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Crítica do filme Do Jeito que Elas Querem

O livro fica melhor, perto do fim

Lu Belin

por
Lu Belin

Domingo, 10 Junho 2018
Fonte da imagem: Divulgação/Paris Filmes
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Diane (Diane Keaton) ficou viúva há um ano e suas filhas estão preocupadas com a saúde e segurança da mãe. E é assim que decidem levá-la de Los Angeles para o Arizona, para viver em seu porão. Para isso, no entanto, ela tem que se afastar das três amigas mais próximas que tem na vida: Vivian (Jane Fonda), Sharon (Candice Bergen) e Carol (Mary Steenburgen) - amigas que não se desligam desde que fizeram seu primeiro clube do livro, décadas atrás.

Para fazer seu último clube do livro antes da partida de Diane, Vivian decide apimentar um pouco as coisas e trazer para a roda o livro Cinquenta Tons de Cinza.

Envolvidas na leitura picante, elas são instigadas a desenvolverem sua própria sexualidade e a recuperarem um pouco de sua própria criatividade na cama.

Não que Vivian precise, na verdade. Cheia de vivacidade, ela se mantém sexualmente ativa e decidiu nunca se casar. De um parceiro sexual a outro, ela criou uma regra pessoal: nunca dormir com ninguém, apenas transar e se afastar deles em seguida.

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Sharon é seu extremo oposto. Separada do marido há 18 anos, a juiza federal não sente nenhuma falta da visa amorosa e decide continuar sozinha, até que a leitura de 50 tons de Cinza faz com que ela se inscreva em um site de relacionamentos.

Carol, por sua vez, corre atrás de apimentar as coisas com o marido, enquanto Diane conhece um piloto de avião que é um promissor relacionamento amoroso - mas não está isenta da culpa por estar "traindo" o marido que já morreu ou decepcionando as filhas que tanto querem cuidar dela como se fosse uma idosa centenária sem nenhuma autonomia.

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Em "Do Jeito que elas Querem", os roteiristas  Bill Holderman e Erin Simms trazem uma séries de questões relacionadas à maturidade e a como as mulheres lidam com ela, com uma pegada similar à da série "Grace & Frankie", também protagonizada por Fonda, ao lado de Lily Tomlin.

Como se sentir desejável na terceira idade, quando a sociedade insiste que apenas as jovens podem ser belas? Como livrar-se da culpa que temos enquanto mulheres por nossas escolhas profissionais e familiares? Não há respostas certas, mas o filme também ajuda a reforçar que não há respostas erradas.

Comédia para alguns

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Com um senso de humor ora refinado, ora escrachado,"Do Jeito que elas Querem" tenta ser uma comédia que alcança todos os tipos de público. Apesar disso, por sua própria premissa, não é um filme que agradaria qualquer pessoa, mas que pode ser extremamente divertido para outros - e sim, estamos falando aqui do público feminino, de qualquer idade.

Embora trabalhe para trazer uma bem-humorada crítica à construção social do papel da mulher, a produção não consegue desviar de alguns clichês inevitáveis. Parece que, não importa o que uma mulher faça, no cinema pelo menos, é impossível ser feliz sozinha sem correr atrás do homem dos seus sonhos.

Nesse ponto, o longa tem trechos que vão contra à própria ideia central que vende: que uma mulher pode ser a dona da sua própria autonomia sexual e afetiva. E às vezes, caímos em armadilhas feitas pelos nossos próprios amores - e amigos!

Fonte das imagens: Divulgação/Paris Filmes

Do Jeito Que Elas Querem

A leitura engrandece a alma...

Diretor: Bill Holderman

Duração: 104 min

Estreia: 14 / Jun / 2018

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Lu Belin

Eu queria ser a Julianne Moore.

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