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Crítica do filme Jack Reacher: Sem Retorno

Tá na hora de parar mesmo...

por
Fábio Jordão

01 de Dezembro de 2016
Fonte da imagem: Divulgação/Paramount Pictures
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Quem conhece o Tom Cruise sabe das qualidades do rapaz. Um ator determinado, cheio de bom humor, que esbanja talento e que tem tudo para repetir várias vezes o tipo ‘herói bate em geral e faz charme para salvar as donzelas em perigo’.

Já foi assim em vários filmes dele, inclusive em “Jack Reacher: O Último Tiro”, filme lá de 2013 que nos apresenta o combatente que serviu no exército americano e agora é um andarilho que vive por aí fazendo o tipo galã e enfrentando tretas que não são da conta dele.

O primeiro filme até que deu bem certo, sendo uma ótima introdução a um novo personagem com todos os ingredientes para longas de ação. A história de “O Último Tiro” foi uma das grandes sacadas que fizeram o título conquistar seu público. E aí que os produtores tiveram a brilhante ideia: por que não fazer mais um filme e ganhar muito dinheiro?

Pois bem, agora temos a oportunidades de ver um pouco mais de Jack Reacher socando geral e entrando em altas confusões — e também de ver como nem sempre a fórmula para ganhar dinheiro é tão óbvia. Nesta sequência, Reacher retorna à base militar que serviu na Virgínia, onde pretende encontrar a comandante Susan Turner (Cobie Smulders).

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Contudo, ao chegar lá, ele descobre que ela corre sério perigo. Não demora muito para que ele assuma a responsabilidade de salvá-la (por que né, uma major não pode se defender sozinha...) e também entre de cabeça numa situação que ele não esperava enfrentar nunquinha.

Só para adiantar, o resultado de “Jack Reacher: Sem Retorno” ficou bem abaixo das expectativas, com roteiro cansativo, argumentos fracos e clichês desnecessários. Sim, o filme tem alguns truques na manga, mas certamente os caras erraram a mão e temos aqui mais um caso de continuação que ficou mais fraca do que a obra original. Veja por sua conta e risco.

Boa intenção com muita ação

Jack Reacher é um cara bem legal, que mostra compaixão pelos mais fracos e não poupa em nada os abusados. Assim como no primeiro filme, essa continuação aposta na pegada “bom samaritano”, em que nosso herói volta com tudo pra ajudar velhos conhecidos ou moças muito bonitas, que obviamente querem sair com o Tom Cruise (e quem não quer, não é?).

É claro que a ajuda de Reacher sempre vem em forma de muita violência, mas a gente nem liga que ele “tá quebrando a cara” de todo mundo, afinal, os bandidos sempre estão tramando grandes planos para derrubar gente de bem. Nesse caso, o filme aposta em uma trama envolvendo soldados inocentes durante a guerra, o que é bem válido.

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Ok, filmes de ação foram feitos pra entreter e, nesse ponto, Jack Reacher 2 tem tudo para dar certo. O personagem é cativante, as cenas de porrada são convincentes (apesar daquele exagero máximo), as perseguições deixam a plateia instigada e os diálogos se encaixam perfeitamente.

Da mesma forma como o protagonista é bem desenvolvido, há um vilão que está à altura do combate. É um personagem que segue a filosofia de Reacher, mas que pende mais para o mal e faz tudo pela glória e o dinheiro. Com esse cara em jogo, há cenas de lutas bem intensas, mas nenhuma é tão boa quanto aquele duelo na chuva do primeiro filme.

Junte com toda essa ação, uma boa dose de efeitos, sequências bem agitadas e algumas piadas (mas só algumas mesmo e só no começo do filme). Pronto, você tem o pacote completo de Jack Reacher. Só que nem só de ação vive um filme e é preciso ter conteúdo para convencer o público mais exigente.

Nada de novo no front

Acontece que, assim como 95% dos filmes que apresentam problemas, a derrapada aqui acontece justamente no roteiro. A premissa de “Jack Reacher: Sem Retorno” já é bem fraca, já que uma coisa não tem muita ligação com outra. Fora isso, os escritores optaram por embutir uma pegada mais familiar na coisa — e que ideia de jerico hein?!

Aí, juntando com o roteiro fraco, temos vários problemas na construção dos personagens secundários. Tudo bem que o nome do filme é Jack Reacher, mas um pouquinho de raciocínio na hora de desenvolver uma mulher (Cobie Smulders) de alta posição do exército não faria mal algum.

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O próprio longa-metragem brinca com essa questão, tentando mostrar que poderia ter um destaque maior para a personagem feminina. No fim, tudo acaba no de sempre, com Reacher arrebentando todos em poucos golpes e as moças desempenhando pouco na telona. Eles até colocam ela para combater, mas, em geral, ela sofre para derrotar um capanga.

Para finalizar, a gente ainda tem uma trilha sonora bem fraca, o que fecha o filme com um grande “méh...”. Curiosamente, o próprio subtítulo do filme já diz bastante coisa sobre o desenvolvimento da trama e até serve como um alerta para o público. Após ver “Jack Reacher: Sem Retorno”, você vai perceber que não há restituição do seu tempo e do seu dinheiro.

Recomendamos ver em casa para dar algumas risadas.

Fonte das imagens: Divulgação/Paramount Pictures

Jack Reacher: Sem Retorno

Ele não cede, não desiste e não volta atrás!

Diretor: Edward Zwick
Duração: 118 min
Estreia: 24 / Nov / 2016

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