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Crítica do filme In Your Eyes

Sobre amor e perspectiva

por
Lu Belin

05 de Maio de 2016
Fonte da imagem: Divulgação/BellWheter Pictures
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Dylan (Michael Stahl Davide Rebecca (Zoe Kazan) não poderiam ser mais diferentes entre si. Ele, um rebelde sem causa problemático com várias passagens pela polícia e iniciando mais uma vez o processo de reinserção social. Ela, uma dona de casa e esposa de um médico bem sucedido, que passa seus dias como figurante, acompanhando o marido em eventos pra lá de entediantes.

Tudo começa a mudar, no entanto, quando eles "se conhecem". Até aqui, essa história tem tudo para ser mais uma comédia romântica do tipo “água com açúcar”, daquelas cheias de reviravoltas em que os mocinhos se conhecem, se amam, ficam juntos, ficam separados, depois ficam juntos de novo, correto? Pois bem, esse não deixa de ser o plot de "In Your Eyes", mas o roteiro não para por aí.

O filme – que está disponível no Netflix – traz uma ideia um pouco diferente e se vende como um dos estreantes da categoria de "romances sobrenaturais". O que muda nesse roteiro-base é que eles não se conhecem da forma convencional, mas percebem que estão unidos por algum tipo de conexão espiritual e que conseguem ver o mundo através dos olhos dos outros e conversar entre si.

In Your Eyes

Dirigido por Brin Hill, In Your Eyes é roteirizado por ninguém menos do que Joss Whedon - aquele mesmo, de "Os Vingadores", "Marvel: Agents of Shield" e até mesmo de "Buffy, a caça-vampiros". Pelo jeito, dessa vez ele decidiu fugir um pouco da ação e trazer personagens fofinhos lidando com uma questão inteiramente nova, essa conexão espiritual feat romancinho. 

Diferente, mas nem tanto

Embora venha chamando um pouco a atenção especialmente do público adolescente por essa pegada mais sobrenatural, "In Your Eyes" pode parecer bem familiar para quem faz plantão na frente do Netflix. O ponto principal do roteiro lembra bastante o princípio base da série Sense 8, outra produção exclusiva do sistema de streaming favorito dos brasileiros. 

Na série, no entanto, são oito pessoas que possuem essa conexão sobrenatural que faz com que eles possam conversar, mesmo estando cada um em um canto do mundo. O que muda no filme é que Dylan e Rebecca não se materializam na realidade um do outro, ou seja, não conseguem se ver, mas enxergam sob a perspectiva do outro, como se estivessem dentro do seu corpo. 

In Your Eyes

Ainda assim, essa brincadeira com a conexão espiritual dos protagonistas é bem aproveitada pelo longa e proporciona algumas cenas interessantes de descoberta do universo alheio sob uma perspectiva diferente da sua. Nesse sentido, o longa é bem conduzido e permite ao público alguns momentos bastante descontraídos e divertidos. 

Para dias preguiçosos

"In Your Eyes" está longe de ser uma obra-prima do cinema e ou de se tornar um grande destaque no catálogo do Netflix. Mas, como ouvi mais do que uma pessoa falando sobre o longa, decidi assistir em um dia em que zapeava buscando um título mais leve. 

De fato, é uma escolha adequada para aqueles dias em que não queremos pensar muito nem buscamos um grande clássico. Atuações bem medianas, nenhum nome de grande destaque no elenco, uma fotografia bonita, mas não excepcional, e uma história que não nos exige um raciocínio muito elaborado. 

In Your Eyes

Um dos grandes méritos de filmes das comédias românticas em geral é isso: ocupar o tempo sem pesar e proporcionar algumas risadas. Outro mérito é reunir algumas músicas bacanas em uma nova playlist. E esse ponto também é mérito de "In Your Eyes". A trilha sonora é assinada por Tony Morales e, embora seja comercial, é agradável e gostosa de ouvir. 

"In Your Eyes" é isso: uma produção leve e descontraída, com alguns pontos de tensão com desfechos bastante previsíveis. É o típico filme bonitinho para ver quando não estamos muito exigentes e queremos algo leve. Prato cheio para fãs de comédia romântica!

Fonte das imagens: Divulgação/BellWheter Pictures

In Your Eyes

Confira o trailer deste filme dirigido por Brin Hill

Diretor: Brin Hill
Duração: 106 min
Estreia: 20 / Abr / 2014

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Lu Belin

Eu queria ser a Julianne Moore.

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