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Crítica do filme Passageiros | S.O.S. Solidão
Fonte da imagem: Divulgação/Sony Pictures
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VEJA A FICHA COMPLETA

A busca por cultivar a vida em outro planeta pode colocá-los em perigo

Diretor: Morten Tyldum

Duração: 116

Estreia: 5 / Jan / 2017

Algumas produções recentes chamaram novamente nossa atenção para um gênero que andava carente de bons produtos: o de ficção científica e espacial. Na onda de “Gravidade”, “Perdido em Marte” e “Interestelar”, o cinema novamente ganhou o coração daqueles que foram criados à base de “2001: Uma Odisseia no Espaço” e da saga “Star Trek”.

Foi na esteira desses bons resultados que chegou aos cinemas o novo longa-metragem do diretor norueguês Morten Tyldum (O Jogo da Imitação), “Passageiros”. No futuro, a Terra está superpopulada e já não é mais o lugar mais incrível do universo para se viver. Por isso, um novo e bilionário serviço oferece transporte para novos planetas encontrados e que passam a ser povoados com seres humanos – aqueles que conseguem pagar e aqueles que possuem talentos e profissões desejáveis. 

É nessa barca que embarcaram Jim (Chris Pratt), Aurora (Jennifer Lawrence) e outras cinco mil pessoas, entre passageiros e tripulação. Tempo de para alcançar o destino? 120 anos!

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Pra encarar esse tempo de estrada, eles precisam de muito mais do que uma playlist animadinha e uns pacotes de Doritos. Cada passageiro é inserido em um cápsula de hibernação que congela seu sistema, programada para liberar o passageiro somente quatro meses antes de chegar ao destino final.

Mas, assim com Titanic, a galera da Starship Avalon desafia o todo-poderoso quando diz que seu sistema é antifalha e, é claro, ele falha. E assim, alguns passageiros são retirados da hibernação nada menos do que 90 anos antes do programado. 

Uma odisseia no espaço

Como um bom filme futurista moderno, “Passageiros” até investe na criatividade ao apostar em quais seriam os recursos tecnológicos disponíveis na época em que já tivermos a capacidade de enviar naves com tanta gente para outros planetas. 

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Assim, somos bombardeados com robôs de todos os tipos, cenas bonitas do espaço sideral, diversos ângulos da nave, das estrelas, dos planetas. A fotografia do filme é cheia de cenas belíssimas e muito bem planejadas. Os ambientes internos da nave também são de dar inveja, com peças de design, decoração luxuosa e ambientes variados. 

Tudo para criar uma bela ambientação, que tem seu toque final, mas não menos importante, na escolha da trilha sonora. Referências de outras produções se unem a composições originais para levar o público a se sentir na mesma posição dos protagonistas. O que você faria e como se sentiria se descobrisse que acordou da hibernação 90 anos antes do previsto, e que está completamente sozinho em uma nave no meio do espaço?

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E os aspectos técnicos são o grande trunfo do filme, que consegue levar a plateia a níveis puxados de tensão em várias das cenas, especialmente por conta da trilha sonora. 

Houston, we have a problem

Sustentar um filme inteiro em um elenco baseado em apenas dois personagens não é exatamente uma tarefa fácil, e esse é um dos pontos que alivia um tanto a critica a “Passageiros”. O longa é calcado basicamente na atuação de dois grandes nomes da Hollywood atual: Chris Pratt e Jennifer Lawrence. Gosto muito da Jennifer e acho que ela tem muito talento e já fez excelentes trabalhos. E gosto muito do Chris Pratt também, mas não pra esse tipo de produção - sdds Chris Pratt na época de Parks and Recreation. Mas, note que eu disse "grandes nomes de Hollywood", não "excelentes atores". 

O que estou querendo dizer é: são performances ok, mas não um trabalho primoroso ou a obra prima de nenhum deles. Por isso, o filme acaba se sustentando muito no bom humor do roteiro, principalmente nas cenas que envolvem o bartender robô Arthur (Michael Sheen) e que se passam no bar que só pode ser uma referência a "O Iluminado".

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Mas, apesar do alívio cômico, ainda falta muito pra que “Passageiros” possa ser considerado um filme bom, de fato. E a culpa disso reside no próprio roteiro, que tinha tudo pra ser um bom suspense de ficção, trazendo questões importantes para a linha de frente, mas que escolheu a saída mais fácil e óbvia como direcionamento, deixando como plano de fundo o lado mais aprofundado da coisa. 

Para um roteirista como Jon Spaihts, que tem tanto filme bacana no currículo ("Van Helsing", "A Múmia", "A Hora da Escuridão" e recentemente a adaptação de "Doutor Estranho"), é um trabalho bem sem vergonha e um tanto preguiçoso, que claramente priorizou deixar o grande público suspirando com o casalzinho, ao invés de encantado com uma boa história. 

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Saber se você vai gostar de “Passageiros” vai depender muito das suas expectativas e da sua visão de muito. Se você não for muito exigente e estiver em busca de um bom blockbuster de ação no espaço e romance [e até isso é questionável, você vai ver], vai em frente. Mas, se o seu histórico pede um filme mais complexo e aprofundado, minha sugestão é desviar dessa nave e embarcar em “Animais Noturnos”, que deixa "Passageiros" no chinelo.

Fonte das imagens: Divulgação/Sony Pictures
Lu Belin

Eu queria ser a Julianne Moore.

Comentários

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