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Crítica do filme 7 Dias em Entebbe

A dança da Guerra

Lu Belin

por
Lu Belin

Domingo, 20 de Maio de 2018
Fonte da imagem: Divulgação/Diamond Films
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Rosamund Pike e Daniel Brühl protagonizam esse filme de guerra dirigido pelo brasileiro José Padilha a partir do roteiro de Gregory Burke.

O longa-metragem se concentra nos eventos acontecidos em 1976, quando o voo 139 da Air France, que ia de Tel Aviv, em Israel, até Paris, na França, foi sequestrado por um grupo terrorista.

Com uma narrativa não totalmente linear, "7 Dias em Entebbe" acompanha Brigitte Kuhlmann (Pike) e Wilfried Böse (Brühl), de uma célula rebelde alemã que se diz pró-humanitária, enquanto ela domina a tripulação e conduz o avião para um aeroporto na Uganda, firmando um acordo com um líder local, Idi Amin (Nonso Anozie).

O clima de suspense vai tomando forma desde o planejamento do ataque, que vai sendo mostrado pela lembrança dos protagonistas, e fica progressivamente mais intenso conforme vão se passando os dias de cativeiro.

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Em paralelo ao local para onde são levados os reféns, o espectador é conduzido a acompanhar as negociações com o governo israelense - a quem coube resolver a questão - e aos oficiais do exército em seu plano para invadir o local onde estão os reféns e matar os sequestradores.

Zeev Hirsch (Ben Schnetzer), um dos soldados encarregados da delicada operação, namora uma bailarina, Patricia Martel (Andrea Deck), que, embora não tenha nada a ver com nada, é quem traz o grande diferencial ao filme com relação a outros do gênero.

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Enquanto Patricia ensaia para uma apresentação musical, seus movimentos são coordenados aos dos soldados em operação. Ela conduz seus passos com perfeição até chegar ao objetivo final, no palco. Essa analogia da apresentação traz leveza e dá ao filme um equilíbio com as cenas de guera.

Os cenários da dança também trazem movimento e contribuem para a fotografia do longa-metragem e sua trilha sonora, diminuindo a tensão do sequestro, mas aumentando o clima de suspense com relação ao futuro dos reféns.

Afinal, o nervosismo antes de uma apresentação musical é o mesmo antes de uma operação de guerra, e ambos dependem de ações e passos bem coordenados.

Fonte das imagens: Divulgação/Diamond Films

7 Dias em Entebbe

Um sequestro que mudou o curso da história

Diretor: José Padilha

Duração: 107 min

Estreia: 10 / Mai / 2018

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Lu Belin

Eu queria ser a Julianne Moore.

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