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Crítica Thor: Ragnarok

Mitologia Nórdica + Quadrinhos = Gostosas risadas

Mike Ale

por
Mike Ale

Quinta, 26 Outubro 2017
Fonte da imagem: Divulgação/Walt Disney Pictures
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A Marvel Studios continua surpreendendo mesmo chegando em seu 10º aniversário e já com seu 17º longa nos cinemas... "Ah, mas filme da Marvel é tudo igual parece." Pois é, até parece mesmo um pouco. Mas o grande diferencial em Thor Ragnarok tem nome e sobrenome: Taika Waititi.

Tá, talvez seja injusto dar todos os créditos pro diretor neozelandes, mas pra quem já conheçe o trabalho dele (O que fazemos nas sombras, Hunt for the wilderpeople) sabe que seu estilo de galhofa se destaca em suas obras.

Será que agora foi?

A Marvel estava com esse "problema" do Thor. Seus dois primeiros filmes não agradaram tanto e são meio confusos nessa questão de se levar a sério e de saber brincar consigo. Taika encontra o equilíbrio perfeito e agora Thor está em casa. O filme não economiza em piadas que muitas vezes tira sarro de si mesmo, com timmings errados, clichês propositais (onde até os personagens citam estarem incomodados com o mesmo recurso de sotytelling sendo usado mais uma vez) e muitas cenas constrangedoras onde toda a ação posada e intocável dos heróis é desmontada e ele fica com cara de idiota. E a gente ri demais.  

Mesmo sendo (de longe) um dos filmes mais engraçados da Marvel, Thor Ragnarok não tá pra brincadeira e já de cara nos dá uma das cenas de ação mais alucinantes que eu já vi em um filme de heróis e esse é outro ponto mega positivo no filme, as cenas de ação são fantásticas! Principalmente no tão aguardado confronto entre o Deus do trovão e o Hulk Gladiador. Totalmente excelente. 

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Outro ponto que se destaca demais é o time de coadjuvantes que mandam tão bem que acabam roubando as cenas sempre que aparecem, como o caso do Jeff Goldblum fazendo o Grão Mestre que é todo cínico e expressa muito bem o espírito do filme, Tom Hiddleston que mais uma vez acerta em cheio no papel do deus da trapaça, e é muito legal ver essa evolução do personagem desde sua estréia no Thor de 2011, Mark Ruffalo que parece estar cada vez mais à vontade em seu papel de Golias Esmeralda e que aqui nos apresenta uma carga dramática muito interessante e ainda não explorada do(s) personagem(s), e lógico Tessa Thompson estreiando sua personagem Valquíria que é uma das melhores coisas do filme. 

Um filme do universo Marvel

Ragnarok é o filme solo mais compartilhado do universo Marvel até agora, em todos os momentos ouvimos a palavra "Vingadores", "Tony Stark", "Sokovia" e até "Xandar". E isso sem falar nas participações especiais de outros heróis na trama. O que pode deixar as pessoas que não acompanham o universo boiando em muitos diálogos do filme, mas pra quem já é fã (ou pra quem odeia mas assiste assim mesmo, sei lá) o filme te presenteia com esse ar de familiaridade e te dá a sensação de que você vem acompanhando essa imensa jornada por esses 9 anos de existência da Marvel Studios. E ai você se sente um pouco velho, mas tá tudo bem.

E pra quem é fã dos quadrinhos o presente vem em dobro! Inúmeras referências ululam na tela (gosto muito dessa palavra "ulula" mas é tão raro usar ela nas coisas) e isso sem falar no visual declaradamente inspirado nas hqs do mestre e rei Jack Kirby e Walt Simonson... Gostaria de ver a reação desses caras vendo esse filme.

Ou se você for um fã muito chato você não vai gostar de muita coisa, meio que contradizendo o que eu acabei de falar. Principalmente com o evento principal da trama: O ragnarok (o fim do mundo da mitologia nórdica) que acaba passando meio despercebido (pois é!) no meio da bagunça orquestrada toda do filme e a forma como o Thor se porta (bem bobo na maior parte do tempo), mas assim, se você ainda não se acostumou com esse Thor meio bobo nos cinemas, agora é a hora. E ele não está tão bobo nesse longa, tem horas que o bicho pega.

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Os pontos negativos do filme é a vilã Hela que tinha tudo o que precisava pra ser a maior vilã do universo Marvel de todos os tempos. (Cate Blanchetthtt destruindo como sempre!) poderia ser bem mais explorada, mas acaba ficando bem de lado (junto com toda a trama do Ragnarok pra ser bem exato) e alguns dos personagens secundários que você percebe claramente que não tiveram o mesmo cuidado de desenvolvimento como o Skurge do Karl Urban ou a já tão negligenciada trupe dos guerreiros asgardianos.

A trama no terceiro ato é um pouco corrida, mas com cenas de ação memoráveis e consequências (finalmente, consequências em um filme da Marvel) que vão marcar esses heróis para sempre. O recurso final é bem corajoso e diferente, eu a coloco ao lado do final de Doutor Estranho. Final inesperado, corajoso e irreverente.

Thor Ragnarok é um baita de um filme para os fãs de quadrinhos e para os fãs de filmes de heróis e aventura em geral. Mas como é bem nichado pode não agradar o público "civil" que pode cair de paraquedas nas sessões. Mas tem muita gente bonita, cenas de ação exuberantes e um rítmo que não te deixa ficar cansado... Ou seja, é filmão blockbuster divertido, empolgante e vibrante pra ninguém botar defeito. 

Fonte das imagens: Divulgação/Walt Disney Pictures

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Mike Ale

Leitor de gibis e fã do Rick Moranis

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