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No comando | Diretoras de cinema que você respeita
Fonte da imagem: Divulgação/Reprodução/The Red List

Patty Jenkins, Laís Bodansky, Jane Campion, Andrea Arnold, Anna Muylaert, Catherine Hardwicke, Kimberly Peirce… Você provavelmente nunca ouviu falar dessas mulheres, e, ainda assim, é bem provável que já tenha visto alguma coisa escrita ou dirigida por elas. Esses são apenas alguns dos nomes de cineastas mulheres que conseguiram abrir seu caminho deste universo tão majoritariamente masculino que é a cadeira de diretor cinematográfico.

E, ainda assim, seus nomes continuam tão frequentemente ocultos na história da cultura internacional.

Que tal conhecer algumas das mulheres que, ao longo da história do cinema, conseguiram comandar filmes de grande alcance e se tornar as primeiras a obter reconhecimento por seus feitos? Contaremos a seguir algumas histórias!

Alice Guy-Blache

Por João Gabriel

Com centenas de filmes dirigidos, Alice Guy-Blche detém o título de primeira cineasta da história e uma das pioneiras do cinema francês. Nascida em 1° de Julho de 1873, na França, ela iniciou a sua participação na indústria cinematográfica com 21 anos, trabalhando como secretária do fotógrafo Léon Gaumont.

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Há indícios de que sua paixão pelo cinema se iniciou em uma participação de Alice numa apresentação feita pelos Irmãos Lumière a respeito de uma câmera 60mm. Ao que conta a história, a diretora ficou tão fascinada com uma das projeções, que acabou por pedir a máquina de Gaumont emprestada para criar então seu primeiro filme, baseado em um conto francês, chamado "The Cabbage Fairy", uma comédia sobre uma fada que cria crianças dentro de um repolho.

Utilizando todo seu conhecimento na área da fotografia, Alice criou o estereótipo de diretor que conhecemos hoje, realizando centenas, talvez milhares de trabalhos diversificados entre longas e curta-metragens, escolhendo desde o cenário até o elenco do filme, sendo dona e tocando seu próprio estúdio sozinha, além de filmar inúmeras obras com a ideologia da ficção, o que ainda não era muito comum na época.

Alice Guy-Blache foi inspiração de muitos outros diretores renomados, como Alfred Hitchcock e Barbra Streisand.

Uma de suas obras de maior valor histórico chama-se “A Fool and His Money”, lançado em 1912, que conta a história de um homem que encontra uma carteira abarrotada de dinheiro. Por um momento ele se torna amigo de todos da cidade, até que a grana acabe. O filme teve uma produção com elenco feito totalmente por negros, sendo que as filmagens contaram com centenas de figurantes, algo não muito comum para a época.

Ava DuVernay

Por Lu Belin

Com apenas 44 anos, Ava Marie DuVernay já fez seu nome em Hollywood. Depois de dirigir 17 produções e atuar também como roteirista, produtora e publicitária em distribuidoras de filmes, a norte-americana já conta 53 indicações a prêmios no mundo todo - entre eles um Oscar, a que foi indicada pela direção do documentário 13ª Emenda, neste último ano, ao lado de Spencer Averick e Howard Barish.

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Você muito provavelmente a conhece também de Selma, longa-metragem aclamadíssimo indicado a Oscars e Globos de Ouro, entre tantos outros reconhecimentos.

Além de atuar intensamente em Hollywood, a californiana Ava DuVernay também é a primeira cineasta negra a ganhar o prêmio de Melhor Direção no Festival de Sundance, assim como a primeira diretora negra a ser nomeada para o Globo de Ouro na categoria e a primeria também a ter seu filme nomeado ao Oscar.

Grandes feitos para uma mulher incrível!

Kathryn Bigelow

Por Carlos Augusto Ferraro Miorim

Kathryn Bigelow não é a ex-esposa de James Cameron. Ela é a primeira é única mulher a ganhar um Oscar, Directors Guild of America Award, BAFTA e o Critics' Choice Movie Award como diretora do filme “Guerra ao Terror.” De quebra ela também foi a primeira mulher a ganhar um Saturn Award também por Melhor direção, mas dessa vez pelo filme “Estranhos Prazeres”.

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Achou pouco, pois ela também é responsável por “Caçadores de Emoção”, o bom, o original, aquele de 1991. Outro destaque é “K-19”, que mostra a história real da tripulação do primeiro submarino nuclear soviético. Mas não é só isso não, Kathryn Bigelow também assina a direção de “A Hora Mais Escura”, o filme que mostrou os “bastidores” da caçada a Osama bin Laden.

Em suma, Kathryn foi casada sim com James Cameron, mas de nenhuma maneira isso define a vida e a carreira dela. Ela conquistou seu espaço na indústria com filmes intensos, seja na ação ou na dramaticidade.

Marjane Satrapi

Por Thiago Moura

Nascida em Teerã, além de cineasta é a primeira iraniana a escrever história em quadrinhos. Cresceu em meio à revolução em seu país em uma família que se envolveu com os movimentos comunista e socialista no Irã antes da Revolução Iraniana.

Sua infância e juventude são retratadas no filme "Persépolis" (2007), animação adaptada do quadrinho autobiográfico homônimo. Por essa obra, recebeu o prêmio especial do Júri no Festival de Cannes e uma indicação ao Oscar de melhor animação, tornando-se a primeira diretora indicada nessa categoria.

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Depois de "Persépolis", continuou a dirigir e chegou até a atuar em um de seus filmes, adaptou mais uma de suas histórias em quadrinho mas não se limitou à animação, usando atores reais em seus filmes seguintes.

Talvez não seja o nome mais popular ao se falar em diretoras de grandes filmes, mas Marjane continuou na carreira de diretora com Frango com Ameixas (Poulet aux prunes, 2011), adaptado de seu quadrinho de mesmo nome e que retrata a depressão a partir de um violinista que tem seu instrumento quebrado; La Bande des Jotas (2012) em que assume o papel de protagonista; As Vozes (The Voices, 2014), sobre um serial killer que ouve os conselhos de seu cão e gato; e Berlin, I Love You, ainda em pré-produção.

Seus trabalhos tratam de temas bem pesados, mas uma característica interessante é a forma humorada que Marjane consegue impor as suas histórias. 

Claro que é um humor bem particular e por vezes "negro", mas ainda sim são histórias cativantes. Apesar de ter conceitos que se aproximam muito ao do Movimento Feminista, Marjane se define como "Humanista". Seu desejo é que todos construam um mundo melhor juntos e que todos se tratem com respeito.

Nancy Meyers

Por Fábio Jordão

Com uma longa carreira de roteirista, tendo aí mais de dez obras assinadas para as telonas, Nancy Meyers é uma cineasta reconhecida por sua participação em múltiplos fronts. A carreira dela como diretora se deu lá em 1998, com o filme “Operação Cupido”, uma produção da Walt Disney, na qual Meyers também deu uma ajudinha no texto.

De lá para cá, a cinegrafista trabalhou de forma tripla (como produtora, roteirista e diretora) em grandes títulos com elencos bastante expressivos — em parcerias com Kate Winslet, Cameron Diaz, Diane Keaton, Meryl Streep, Jack Nicholson e outros tantos. Nancy Meyers é conhecida por obras de comédias românticas, mas ela se sobressai ao fugir do óbvio.

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Um dos filmes de Meyers que mais chama a atenção é o recente “Um Senhor Estagiário”, que aborda a história de um viúvo (Robert De Niro) de 70 anos que fica desiludido com a aposentadoria e resolve voltar ao trabalho. Apesar de o protagonista ser um homem, o filme tem uma personagem feminina empoderada: Jules Ostin (interpretada por Anne Hathaway). Uma boa comédia, com uma direção diferenciada e com nada de romance.

Sofia Coppola

Por Mike Ale

Pra quem não é familiarizado com o seu trabalho, a primeira coisa que vem à cabeça é: “A filha do Francis Ford Coppola”. Mas se tem uma coisa que Sofia conseguiu conquistar em seus cinco filmes, foi sua identidade. Sim, a diretora de 46 anos tem “apenas” cinco longa-metragens em sua carreira (o sexto deve sair ainda esse ano), mas isso deixa seu nome ainda mais admirável, pois foi com essas histórias que ela conseguiu cravar sua visão e seu diferencial.

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Com um tom poético, seus filmes tratam sobre questões existenciais de um jeito bem melancólico e até mesmo vazio… A maneira como ela expõe a alma de seus personagens, em geral mulheres, é ao mesmo tempo sutil e profunda.

O que eu quero dizer com tudo isso: Sofia já se destaca no meio acirrado de Hollywood com filmes nada convencionais e até mesmo bem dividos em relação ao público. Tem quem ame, tem quem odeie e tem quem tenha preguiça. Mas uma coisa é certa: Ninguém ignora.

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E aí, conhece mais alguma diretora como elas? Existem inúmeras, a gente garante! Que tal começar a prestar atenção nisso na hora de escolher um filme e tentar lembrar dos nomes das diretoras mulheres como a gente faz com os homens? Fica aí o desafio! ;)

Fonte das imagens: Divulgação/Reprodução/The Red List

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Lu Belin

Eu queria ser a Julianne Moore.

Comentários

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