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Crítica do filme A Babá

Sanguinera, jump scare e muitas risadas

por
Lu Belin

14 de Outubro de 2017
Fonte da imagem: Divulgação/Netflix
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É só uma produtora mencionar que a Bella Thorne está pensando em fazer um filme que a galera já vai à loucura. E parece que a estrela teen trocou de vez os hits adolescentes pelos suspenses e terrorzinhos, ainda que sempre com essa pegada jovem que tanto conquista especialmente os fãs da geração Z.

Depois de “Amityville: O Despertar” e de “Fica Comigo”, agora é a vez de “A Babá”, mais um original Netflix que estreou em plena sexta-feira 13.

O longa-metragem dirigido por McG (Joseph McGinty Nichol) tem um roteiro mucho loco escrito pelo Brian Duffield (A Série Divergente: Insurgente). Nele, mais uma vez, Bella não é protagonista. Quem conduz a cena toda é Samara Weaving, que interpreta Bee, a babá quase perfeita de Cole (Judah Lewis).

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Acontece que Cole já está bem grandinho pra ter uma babá, e é totalmente zoado por isso e por outras coisas na escola. De um jeito divertido e cheio de um humor nada bem comportado, “A Babá” trata desde bullying e conflitos pré-adolescentes até cultos satânicos.

Quando Cole decide ver o que a babá faz depois que o coloca para dormir, ele descobre algo bem mais perturbador do que ela se pegando no sofá com o namorado. Acontece que Bee aproveita as noites na casa de Cole pra performar rituais satânicos com seus amigos, para fazer seus pactos com o diabo. Quem nunca, não é mesmo?

Uma boa dose de clichês

Terror adolescente costuma ter uma série de elementos altamente questionáveis do ponto de vista politicamente correto, mas que estão sempre ali. O garoto do time de futebol, malhadão e burro como uma pedra, o negão que é o primeiro a morrer, a cheerleader gostosa que faz par com o fratboy, o nerd cheio de espinhas e virgem que não sabe o que fazer quando a gostosa dá em cima dele.

Com direito até a um longuíssimo beijo entre Bella e Samara feito certamente pra deixar a molecada animada na frente do computador, o filme explora tambem esse lado sedutor entre puberdade e descoberda da sensualidade

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Apesar de ter seu núcleo central focado em Cole, todos esses clichês estão ali escancarados no filme, mas com o único propósito de tirar um sarro federal com a galera que usa esses recursos a sério.

De um jeito escrachado e mergulhado em tanto sangue que o diretor parece ter feito estágio com o Tarantino, “A Babá” é um meio termo entre o "Pânico" e o "Todo Mundo em Pânico". Transitando de um jeito divertidíssimo entre a comédia e terror, com até mesmo uns toques de gore, o filme é puro escracho.

O riso é essencial na construção do filme, que se utiliza também de uma boa trilha sonora e de uma construção de imagens que lembra muito o seriado que é a grande moda do momento, Stranger Things.

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O mérito disso é do olhar infantil oferecido pelo protagonista, que, consegue encarar com um assustador bom humor e bastante coragem (lembrando que estamos falando de um menino que morre de medo dos colegas da escola) os psicopatas adoradores satânicos que se infiltram em sua casa à noite. Estamos aí correndo de uma moça demoníaca que está nos perseguindo com uma espingarda, prontinha pra me matar e usar nosso sangue em um ritual, mas faz uma pausa aí que eu quero fazer uma piada. 

Os cenários e os jogos de luz, bem como a cabulosa neblina que cerca a casa do menino (sentido, cadê?), também contribuem pra essa sensação de que você está dando uma passadinha no mundo invertido. Mas, claro, embora tenha essas questões que remetem à série, sua história vai em uma direção completamente diferente, então não espere exatamente uma cópia.

Verossimilhança é algo que tambeém não se pode pedir desse filme, mas vejam, eu não estou dizendo que isso é ruim. A dica é abraçar a galhofa e se divertir ao som dos tiros e facadas! “A Babá” é uma ótima pedida para uma sexta-feira 13 de outubro, ou qualquer outro dia, desde que você esteja disposto a levar a sangueira na esportiva.

Fonte das imagens: Divulgação/Netflix

A Babá

Sacrifício humano com gente linda

Diretor: McG
Duração: 85 min
Estreia: 13 / Out / 2017

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Lu Belin

Eu queria ser a Julianne Moore.

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