David Oyelowo - Café com Filme

Crítica do filme Rainha de Katwe | Todas as cores do mundo

Era uma vez, uma menina simples que vivia em uma região muito pobre da capital da Uganda, Kampala. Um belo dia, ela descobriu um jogo que ampliou seus horizontes e a levou por várias aventuras por um mundo encantado, muito além das fronteiras do seu bairro, da sua cidade, do seu país.

Podia ser roteiro de filme da Disney, né? E é. "Rainha de Katwe", uma produção do império de Walt Disney, conta a história da jovem ugandesa Phiona Mutesi, que nasceu na comunidade periférica de Katwe e que, por meio de um projeto social e do trabalho de um professor muito atencioso, conheceu o Xadrez.

Phiona foi uma das mais jovens enxadristas do mundo a chegar a uma olimpíada do esporte. Com apenas 14 anos, ela competiu na Rússia, em 2010. Desde então, segue se destacando em torneios nacionais e internacionais, alcançando posições com as quais jamais sonharia.

rainhadekatwe7 e854d

Dirigido pela cineasta indiana Mira Nair e com roteiro de William Wheeler ("Ray Donovan", "O Vigarista do Ano"), o longa-metragem é baseado em um artigo e em um livro sobre Phiona, ambos escritos pelo autor Tim Crothers. Foi essa equipe aí a responsável pela "cinderelização" da história de Phiona, contada sob um olhar multicolorido.

Um xadrez nada preto e branco

Embora seja montado sobre  uma série de alusões e referências a este jogo de tabuleiro, "Rainha de Katwe" não tem nada de monocromático. Em um trabalho belíssimo, a galera da produção soube ir buscar todas as cores vivas, fortes e vibrantes típicas dos países africanos.

A fotografia do filme é linda e incrivelmente multicor. Por meio do contraste  e de tons gritantes, "Rainha de Katwe" utiliza uma paleta de cores quentes que transmite todo o calor humano presente no dia a dia e nas relações humanas do povo retratado na história.

rainhadekatwe6 94abf

É muito por meio das cores que o longa consegue mostrar o lado alegre de um povo que consegue enxergar motivos para sorrir e se sentir abençoado onde muita gente só vê miséria. Essa é a vantagem, e também o Calcanhar de Aquiles do filme.

Explico: a história de Phiona é emocionante, é uma história de superação. E, como tal, obviamente nos mostra momentos muito tristes, difíceis e emocionantes, mas nem sempre o filme consegue levar às lágrimas. Vai depender, em grande parte, do quanto histórias como esta são capazes de te sensibilizar.

rainhadekatwe c5ec1

E a culpa disso é muito da trilha sonora. Apesar de começar muito bem, explorando toques e sons típicos, músicas locais e batuques animados, o longa deixa de aproveitar a sonoridade pra arrancar um choro mais soluçãdo do telespectador. Se isso é um problema e prejudica a experiência? De forma nenhuma.

"Rainha de Katwe" tem uma série enorme de pontos positivos, sendo o principal deles o fato de ter sido composto majoritariamente por pessoas negras no elenco. 

Você vai dizer "ah, mas era um filme sobre um país africano, não tinha como ser diferente" e aí, gente, pelo amor de deus, né, não sejamos inocentes.

Primeiro que o continente é enorme e tem gente branca lá, vá pesquisar. Segundo, que Hollywood já se provou mais do que capaz de branquear qualquer personagem e eu não duvido nada que, fosse uns anos trás, Phiona seria encarnada por uma animadíssima Kristen Stewart ensebada. Representatividade importa, então ponto pra essa galera.

A alma do filme

Não é só porque o filme é baseado em uma história essencialmente humana, mas a força das pessoas dentro de "Rainha de Katwe" é enorme também por conta dos atores.

Lupita Nyong'o está arrasadora no papel da mãe de Phiona. Nakku Harriet é uma personagem forte, porém sensível. Destemida, capaz de fazer tudo o que é preciso para garantir o sustento e a felicidade dos filhos, ela é a espinha dorsal da história contada no filme. E Lupita incorpora isso de uma foma incrível.

rainhadekatwe5 03870

Mas não é ela a estrela dessa produção. Madina Nalwanga é uma confusa, curiosa e cheia de dúvidas Phiona Mutesi. A ingenuidade com que a personagem vai descobrindo todo um novo universo e os conflitos que surgem com isso são bem expressados pela atriz, que parece ter sido muito bem dirigida. Conhecendo outros universos, o referencial muda, os parâmetros também, e aí mediante disso é natural que se comece a questionar a realidade em que vive.

Além das duas, o arco principal do filme se fecha com o ator David Oyelowo na pele do professor/técnico Robert Katende, que inclusive é super parecido com o homem na realidade.

rainhadekatwe4 c0580

Mas além das competentes atuações desse trio, é nas crianças que reside a alma desse filme. Os pequenos Mugabi Brian (Martin Kabanza), Lubega Benjamin (Ethan Nazario), Gloria (Nikita Waligwa) e o pequeno Richard (Nicolas Levesque, Ivan Jacobo) arrasam na atuação e no improviso e encantam o público na maior vibe Chiquititas/Carrossel.

The small one becomes the big one

Se, por um lado, a união de toda essa criançada com uma boa dose de lições de moral e de resistência, dão o tom do roteiro ao maior estilo Disney [unidos venceremos, vai dar tudo certo no final], por outro, "Rainha de Katwe" falha em, mais uma vez reforçar, uma série de estereótipos de meritocracia, superação em meio ao impossível como se fosse simples, entre alguns outros clichês.

rainhadekatwe2 88a95

Mas não dá pra pedir tanto, né? Pelo menos o longa-metragem traz uma mensagem bonita de diversidade, de esperança e, o mais importante, de representatividade. Phiona é uma verdadeira princesa Disney live action modernizada - sem o vestido e a coroa e o príncipe. É uma bela protagonista feminina que tem sua história contada a partir da capacidade intelectual, do esforço, do esporte - não da beleza e do parceiro romântico, como tanto acontece. Só isso já é um grande avanço.

É uma pena que a produção tenha sido tão pobremente divulgada. Na maioria das cidades brasileiras, ficou muito pouco tempo em cartaz e obviamente não teve todo o alcance que, como um filme da Disney, poderia obter. Mas só o fato de termos uma história como a de Phiona contada no cinema, em uma produção feita quase que integralmente com atores negros, já é uma grande vitória.

Rainha de Katwe | Trailer legendado e sinopse

“Rainha de Katwe” é baseado na vibrante história verídica de uma jovem garota das ruas da região rural de Uganda, cujo mundo rapidamente se modifica quando é apresentada ao jogo de xadrez, e, como resultado do apoio que ela recebe de sua família e da comunidade, é imbuída da confiança e determinação de que precisa para correr atrás de seu sonho de se tornar uma campeã internacional de xadrez.

O Ano Mais Violento | Trailer legendado e sinopse

A história de um imigrante e de sua família tentando expandir os negócios e capitalizar oportunidades em meio ao inverno nova-iorquino de 1981, estatisticamente um dos anos mais violentos na história da cidade. Decadência, corrupção e rompantes são seus maiores adversários para evitar que tudo o que construíram entre em colapso.

Crítica do filme Selma | Recorte preciso de uma belíssima história

Contar a vida de figuras históricasno cinema não é algo fácil, e não é difícil encontrar cinebiografias que tentam resolver toda uma vida, toda a complexidade de um personagem, em um vídeo de três horas. Felizmente, não é esse o caso de “Selma - Uma Luta Pela Igualdade”, que faz um recorte bastante específico e decisivo da vida de Martin Luther King Jr. e da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos.

No filme, o espectador acompanha os esforços do histórico líder negro interpretado por David Oyelowo (“Interestelar”) para garantir direitos eleitorais dos negros — algo que, apesar de já regulamentado pela lei, ainda não é aceito pelos costumes dos brancos que dominam o estado do Alabama.

Os acontecimentos têm início na pequena cidade de Selma, no interior do Alabama, e culminam em uma grande marcha até a capital do estado, Montgomery, não sem antes passar por inúmeros obstáculos. A opção pela não violência de King é radical e isso fica bem evidente na obra, assim como estratégias, às vezes com consequências trágicas, empregadas para atrair a atenção da imprensa e da opinião pública a fim de pressionar o presidente Lyndon Johson (Tom Wilkinson).

A paz que luta

A obra começa com King recebendo o Prêmio Nobel da Paz em Oslo, Suíça, e então volta para as questões locais do ativista negro. O roteiro do estreante Paul Webb consegue levar bem a história adiante, passando os fatos de modo cronológico e sem atropelar nada, o que ajuda a tornar tudo mais compreensível e comovente, pois parte dos pequenos detalhes — como quando Annie Lee Cooper (Oprah Winfrey) é humilhada ao tentar registrar seu título de eleitora — para embates mais amplos — como a presença constante da violência policial e de civis e a persistência de King em manter-se irredutível — sem desandar.

Selma

Talvez tenha faltado apenas aprofundar mais as questões familiares de King, como os seus problemas conjugais. Outro destaque é a presença, mesmo que tímida, de Malcolm X, na trama: aqui, “Selma” resolve uma questão fundamental das diferenças entre os dois personagens, antagônicos a maior parte da vida, mas jamais inimigos. É um detalhe que pode passar sem ser percebido pelos mais desatentos, mas que dá ainda mais significado à obra.

A excelente direção de Ava DuVernay (“Middle of Nowhere”) é capaz de manter o ritmo e de explorar muito bem a emoção dos atores e da situação como um todo. O enquadramento de King em seus discursos colaboram para transformar o filme em uma espécie de homenagem fiel à História. Além disso, o enfoque em detalhes durante os protestos ou um ataque da polícia complementam o ótimo trabalho da diretora, pois carregam no drama sem apelar para a pieguice e expõem de forma crua a dureza daqueles dias.

Por fim, não se pode deixar de destacar a atuação de Oyelowo, que percebe a profundidade certa da personalidade de King e “encarna” o ativista de modo perfeito. A entonação profética do reverendo e seus sorrisos largos estão presente em “Selma”.

Selma - Uma Luta pela Igualdade | Trailer legendado e sinopse

Um sonho pode mudar o mundo, pelo menos era o que pensava Martin Luther King. Em "Selma", acompanhamos uma crônica de King durante sua campanha eleitoral por direitos iguais durante as eleições em uma marcha épica de Selma até Montgomery, no Alabama em 1965.

Os melhores filmes do ano! Resultado da premiação do Critics Choice Awards 2015

As premiações não param! Poucos dias depois do Globo de Ouro, os astros de Hollywood foram para Los Angeles no dia 15 de janeiro para o Critics' Choice Awards de 2015.

Entre os rostos conhecidos no Hollywood Palladium estavam Emily Blunt, Eddie Redmayne, Reese Witherspoon, Jennifer Aniston e Angelina Jolie para prestigiar o que teve de melhor nos cinemas durante o ano. Birdman liderou com 13 indicações, seguido de O Grande Hotel Budapeste com 11, e Boyhood com 8. Confira a lista completa dos vencedores:

Melhor filme

boyhood 3c32f

"Birdman"
"Boyhood" (Vencedor)
"Garota exemplar"
"O Grande Hotel Budapeste"
"O Jogo da Imitação"
"Os Abutres"
"Selma"
"A Teoria de Tudo"
"Invencível"
"Whiplash"

Melhor ator

Benedict Cumberbatch - "O Jogo da Imitação"
Ralph Fiennes - "O Grande Hotel Budapeste"
Jake Gyllenhaal - "Os Abutres"
Michael Keaton - "Birdman" (vencedor)
David Oyelowo - "Selma"
Eddie Redmayne - "A Teoria de Tudo"

Melhor atriz

juliane moore a57d2

Jennifer Aniston - "Cake"
Marion Cotillard – "Dois dias, uma noite"
Felicity Jones - "A Teoria de Tudo"
Julianne Moore - "Para Sempre Alice" (vencedora)
Rosamund Pike - "Garota exemplar"
Reese Witherspoon - "Livre"

Melhor ator coadjuvante

Josh Brolin – "Vício inerente"
Robert Duvall - "O Juiz"
Ethan Hawke - "Boyhood"
Edward Norton - "Birdman"
Mark Ruffalo - "Foxcatcher"
J.K. Simmons - "Whiplash" (vencedor)

Melhor atriz coadjuvante

Patricia Arquette - "Boyhood" (vencedora)
Jessica Chastain - "O Ano Mais Violento"
Keira Knightley - "O Jogo da Imitação"
Emma Stone - "Birdman"
Meryl Streep - "Caminhos das florestas"
Tilda Swinton - "Expresso do amanhã"

Melhor ator/atriz revelação

Ellar Coltrane - "Boyhood" (vencedora)
Ansel Elgort - "A Culpa é das Estrelas"
Mackenzie Foy - "Interestelar"
Jean Liberher - "Um Santo Vizinho"
Tony Revolori - "O Grande Hotel Budapeste"
Quvenzhane Wallis - "Annie"
Noah Wiseman - "The Babadook"

Melhor elenco

birdman-festival-morelia 2662f

"Birdman" (vencedor)
"Boyhood"
"O Grande Hotel Budapeste"
"O Jogo da Imitação"
"Caminhos da floresta"
"Selma"

Melhor diretor

Wes Anderson - "O Grande Hotel Budapeste"
Ava Duvernay - "Selma"
David Fincher - "Garota exemplar"
Alejandro Gonzalez Inarritu - "Birdman"
Angelina Jolie – "Invencível"
Richard Linklater - "Boyhood" (vencedor)

Melhor roteiro original

"Birdman" - Alejandro Inarritu, Nicolas Gabon, Armando Bo, Alexander Dinelaris (vencedor)
"Boyhood" - Richard Linklater
"O Grande Hotel Budapeste" - Wes Anderson
"Os Abutres" - Dan Gilroy
"Whiplash" - Damien Chazelle

Melhor roteiro adaptado

"Garota Exemplar" - Gillian Flynn (vencedor)
"O Jogo da Imitação" - Graham Moore
"Vício Inerente" - Paul Thomas Anderson
"A Teoria de Tudo" - Anthony McCarten
"Invencível" - Joel and Ethan coen, Richard LaGravenese
"Livre" - Nick Hornby

Melhor fotografia

"Birdman" - Emmanuel Lubezki (vencedor)
"O Grande Hotel Budapeste" - Robert Yeoman
"Interestelar" - Hoyte Van Hoytema
"Mr. Turner" – Dick Pope
"Invencível" - Roger Deakins

Melhor direção de arte

o-GRAND-BUDAPEST-HOTEL-TRAILER-facebook 61af8

"Birdman" – Kevin Thompson/Diretor de Arte, George DeTitta Jr./Decorador de Set
"O Grande Hotel Budapeste" - Adam Stockhausen/Diretor de Arte, Anna Pinnock/Decoradora de Set (vencedor)
"Vício Inerente" - David Crank/Diretor de Arte, Amy Wells/Decoradora de Set
"Interestelar" – Nathan Crowley/Diretor de Arte, Gary Fettis/Decorador de Set
"Caminhos da floresta" – Dennis Gassner/Diretor de Arte, Anna Pinnock/Decoradora de Set
"Expresso do amanhã" – Ondrej Nekvasil/Diretor de Arte, Beatrice Brentnerova/Decorador de Set

Melhor edição

"Birdman" - Douglas Crise, Stephen Mirrione (vencedor)
"Boyhood" - Sandra Adair
"Garota exemplar" - Kirk Baxter
"Interestelar" - Lee Smith
"Whiplash" - Tom Cross

Melhor figurino

"O Grande Hotel Budapeste" - Milena Canner (vencedora)
"Vício Inerente" - Mark Bridges
"Caminhos da Floresta" - Colleen Atwood

Melhor cabelo e maquiagem

"Foxcatcher"
"Guardiões da Galáxia" (vencedor)
"O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos"
"Caminhos da Floresta"
"Malévola"

Melhores efeitos visuais

"Planeta dos macacos: O Confronto" (vencedor)
"No Limite do Amanhã"
"Guardiões da Galáxia"
"O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos"
"Interestelar"

Melhor animação

lego-movie 00158

"Operação Big Hero"
"Festa no céu"
"Os Boxtrolls"
"Como Treinar seu Dragão 2"
"Uma Aventura Lego" (vencedor)

Melhor filme de ação

"Sniper Americano"
"Capitão América 2: O soldado invernal"
"No Limite do Amanhã"
"Corações de Ferro"
"Guardiões da Galáxia" (vencedor)

Melhor ator de filme de ação

Bradley Cooper – "Sniper Americano" (vencedor)
Tom Cruise - "No Limite do Amanhã"
Chris Evans – "Capitão América 2: O Soldado Invernal"
Brad Pitt – "Corações de Ferro"
Chris Pratt - "Guardiões da Galáxia"

Melhor atriz de filme de ação

AYNIK-D017-03489r 4deed

Emily Blunt – "No Limite do Amanhã" (vencedora)
Scarlett Johansson - "Lucy"
Jennifer Lawrence - "Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1"
Zoe Saldana - "Guardiões da Galáxia"
Shailene Woodley - "Divergente"

Melhor comédia

"Birdman"
"O Grande Hotel Budapeste" (vencedor)
"Um Santo Vizinho"
"Top Five"
"Anjos da Lei 2"

Melhor ator de comédia

Jon Favreau – "Chef"
Ralph Fiennes - "O Grande Hotel Budapeste"
Michael Keaton - "Birdman" (vencedor)
Bill Murray - "Um Santo Vizinho"
Chris Rock - "Top Five"
Channing Tatum - "Anjos da lei 2"

Melhor atriz de comédia

Rose Byrne - "Vizinhos"
Rosario Dawson - "Top Five"
Melissa McCarthy - "Um Santo Vizinho"
Jenny Slate - "Obvious Child" (vencedora)
Kristen Wiig - "The Skeleton Twins"

Melhor filme de terror/ficção científica

intestellar c7ebd

"The Babadook"
"Planeta dos macacos: O Confronto"
"Interestelar" (vencedor)
"Expresso do Amanhã"
"Sob a Pele"

Melhor filme estrangeiro

"Força Maior" (vencedor)
"Ida"
"Leviatã"
"Dois dias, uma noite"
"Relatos Selvagens"

Melhor documentário

"Citizenfour"
"Glenn Campbell: I'll Be Me"
"Jodorowsky's Dune"
"Last Days in Vietnam"
"Life Itself" (vencedor)
"The Overnighters"

Melhor canção

"Big Eyes" – Lana Del Rey - "Big Eyes"
"Everything is Awesome" – Jo Li and the Lonely Planet - "Uma Aventura Lego"
"Glory" - Common/John Legend - "Selma" (vencedor)
"Lost Stars" – Keira Knigthley – "Mesmo Se Nada Der Certo"
"Yellow Flicker Beat" – Lorde - "Jogos vorazes: A Esperança – Parte 1"

Melhor trilha sonora

Alexander Desplat - "O Jogo da Imitação"
Johann Johannsoon - "A Teoria de Tudo"
Trent Reznor, Atticus Ross - "Garota Exemplar"
Antonio Sanchez - "Birdman" (vencedor)
Hans Zimmer - "Interestelar"