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Crítica do filme Os Descendentes

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Drama bem elaborado leva o público a refletir sobre a vida, mas não é tão cativante e emocionante como as premiações dão a entender.

Alexander Payne é um homem de poucos filmes, porém, os longas que dirige conseguem agradar de certa forma ao público geral. Em Os Descendentes, o diretor orienta um elenco de atores não muito conhecidos, mas que traz o grande astro George Clooney no papel principal.

Clooney interpreta Matt King, advogado que está passando por mal bocados tendo que encarar o coma da esposa, vivida pela desconhecida Patricia Hestie, e tentando criar uma relação mais profunda com suas filhas, as quais são interpretadas por Shailene Woodley e Amara Miller.

A película recebeu nada menos que cinco indicações ao Oscar, algo que me deixou bem desconfiado. Afinal, filmes muito apreciados pela academia podem ser longas magníficos ou, então, belas porcarias que dão desgosto. No caso de Os Descendentes, ocorre que não temos um filme nem excepcional, tampouco ruim. O resultado do filme é bom, mas as quase 2 horas de cenas dramáticas não me impressionaram tanto assim.

Vendo pelo lado artístico, posso dizer que o filme tem uma fotografia bem escolhida. Agora, considerando a trilha, particularmente, achei o longa bem cansativo, pois as músicas apesar de combinarem com o país de filmagem, não me passam uma ideia tão dramática.

Falando especificamente das atuações, devo dizer que ao contrário da maioria, não vejo muitas razões para indicar Clooney para o prêmio de melhor ator do ano. Tudo bem se você discordar, mas tenho alguns argumentos para sustentar minha opinião. Ele interpreta um homem que não se relaciona muito bem com as filhas e que tem dificuldades para lidar com algumas situações. A execução do papel convence, mas talvez o personagem não impressione como deveria.

Em contrapartida, Alexandra King, interpretada pela linda Shailene Woodley, consegue chamar a atenção com momentos de revolta, de autoridade e até de tristeza. E não digo por ser uma atriz que chora o tempo todo ou que demonstra ser uma azeda, mas sim porque a garota consegue se destacar em meio ao elenco.

O filme mescla um pouco de comédia com o drama e, felizmente, as piadas não  atrapalham o enredo. Aliás, em alguns momentos, o humor vem a calhar, deixando o clima descontraído e arrancando risadas do público. Apesar de interessante, talvez a retirada dessa parte cômica deixasse o longa mais cativante, focando apenas no drama.

Caso você já tenha visto Os Descendentes deve ter percebido que não falei nada sobre o nome do filme. Devo esclarecer, no entanto, que as partes que vemos a história desenrolar sobre os assuntos da grande propriedade pela qual Matt King é responsável não fazem o filme ficar bom ou ruim, pois elas servem apenas como mero detalhe em meio ao drama principal.

Enfim, acho que o filme não mereceu as cinco indicações. Claro, minha opinião não vale nada para a Academia, mas quem sabe ela seja parecida com a sua. E isso é o que importa, afinal, somos o público e devemos ter nossa própria visão. Se você leu até aqui e ainda não viu o filme, recomendo que o faça, pois é um longa que nos faz refletir sobre a vida e as pessoas que nos rodeiam.

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Escrito por Fábio Jordão

No dia 03 de Fevereiro de 2012

Crítica do filme Os Descendentes




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