Crítica Um Espião e Meio

Se fosse nas Olímpiadas, ganharia medalha de bronze

por
Edelson Werlish

11 de Agosto de 2016
Fonte da imagem: Divulgação/Universal Pictures

As Olímpiadas de verão estão acontecendo e bombando no Rio de Janeiro. Milhares de atletas de todos os cantos do globo estão na cidade maravilhosa competindo pela tão sonhada medalha olímpica. Influenciado pelo espírito olímpico resolvi traçar um paralelo entre os jogos e o novo filme dos astros Dwayne “The Rock” Johnson e Kevin Hart: Um Espião e Meio. 

A dupla vem em busca da medalha de ouro na categoria Comédia, mas será que o esforço dos atletas, digo, dos atores vale o lugar mais alto do pódio? Vamos analisar o desempenho deles individualmente, em equipe, da sua comissão técnica, e, ao final, descobrir a resposta. 

Um Espião e Meio (Central Intelligence) conta a história de Bob Stone, personagem de Dwayne Johnson, um espião da CIA que, antes de se tornar um super agente secreto, sofria com bullying na época da escola por ser gordo. Gordo mesmo, daquele estilo que precisa de prótese Vovózona. Para resolver um novo caso, ele recorre a ajuda de daquele que considera seu único verdadeiro amigo do colegial – papel de Kevin Hart. 

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Com seu carisma natural, o qual conquistou milhões de fãs ao longo de sua carreira, The Rock trabalha o simples e o básico para interpretar o protagonista, ao seu melhor estilo brutamontes cômico. O ator se diverte no papel, investindo “pesado” na ideia de misturar os dois gêneros que o consagrou no cinema (comédia e ação), rindo até mesmo de si mesmo. 

Já Kevin Hart, apesar de uma boa sintonia e entrosamento com seu parceiro, não tem o mesmo magnetismo. Ele impõe uma preponderância corporal e de expressões em sua atuação, fato que particularmente me irrita em muitas passagens. Longe de ser um Chris Tucker dos ótimos A Hora do Rush, o qual era mestre nessa forma de atuação mais forçada, Hart exibe mais artificialidade do que naturalidade. 

O diretor Rawson Marshall Thurber, conhecido por outras comédias como Família do Bagulho e Com a bola toda, traz para Um Espião e Meio a vertente do bullying e suas consequências, e, em vários momentos flerta com piadas politicamente (in)corretas, tentando passar algum tipo de mensagem mais séria no longa. O vício das redes sociais é um exemplo, o qual é bastante explorado, rendendo uma ou duas gargalhadas. 

No conjunto da obra, Um Espião e Meio tem várias cenas engraçadas, e cativa com a química da dupla de comediantes, em especial de Dwayne Johnson. Várias participações especiais – do tipo “olha quem tá aí” – de outros atores e atrizes famosos também contribuem para dar um polimento especial no produto final, porém sem fugir do pipocão. 

Entre os filmes galhofeiros, grupo que carece de outras opções ultimamente, o longa consegue vantagem como um dos poucos atrativos do estilo em cartaz nessa competição, porém sem potência necessária para a disputa de ouro e prata. Se fosse nas Olímpiadas, Um Espião e Meio ganharia medalha de bronze na categoria comédia.

Fonte das imagens: Divulgação/Universal Pictures

Um Espião e Meio

The Rock sendo The Rock!

Diretor: Rawson Marshall Thurber
Duração: 107 miin
Estreia: 7 / Jul / 2016

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Edelson Werlish

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