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Crítica do filme Aladdin

Seu remake genial é uma ordem!

Fábio Jordão

por
Fábio Jordão

Terça, 11 Junho 2019
Fonte da imagem: Divulgação/Walt Disney Pictures
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Toda vez que sai um filme da Disney, eu penso se vale a pena eu parar, refletir e “abobrinhar” sobre um filme que todos vão ver de qualquer forma. A crítica não tem o papel de convencer ou desmotivar, mas é inegável que, muitas vezes, a resenha desempenha papel relevante, algo que não é bem verdade nos títulos da Disney.

Apesar disso, eu raramente deixo de escrever sobre determinado assunto e não seria o caso com “Aladdin”, em que eu tenho mais motivos para abrir um debate sobre o quanto a gente se engana ao julgar previamente. O filme das Arábias aparece bem quando os remakes estão a todo vapor e dá margem para falarmos sobre a onda de efeitos especiais em personagens.

É compreensível questionar essa nova pegada de remakes em live-action, ainda mais se você, como eu, viu as animações clássicas. Afinal, para que recontar uma história que já foi contada? O debate é longo, mas as produtoras insistem que é preciso nova abordagem para um novo público. E, se for ver, faz sentido dizer que a nova geração não vai ver um desenho antigo.

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Eu estava cético antes de conferir o filme, mas, sinceramente, é bom ver um filme como “Aladdin”, que faz a gente perceber o quanto a gente pode errar por julgar antes de conferir o resultado. Ao fim da sessão, eu pude ver que há boas ideias de novos produtores, diretores, escritores e atores para dar nova vida a uma história já consagrada.

A lâmpada dá tapetes a quem sabe voar

O cerne da história de Alladin não mudou muito, mas digo isso baseado na minha memória de uma animação que vi quando era criança, então eu já não tenho uma referência tão nítida. Contudo, fica claro que diálogos, interpretações, efeitos e musicalidade podem criar algo novo de algo já conhecido. Bom enfatizar que, apesar do tom de dúvida no trailer, o gênio está genial!

Um aspecto de difícil adaptação no caso de uma transposição de animação para live-action é a escolha dos atores, afinal isso pode repercutir de forma muito positiva ou negativa. Neste sentido, o casting de Aladdin é algo que merece destaque, principalmente pelo personagem principal de origem egípcia, algo que em outras épocas poderia ser um Jake Gyllenhaal.

Mena Massoud pode não ser um cara conhecido para muita gente, ao menos ele não era até agora. Daqui pra frente tudo vai ser diferente, pois ele é o verdadeiro Aladdin. Não apenas fisicamente, mas sua entonação, seu jeitinho malandro e suas articulações casam bem com o personagem, que ficou engraçado e bem confortável no papel.

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E apesar de algumas ressalvas quanto à Naomi Scott, que poderia ser de origem árabe, eu acho que os dois formaram uma boa dupla. Muito bom que a Disney deu a devida atenção para deixar a personagem mais empoderada. Essa mudança de tonalidade é essencial para conectar a história a uma nova geração, que já trata do feminismo de forma mais madura. Ponto para a Disney que fez a lição de casa.

Um Gênio no pedaço

Falando nisso, o script foi bem projetado para dar o tom de comédia tão necessário para esse filme das Arábias e é válido ressaltar como os roteiristas acertaram muito na ênfase do personagem de Will Smith. E apesar de Aladdin ser importante, eu ouso dizer que o filme deveria levar o nome do Gênio no título, porque sem ele não teria o mesmo impacto.

Bom, ainda falando neste personagem, vale a gente falar sobre efeitos especiais. Eis aqui um ponto em que fez muita gente (eu junto) caçoar da produção antes mesmo de ver o resultado final, mas vou dizer para vocês que a qualidade técnica é de primeira. Há estranheza em alguns aspectos, principalmente quando ele está com o tamanho de um humano e parece um homem pintado de azul.

Todavia, o restante do trabalho gráfico é excepcional! Seja pelo Gênio encolhendo, esticando e mudando de forma, pelo nosso amiguinho Abu (que é a fofura em computação gráfica), ou pelos incríveis passeios de tapete voador por uma nação feita no PC, o filme acerta em cheio no design geral, de personagens e de cenário. Claro, o figurino é impecável e possivelmente vai levar a Disney a concorrer mais uma vez nesta categoria no Oscar do próximo ano.

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Para finalizar, importante comentar das ótimas performances musicais (que podem incomodar pelo excesso de cantoria) e da direção que é um primor, principalmente com tantos personagens e elementos em cena. Certamente, uma ótima adaptação que vem para ampliar o catálogo de remakes da Disney. Veja “Aladdin” no cinema que a experiência é incrível!

Fonte das imagens: Divulgação/Walt Disney Pictures

Aladdin (2019)

O seu desejo é uma ordem!

Diretor: Guy Ritchie

Duração: min

Estreia: 23 / Mai / 2019

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