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Crítica do filme O Maior Amor do Mundo

Uma salada bem temperada

por
Lu Belin

18 de Maio de 2016
Fonte da imagem: Divulgação/Imagem Filmes
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Selecione alguns clichês, uma boa dose de humor, uma pitada leve de estereótipos. Adicione um elenco de renome, um diretor com alguma reputação e não esqueça de ficar atento ao timing. Bingo! Está prontinha a receita de uma comédia com chances grandes de boa bilheteria. É com base nesses fundamentos que se constrói “O Maior Amor do Mundo”.

Não por acaso, a estreia foi marcada para as redondezas do Dia das Mães. O longa conta diversas histórias paralelas de mães, filhas e avós que, cada uma à sua maneira, lida com as belezas e os desafios da maternidade - o próprio título original em inglês é Mother's Day, ou Dia das Mães.

Dirigido pelo americano Garry Marshal – de Uma Linda Mulher e Noiva em Fuga –, o filme aposta em uma fórmula bastante básica e previsível e se agarra à qualidade do elenco para garantir o sucesso do público. 

O Maior Amor do Mundo

Enquanto Sandy (Jennifer Aniston) precisa aprender a conviver com a nova e jovem esposa do ex-marido, que decide interagir com os filhos dela, Julia Roberts é Miranda, uma famosa apresentadora de programas televisivos de venda de produtos.

Ainda entram na dança Kate Hudson e Sarah Chalke, que vivem as irmãs Jesse e Gaby – duas mulheres não muito bem resolvidas no quesito família –, e o galã Jason Sudeikis, no papel de Bradley, um pai que precisa enfrentar o primeiro Dia das Mães sem a presença da esposa. 

Calma, ainda não acabou! O longa também traz a história de Kristin (Britt Robertson), uma garçonete que acaba de ter um bebê e concilia isso com a rotina agitada de trabalho dela e do marido, um comediante em início de carreira. 

Temperos adicionais 

Sem dúvida alguma o elenco é o grande chamariz de O Maior Amor do Mundo, muito embora os trailers e comerciais do filme tenham tentado insistentemente vender a chamada "do diretor de Uma Linda Mulher". 

E a primeira coisa que a gente se pergunta quando o longa começa é: que foi que fizeram com a Julia Roberts? Um visual que não funcionou nada bem e quase caricato complementam uma personagem que demora pra conquistar o carisma do público. E olha, é difícil fazer essa crítica pra quem tem vários filmes da eterna Erin Brockovich na estante.

O Maior Amor do Mundo

Por outro lado, ponto pra Jennifer Aniston, que mandou super bem em um papel daqueles de dar nervoso no público. E o longa conta ainda com algumas participações especiais como a de Jennifer Garner e Hector Elizondo (o genial Ed Alzate de Last Man Standing), que dão um toque especial à trama.

Alguns outros aspectos também contribuem para deixar um filme gostoso de assistir: a fotografia é bonita, bem colorida e alegre, e a trilha sonora é superanimada, bem casada com as cenas, uma musicalidade ideal para o gênero.

Girl, you’re better than this!

No que diz respeito ao roteiro e à construção da trama de maneira geral, “O Maior Amor do Mundo” funciona bastante bem. Consegue reunir alguns dramas interessantes a momentos cômicos que levam o público às gargalhadas. E conseguiria fazer isso facilmente mesmo sem apelar a alguns clichês e estereótipos que aparecem de vez em quando e que são desnecessários pra que a história funcione.

O Maior Amor do Mundo

Inclusive, inserir muitos elementos talvez seja o maior problema do longa. No conjunto, o filme parece se esforçar demais, querendo abraçar o mundo com a inclusão de excessivas histórias paralelas que acabam sendo pouco exploradas. E claro, no meio das confusões de mãe, filhos e famílias, sempre sobra um espaço pra um ou outro romance. 

Talvez se os roteiristas tivessem optado por uma linha mais limpa e direta, o filme tivesse sido mais redondinho. Ainda assim, apesar das doses comedidas de drama, O Maior Amor do Mundo é uma comédia que não falha em arrancar boas risadas do público e que merece um tempinho da sua atenção. 

Fonte das imagens: Divulgação/Imagem Filmes

O Maior Amor do Mundo

Encontros e desencontros da maternidade

Diretor: Garry Marshall
Duração: 118 min
Estreia: 5 / Mai / 2016

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Lu Belin

Eu queria ser a Julianne Moore.

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