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Crítica do filme Parque do Inferno

Você pode correr, mas não se esconder

Fábio Jordão

por
Fábio Jordão

Quinta, 22 Novembro 2018
Fonte da imagem: Divulgação/Paris Filmes
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Este é talvez um dos anos mais memoráveis para o gênero de terror. Foram tantas surpresas boas, mas o expediente ainda não acabou e dá tempo de mais uma sessão de sustos.

A partir de hoje, todos estão convidados a entrar numa brincadeira sem volta pelo túnel do terror. Em “Parque do Inferno”, podemos acompanhar a história de um grupo de amigos que resolveu embarcar na temporada de terror de um parque de diversão.

O evento que se passa na noite de Halloween tem como diferencial humanos fantasiados com as roupas e máscaras mais bizarras. Trata-se de uma ocasião tradicional do parque, porém os visitantes jamais imaginariam que um assassino estaria entre as atrações do espetáculo.

O filme chega meio fora de timing, mas também é compreensível, afinal, um título mais simples como este poderia sofrer muito na bilheteria com Michael Myers dominando nas telonas. Contudo, a parte boa é que já deu tempo para a galera passar o susto de Halloween e embarcar em uma nova onda de assassinatos.

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Já adianto que, ao contrário do que possam imaginar, o filme não é apenas um festival do jump scare, sendo que há muitas cenas em que o roteiro tenta uma pegada mais ousada, colocando assassino e protagonistas cara a cara. Todavia, já adianto que este não é um filme inovador, mas certamente é uma montanha-russa divertida para os fãs do terror.

Clichê do jeito que a gente gosta

Filmes de terror com jovens sendo perseguidos por um assassino enfurecido são bastante óbvios e, a meu ver, o trailer de “Parque do Inferno” deixa bem claro a pegada clichê da história, então não há razão para você ir ao cinema esperando um longa-metragem cheio de inovações.

A lógica é simples: apresentação do grupo de protagonistas, inserção do assassino na história, cenas divertidas, perseguição, matança, sustos, correria, mais matanças e por aí vai... Tudo é declaradamente linear, mas ainda assim há algumas nuances a serem exploradas, algo que pode funcionar muito bem num filme que tem como ambientação um evento de halloween.

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O ponto é que além do fator surpresa, já que não sabemos quando o vilão vai entrar em cena e de que forma vai atuar, o roteiro de “Parque no Inferno” consegue deixar as coisas mais interessantes ao pregar peças com tantas situações passíveis de susto. São tantos cenários escuros, esconderijos e personagens, que a gente fica apreensivo em vários momentos.

Depois de um tempo, a gente acaba percebendo que o filme aposta numa repetição de ocorrências, mas o próprio script faz questão de tirar sarro disso e alertar para os clichês de filmes de terror.

Isso não muda o fato de que os mais críticos verão uma série de argumentações simples, mas, sinceramente, pode ser mais do mesmo, só que talvez é justamente por conta disso que a gente gosta desse tipo de obra, afinal gostamos de sentir um frio na barriga.

Nem tão ficção assim...

Ainda que tenha uma história simples, eu gosto do jeito como as coisas acontecem em “Parque do Inferno”, ainda mais porque, diferente de obras sobrenaturais, essa história de assassino é bastante verossímil. Nada impede que um sujeito maluco coloque uma máscara e saia fazendo isso em um festival no Brasil e aí é que o filme tem mais um trunfo.

Com um personagem humano aterrorizando outras pessoas, podemos esperar inúmeras ações e reações, algo que o diretor Gregory Plotkin (que editou filmes como “Corra!” e “A Morte te dá Parabéns”) soube explorar bem. Conforme eu comentei, a pegada é muito menos jump scare e bem mais séria, algo também corroborado pela trilha sonora descompassada e tensa.

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Um assassino que para e fica encarando os personagens mostra sua audácia. Ele sabe o que está fazendo e quer incutir o medo em suas vítimas. São várias as cenas em que vemos o modus operandi do vilão ser explorado de forma a causar um impacto maior na plateia. Não há tanto sangue e brutalidade explícita, mas a imponência do sujeito já é bem escabrosa.

No fim, apesar de óbvio, o resultado de “Parque do Inferno” é um misto de diversão e medo, sendo que ele quase consegue passar a sensação de estarmos neste festival do terror. Com um elenco que sabe gritar e se mostrar amedrontado, o filme funciona bem e deve ser uma boa pedida para o cinema. Compre sua pipoca e boa sorte neste túnel medonho!

Fonte das imagens: Divulgação/Paris Filmes

Parque do Inferno

Noite das brincadeiras mortais...

Diretor: Gregory Plotkin

Duração: min

Estreia: 1 / Nov / 2018

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