mas o freio na empolgação pode ser benéfico.

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Às vezes, uma segunda conferida no trailer, com uma análise mais crítica já vai te deixar menos ansioso, porque você vai perceber que tem muitos clichês ali e que uma continuação muito aguardada é só “mais do mesmo”. Isso não é ruim em todos os casos, porém tem gente que sempre reclama disso, então, se você já cansou de uma saga, talvez não seja má ideia aguardar a chegada do filme no Netflix.

Outra boa ideia é parar com manias de conferir todos os trailers que a produtora soltou e mais os spots com “cenas iradas”, e mais os pôsteres, e mais as galerias de imagem. Esse tanto de material publicitário entrega o filme inteiro, aí não sobra surpresa pra telona. Ser controlado e só dar pequenas espiadas ajuda muito a evitar as decepções.

Por fim, mas não menos importante, minha melhor dica é: busque novos horizontes. Chega um ponto da vida em que os filmes de sucesso já não são mais suficientes. Às vezes, um olhar para novos formatos, abordagens diferenciadas, histórias mais reais, direções inovadoras, atores desconhecidos e outros parâmetros pode levá-lo a um novo mundo no cinema.

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Não, esta não é uma mensagem de conversão para você só ver filmes europeus — apesar de que você ficaria surpreso com “A Conexão Francesa” e “Chocolate” —, títulos independentes (e temos aí “A Bruxa” e “A Autópsia” como bons exemplos) ou obras da Idade da Pedra, ainda que existam muitos clássicos como “Psicose” e “O Iluminado” que são indispensáveis.

Então, se você está cansado de passar raiva e gastar muito dinheiro, pode ser que uma boa vasculhada no catálogo do Netflix ou em outros serviços, tipo o Google Play e a Amazon, seja a oportunidade perfeita para mudar seus parâmetros. Melhor do que ter muita expectativa é não ter expectativa nenhuma e se surpreender!

Fonte das imagens: Divulgação/Warner Bros. Pictures

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