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Jayme Monjardim fala sobre adaptação de “O Vendedor de Sonhos”, de Augusto Cury

Responsável por adaptações de livros para o cinema como “Olga”, de Fernando Moraes, e “O Tempo e o Vento”, de Érico Veríssimo, o diretor Jayme Monjardim lança neste ano “O Vendedor de Sonhos”, que leva para as telas o best-seller homônimo de Augusto Cury. 

Em vídeo recém divulgado, Monjardim conta que desde o início teve “a sensação de que teria nas mãos um projeto incrível”. “Acho que esse é o barato desse trabalho. É a gente alimentar o ser humano de que você pode da uma virada de 180º na sua vida”, diz o diretor. 

Confira o vídeo completo!

“O Vendedor de Sonhos” traz no elenco Dan Stulbach, como Julio César, e o ator uruguaio César Troncoso, como Mestre, além de Thiago Mendonça, Kaik Pereira, Leonardo Medeiros e Mallu Valle, entre outros. O roteiro é de L.G. Bayão, com a colaboração de Augusto Cury e LG Tubaldini Jr.

O filme, que chega aos cinemas em 8 de dezembro, foi produzido por LG Tubaldini Jr e André Skaf (Filmland Internacional), em parceria com Warner Bros. Pictures e Fox International Pictures. A distribuição é da Warner Bros. Pictures e Fox Film do Brasil.

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Baseado no livro de autoria do escritor Augusto Cury “O Vendedor de Sonhos”, que é o maior sucesso editorial nacional da década e já foi traduzido em mais de 60 idiomas, o filme conta a história de um renomado psicólogo que, desiludido com a vida, está prestes a cometer suicídio saltando de um prédio quando é resgatado pelas palavras e atitude do mais improvável dos seres: um mendigo, conhecido como “mestre”. 

Apresentando-se como um vendedor de sonhos, o Mestre oferece a Júlio César um dos seus mais preciosos bens - o sonho de recomeçar.

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Abalado e perdido, o suicida relutantemente desiste de suas intenções e aceita o convite daquele homem intrigante para segui-lo em sua surpreendente e amorosa jornada pela cidade para levar ajuda, esclarecimento e esperança a quem precisa. 

Porém, justamente Júlio Cesar e outros seguidores do “mestre” o levam a um desafio final, onde somente a grande lição salvará a todos. É uma história sobre autoestima, valorização do ser humano e aposta na capacidade que temos de nos superar.

Tezza: o pai d’O Filho Eterno fala sobre a adaptação do livro para o cinema

É só um livro queridinho virar filme que já começam as especulações. Entre grandes e desvairadas expectativas e aquele bom e velho pé atrás, é quase inevitável que os leitores que já mergulharam na história por meio das páginas na literatura esbocem qualquer tipo de reação quando a película é anunciada.

Mas, vocês já pararam pra pensar sobre o que passa na cabeça do cara que bolou aquela trama toda quando vê suas linhas arduamente construída tomarem forma para além daquela que o leitor vai construir com a ajuda da imaginação?

Essa brincadeira entre haters e lovers das adaptações já gerou bastante confusão entre fãs de sagas como O Senhor dos Anéis, por exemplo, assim como dos tantos títulos de Stephen King. King, inclusive, já se manifestou diversas vezes contra algumas das releituras de seus livros. "O Iluminado" dirigido por Kubrick, por exemplo, foi achincalhado pelo autor.

Aqui no Brasil, volta e meia algum livro também vira filme e o mais recente sucesso das livrarias que foi parar no cinema é o premiado "O Filho Eterno".

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A obra conta a emocionante história de um escritor que espera ansiosamente a chegada do primeiro filho e que descobre que terá de se acostumar com uma nova ideia – ser pai de Fabrício, uma criança com Síndrome de Down. São 12 anos de obstáculos, conquistas e descobertas conduzidas com carinho pelo escritor Cristóvão Tezza.

O que esperar desse relato tão íntimo quando ele escapa das página e vai se fixar em outra superfície, a das películas? Para quem já leu, a pergunta que surge é: como é que o diretor Paulo Machline vai conseguir transmitir todo o sentimento envolvido nas palavras do pai? E será que o autor do livro vai gostar do resultado.

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Bom, a gente foi perguntar a opinião de quem mais conhece essa história toda. O Café com Filme conversou com Cristóvão Tezza pra saber o que ele pensa disso tudo!

Café com Filme: O senhor já teve a oportunidade de ver o filme? O que achou?

Cristóvão Tezza: Sim, vi na pré-estreia no Rio de Janeiro, durante o Festival Internacional. Gostei do filme – é uma ótima narrativa, que segura o espectador do começo ao fim. Marcos Veras está particularmente bom como o pai, assim como Débora Falabella, a mãe, e o menino, Pedro Vinícius, que é uma graça. E achei perfeita a escolha de centrar a história no pai, no seu drama, o que é uma concepção narrativa bastante fiel ao livro.

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CF: Ao leitor de "O Filho Eterno", o livro parece ser muito "seu", parece carregado de um olhar muito pessoal sobre um assunto bastante íntimo. Causa-lhe algum estranhamento a ideia de ter essa história contada nas telonas? Como recebeu essa ideia?

CT: Sou bastante “cuca fresca” com adaptações. O meu trabalho eu já fiz, que foi escrever o livro – a literatura é a minha linguagem. Entendo um filme ou uma peça de teatro baseados em algum livro meu como obras independentes, leituras especiais, individuais, do potencial que está no livro de origem. “O filho eterno”, o filme, é uma obra autoral de Paulo Machline, uma leitura específica, em outra linguagem, do livro que eu escrevi. Assim como a peça de teatro (montada pelo grupo Atores de Laura) é uma obra de Daniel Herz, baseada no meu romance. São leituras bem diferentes, porque são linguagens diferentes. É verdade que, nos dois casos, o roteiro tem uma grande importância, mas é o diretor que lhe dá vida.

CF: Houve alguma participação sua na adaptação? Como consultor, talvez?

CT: Não – desde os anos 1990, quando participei diretamente da adaptação de “Trapo” para o teatro (com direção de Ariel Coelho), faço questão de não participar mais de adaptações. Acho que, como autor, eu seria um péssimo conselheiro. Não tenho a prática viva de roteirista de cinema – e ela é fundamental. E, como escritor do livro, acabo sendo suspeito. É impossível adaptar um livro para o cinema sem modificá-lo muito, sem colocá-lo sobre outra perspectiva. É melhor o desapego ao livro – afinal, minha obra já está inteira nas suas páginas. Um filme é outra leitura.

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CF: Adaptações de livros para o cinema costumam ser polêmicas, no sentido de que muitos leitores exigem uma fidelidade que a diferença de linguagens nem sempre consegue comportar na hora de traduzir uma história literária para um filme. Qual é a sua opinião sobre essa diferença de linguagem?

CT: Como eu disse, são linguagens substancialmente distintas. Vou dar um único exemplo, que me parece cristalino: no romance “Desonra”, a obra-prima do sul africano J.M.Coetze, em nenhum momento o narrador esclarece se os personagens são brancos ou negros (uma informação particularmente relevante em função do histórico racista do país) – ele não dá essa informação ao leitor, e esta “ausência” cria uma tensão especial na leitura. Pois bem, no cinema esta sutileza é absolutamente impossível. É uma variável que a adaptação teve de desprezar.

"O filme cria “outras realidades” que não estão no livro. Isso é absolutamente inevitável."

CF: Existe alguma adaptação que lhe seja especialmente querida nos cinemas?

CT: Gosto de imaginar que a adaptação do romance “O estrangeiro”, de Albert Camus, feita por Visconti, é perfeita. Assisti ao filme em 1968 ou 69 por aí, assim que saiu, e eu tinha acabado de ler o livro. Fiquei fascinado com a fidelidade. Mas nunca mais vi o filme – não existe cópia à disposição em lugar algum.Assim, não posso comprovar, 40 anos depois, se era mesmo tão perfeito assim... Engraçado que, no meu último livro, “A tradutora”, um personagem faz referência a um festival em São Paulo de filmes adaptados de obras literárias, e cita expressamente “O estrangeiro”, de Visconti, como um dos filmes da mostra. Corrigi na ficção esta falha terrível da vida real!...

CF: Em algum momento o senhor já cogitou escrever algo direcionado para esse tipo de linguagem, um roteiro para cinema ou televisão?

CT: Não – a literatura já me ocupa integralmente. Não há mais espaço na minha cabeça para me aventurar em outras linguagens.

Cineasta Mamoru Oshii fala sobre “Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell”

Recentemente, a Paramount Pictures liberou os primeiros teasers da adaptação cinematográfica do anime “Ghost in The Shell”, obra que retrata um futuro dominado por ameaças virtuais e ciborgues.

Agora, a produtora libera a tradução oficial do filme para o Brasil. Diferente do anime, que ficou conhecido como “Fantasma do Futuro”, a versão live-action recebe o título “Vigilante do Futuro”.

Além dessa novidade, a Paramount também liberou um teaser com comentários de Mamoru Oshii, diretor da animação homônima, no qual o cineasta aprova o filme protagonizado por Scarlet Johansson.

Em vídeo exclusivo, Oshii fala sobre o longa-metragem protagonizado por Scarlet Johansson, dizendo que ele tem “certeza que esse vai ser o mais lindo filme da série”. Ele ainda faz questão de exaltar a performance de Scarlet Johansson, que “do começo ao fim tem sido superior e além das expectativas para o papel”.

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“Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell” é baseado na famosa série mangá homônima e inspirado na obra escrita e ilustrada por Masamure Shirow para a Kodansha Comics. Sua trama acompanha Motoko Kusanagi - conhecida como Major (Scarlet Johansson), uma híbrida de humano e ciborgue, que lidera um esquadrão de elite: a Seção 9. Dedicada a perseguir os mais perigosos criminosos e extremistas, ela precisa aniquilar um hacker, cujo objetivo é deter os avanços da tecnologia cibernética.

Com direção de Rupert Sanders, o elenco também inclui Beat Takeshi Kitano, Juliette Binoche, Michael Pitt, Pilou Asbæk, Kaori Momoi, Chin Han, Danusia Samal, Lasarus Rtuere, Yutaka Izumihara e Tuwanda Manyimo.

“Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell” estreia em 30 de março de 2017.