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Crítica do filme Alice no País das Maravilhas

A história podia ser maravilhosa

por
Fábio Jordão

25 de Novembro de 2010
Fonte da imagem: Divulgação/Walt Disney Pictures
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Há quem idolatre e há quem odeie o diretor Tim Burton, mas independente do partido que você toma, não há como negar: o cineasta tem seus trunfos e sabe bem o que faz. Se você já assistiu a "Peixe Grande" sabe bem do que estou falando e pode, assim como eu, ter considerado que Alice teria tudo para ser um longa espetacular. Já adianto que não é bem o que acontece e o filme não é bom como poderia ser.

A história de Alice no País das Maravilhas já é mais do que conhecida por todos, mas no novo filme da Disney podemos ver uma Alice diferenciada. Com seus quase vinte anos, e de uma beleza peculiar, a personagem (interpretada pela não tão conhecida Mia Wasikowska) adentra no País das Maravilhas após fugir de um pedido de casamento. O filme não se delonga muito para chegar no mundo de fantasias, o que faz o público manter os olhos fixos na tela.

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Alice não faz ideia do porque foi parar ali, mas começa logo a entender que tudo é possível no País das Maravilhas. Não demora muito para que a garota conheça diversos personagens interessantes, os quais — apesar de ter alguns bizarros — foram desenhados com criatividade (a computação gráfica do filme é até bem legal). Tais personagens relatam que a Alice irá salvar o País das Maravilhas e tirar a Rainha Vermelha do poder.

Em um primeiro instante Alice se faz de desententida, mas claro que aos poucos ela vai se convencendo de que será a grande salvadora da pátria (apesar de que a atriz, ou o roteiro, fez da Alice uma personagem bem boba). O filme não prende muito a atenção no começo, porém, com a entrada do Chapeleiro Maluco (Johnny Depp) tudo muda de figura — não que fique excelente também. O personagem era o grande trunfo antes do filme ser lançado, fato comprovado nos milhares de cartazes divulgados com a cara de Depp.

Para acompanhar o mundo das maravilhas, Tim Burton convidou Danny Elfman (óbvio, afinal os dois sempre trabalham juntos) para compor a trilha sonora. As músicas são bonitas e até combinam com os cenários, mas digamos que talvez falte algo para que elas chamem mais a atenção. Claro que, como todo filme, Alice também tem uma trilha composta por artistas diversos, dentre os quais estão: Avril Lavigne, Shinedown, Owl City, Franz Ferdinand e outros. Esta segunda trilha nem chega a aparecer no filme... Ainda bem.

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Quanto aos efeitos especiais não há nem o que criticar, porque eles realmente são de alta qualidade. Tais efeitos aliados aos cenários de uma imaginação fértil, com um toque de tridimensional fazem do filme da Alice uma experiência muito boa no que chamamos de "cinema 3D". Para ser bem síncero, a parte tridimensional é o que tem de mais legal aqui.

Bom, para concluir quero dizer que não gostei muito do filme, sendo que ele proporcionou bem menos do que eu esperava. A Alice é bobinha, a história é chatinha e alguns (muitos) personanges não são divertidos, mas quem gosta de algo bem produzido e que leve a imaginação a um lugar totalmente lindo, certamente vai encontrar em Alice no País das Maravilhas um screensaver com duas horas de duração.

Fonte das imagens: Divulgação/Walt Disney Pictures

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