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Crítica A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata

Amor pelos livros

Lu Belin

por
Lu Belin

Domingo, 19 Agosto 2018
Fonte da imagem: Divulgação/Netflix
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Que tipo de filme se chama “A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata”? Tão inusitado quanto o nome da película, no entanto, é a premissa de olhar para assuntos como a Segunda Guerra Mundial, o Holocausto e o Nazismo com um senso de esperança e bom humor.

Nesta produção britânica de Don Roos e Kevin Hood, dirigida por Mike Newell, Lily James é Juliet Ashton, uma escritora na melhor fase da carreira, quando seu livro acaba de estourar junto ao público e ela está sendo conhecido em toda a Europa.

Isso acontece justamente durante um período em que o continente inteiro está se recuperando de seu período mais difícil da história recente do mundo: a 2ª Grande Guerra. Contraditoriamente, Juliet não consegue ficar feliz com seu próprio sucesso.

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A jovem e talentosa autora se sente culpada por enriquecer justamente quando milhões de pessoas sofrem as consequências da guerra, ao mesmo tempo em que lida com a tristeza pela perda dos pais, que morreram durante um bombardeio. Com a ajuda do amigo e empresário Sidney (Matthew Goode), Juliet tenta encontrar um apartamento para comprar quando é pedida em casamento pelo namorado Mark Reynolds (Glen Powell).

No meio desse turbilhão de sentimentos, quando Juliet sente que precisa de uma fuga, chega a ela uma carta: um homem de uma pequena ilha britânica escreve a ela sem saber quem é, agradecendo pela cópia de um livro vendido por ela em um sebo. Acontece que a leitura daquele livro se tornou uma de suas únicas companhias durante o período da guerra e um dos motivos para a fundação da Sociedade Literária e a Torta da Casca de Batata.

Sociedade dos leitores vivos

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Onde encontrar alegria e esperança quando o mundo inteiro parece estar desmoronando? A literatura foi a saída perfeita encontrada por um grupo de britânicos que viviam isolados em seu próprio mundinho, quando os horrores da guerra chegaram até mesmo ao seu fim de mundo particular.

Dawsey Adams (Michiel Huisman), Eben Ramsey (Tom Courtenay), Isola Pribby (Katherine Parkinson), Amelia Maugery (Penelope Wilton) e Elizabeth McKenna (Jessica Brown Findlay) precisavam encontrar comida e companhia para degustá-la, mas, acima de tudo, precisam encontrar uma desculpa para fazer tudo isso sozinhos enquanto despistam os alemães. É assim que nasce a dita cuja Sociedade Literária.

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Divertido, bem humorado e com a dose certa de drama, distribuído homeopaticamente enquanto o filme se desdobra, "A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata" consegue ser uma receita perfeitamente equilibrada de diversos ingredientes que funcionam muito bem juntos.

Entre eles estão a trilha sonora bonitinha e locações deslumbrantes, mas o ponto alto do filme é seu elenco, especialmente para quem é fã da série Downton Abbey. Jessica Findlay, Penelope Wilton, Matthew Goode e a própria Lily James dão o ar da graça nesse longa metragem que parece uma grande reunião de equipe antes que o próprio filme da série seja feito - algo que, de fato, vai acontecer.

Se você faz parte deste grupo, go for it! Se não, vá mesmo assim, pois a história simples e emocionante do filme é encantadora!

Fonte das imagens: Divulgação/Netflix

Diretor: Mike Newell

Duração: 124 min

Estreia: 10 / Ago / 2018

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Lu Belin

Eu queria ser a Julianne Moore.

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