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Crítica do filme O Bom Dinossauro

Mais uma bonita lição da Pixar

por
Fábio Jordão

14 de Janeiro de 2016
Fonte da imagem: Divulgação/Walt Disney Studios
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A Pixar é caprichosa e não costuma lançar dois filmes em datas tão próximas, mas 2015 foi a exceção. O belíssimo "Divertida Mente" chegou no meio do ano, já "O Bom Dinossauro" fez sua estreia na época natalina (e só chegou ao Brasil em 2016).

O filme que aborda a época do paleogeno teve seu desenvolvimento um tanto atrapalhado por conta de decisões criativas. O anúncio do filme ocorreu em 2011, mas, no meio do caminho, a Pixar acabou reestruturando a história até chegar no que podemos ver hoje nos cinemas.

A animação trata de uma situação fictícia, em que o asteroide que mudou a vida na Terra não atingiu o planeta, o que garantiu longevidade aos dinossauros por muitos milhões de anos.

Neste cenário inusitado, conhecemos um apatossauro (um dino com pescoço comprido) chamado Arlo que vive uma aventura com um amigo improvável: um humano. O que acontece neste entremeio? Não vem ao caso, o que importa é que a jornada é linda e vai ensinar muita coisa legal para as crianças.

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"Ah, mas me falaram que nem é bom". Sinceramente, não dê moral, pois esta é uma boa animação. O problema é querer comparar com os demais filmes da Pixar, aí pode ser que o filme já não seja tão chamativo quanto Toy Story ou outros filmes geniais, mas vamos falar em detalhes dos acertos e erros de "O Bom Dinossauro".

O cuidado Pixar que dá gosto de ver

É muito raro encontrar uma pessoa que não goste das histórias da Pixar, afinal o estúdio presta atenção nos pequenos detalhes. Em "O Bom Dinossauro", a companhia não foge de suas premissas e nos mostra um mundo de imaginação pra lá de atraente. O filme tem cenários belos, dominados por vegetação de todo tipo, montanhas gigantescas e uma infinidade de eventos climáticos que deixam o colorido na tela apaixonante.

A paleta de cores é bem variada, já que o filme tem desde momentos de alegria com passeios pelas planícies, até situações mais tensas passando por chuvas torrenciais. A criatividade também toma conta no que diz respeito ao aproveitamento do ambiente pelo roteiro, afinal, a história não pode ter somente cenários dominados pela selvageria da época, então se prepara para viajar pelos quatro cantos desta incrível jornada.

Outra coisa muito bacana aqui é a introdução de vários animais, alguns fiéis aos que conhecemos na escola, outros mais bizarros e que surgiram das ideias da própria Pixar. Os personagens principais são um charme a parte, principalmente Arlo e o humano. O dinossaurinho já é fofo desde que nasce e só fica melhor no decorrer da trama.

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Nosso amiguinho humano tem um desenvolvimento diferente, sendo bem possível um estranhamento no começo, mas tem como não amar uma figurinha como essa que está acima? Ele é bem engraçadinho e certamente vai conquistar a plateia. A dupla tem uma sintonia fantástica, que se desenvolve mesmo sem diálogos (porque os únicos que falam são os bichos).

Depois de um punhado de cenas com os dois, você vai simpatizar com a dupla e talvez até tenha espaço para usar lencinhos, porque o choro é liberado em duas cenas. Toda a emoção também só é possível graças à trilha sonora impecável de Michael e Jeff Danna. Enfim, os principais ingredientes para um filme da Pixar estão aqui e a lição do filme é realmente bonita.

Muito perigo, diversão um pouco limitada

Não sei o porquê do desgosto de alguns espectadores. Particularmente, após a sessão, eu senti a falta de alguns elementos mais lights, que poderiam deixar a história mais infantil, só que essa sensação está longe de dizer que o filme é ruim. Na minha opinião, esta animação foge um pouco da estrutura básica (começo, meio e fim) de outros filmes do estúdio.

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O filme tem tudo isso, só que em vez de mostrar tudo de forma mais divertida e tranquila para a criançada, ele insiste em focar muito nos perigos (até parece vida real com um tombo atrás de outro). O roteiro aposta bastante no inusitado e tem algumas cenas que garantem boas risadas, mas a sucessão de cenas semelhantes deixa a história espichada e se limita na criatividade. Talvez sejam esses detalhes que incomodaram fãs mais exigentes.

Tal qual o protagonista, "O Bom Dinossauro" é um filme bom. Ele pode estar longe de alcançar a genialidade de alguns títulos aclamados da Pixar, mas dá pra dizer que ele é bem fofinho e tem muito a ensinar. Enfim, é isso, o filme tem muita coisa legal e certamente vai ser um programão para crianças e crianças com mais de 18 anos.

Fonte das imagens: Divulgação/Walt Disney Studios

O Bom Dinossauro

Uma aventura jurássica

Diretor: Peter Sohn
Duração: 93 min
Estreia: 7 / Jan / 2016

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