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Gattaca | Muito mais real do que parece
Fonte da imagem: Divulgação/

“Gattaca”, um filme de 1997, mostra um futuro alternativo em que a profissão e toda a vida das pessoas é definida pela perfeição genética. Problemas no coração, miopia, constituição fraca. Detalhes supostamente negativos como esses simplesmente obrigam você a viver uma vida de teto baixo, com poucas opções de trabalho, de lazer e sem nem mesmo poder ir a certos lugares. É o preconceito pautado pelos genes, simples assim.

Por conta de tudo isso, o imperfeito Vicent (Ethan Hawke) engana a todos e toma a identidade do praticamente perfeito Jerome (Jude Law), um nadador que tentou se matar e acabou paraplégico. O filme é muito bom, tem uma história bastante rica e um final com vários momentos dignos de arrepios. No entanto, o interessante aqui é o simples fato de que “Gattaca” é um filme muito mais real do que muita gente pode pensar.

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Afinal de contas, a facilidade da vida às vezes é determinada pela sorte que você teve ao nascer, pelo seu pacote genético. Um exemplo bastante claro do que estou tentando explicar é o racismo centenário e estúpido em relação aos negros. Ou aos portadores de alguma excepcionalidade. Pessoas que, no ponto de vista de alguns, acabaram tendo o azar de nascer pior e com características que não são dignas de respeito ou consideração.

Acontece que não é preciso falar do mais conhecido. Em uma sociedade em que a aparência tem um espaço cada vez maior e relevante, os considerados bonitos têm as portas abertas com uma facilidade bem maior. Tanto é que a primeira impressão é a que fica, não é mesmo? Há empregos para pessoas de “determinado perfil”, a moda é feita para os magros, clientes são escolhidos em portas de bares e até o shopping é restrito a certas pessoas. Enfim, o mundo parece ser reservado para uma certa elite que teve a sorte de contar com a genética certa.

Talvez seja um pouco filosófico ou até mesmo forçado concluir tudo isso de um filme, mas a produção me deixou pensando um bom tempo sobre este assunto. Isso é bom, é um exercício de cidadania tentar racionalizar sobre essas diferenças e tentar tirá-las de nossas ações. E esse é um dos motivos pelos quais indico fortemente que vocês assistam a essa história. É mais bacana do que parece com a minha explicação. Prometo!

Fonte das imagens: Divulgação/

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Rafael Gazzarrini

Pode me chamar de Rafa, eu ando por aí na minha nuvem dourada.

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