Crítica do filme Vizinhos

Muitas risadas, drogas e família

por
Rafael Gazzarrini

10 de Junho de 2014
Fonte da imagem: Divulgação/

Na quinta-feira da semana que vem, dia que eu também gosto de chamar de 19 de junho, o filme chamado “Vizinhos” vai estrear em todos os cinemas brasileiros. Caso você ainda não saiba muita coisa sobra a produção, aqui vai um resumo ligeirão: Mac (Seth Rogen, “Besouro Verde”) e Kelly Radner (Rose Byrne, “X-Men: Primeira Classe”) são um casal de jovens que têm uma filha pequena.

Ao contrário de seus amigos, eles têm uma casa em uma rua tranquila, carros, empregos estáveis e construíram uma família. Por conta disso, eles não costumam sair com outras pessoas e estão entediados com essa vida de adulto mais velho. Acontece que Teddy Sanders (Zac Efron) se muda com a sua fraternidade universitária para a casa ao lado – ou seja: vai ter muita festa, barulho e putaria.

Por conta dos estilos diferentes de vida, o casal e a fraternidade vão acabar em uma pequena guerra de vontades, com direito a muita maconha, cogumelos (não do tipo que coloca no strogonoff) e gente sem camisa...

Agora, você já está preparado para saber o que este humilde rapaz achou desse tal de “Vizinhos”, não é? Então, preparem-se, rapaziada!

Uma comédia que é engraçada, cacete!

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Em primeiro lugar, desde o começo, “Vizinhos” se entrega ao expectador como uma comédia e não deixa que você se esqueça disso em nenhum momento. Por que? A resposta é simples: ao contrário da maioria das comédias que saem ultimamente, esta é realmente engraçada, fazendo com que você dê boas risadas do começo ao fim, nem que seja por conta de vergonha alheia – sério, a primeira cena já é bem foda!

A atuação se Seth Rogen é muito boa, ele encarna um pai um tanto quanto confuso de modo fenomenal e é o responsável por mais de metade das ótimas piadas mostradas durante o filme. Já Zac Efron me surpreendeu, pois ele foi bem divertido e ainda encarnou um universitário chapado, louco e cheio de raiva de maneira bem convincente, algo que me ajudou a perder o pouco do preconceito restante e originado daquele musical chato de colégio.

Rose Byrne também está de parabéns – e o ano inteiro, porque, amigos e amigas, que mulher bonita e charmosa, que sotaque australiano lindo de ouvir. No começo, ela parece ser a ponta de sanidade na briga entre os personagens, mas ela só fica mais engraçada e porra louca com o passar do tempo, agregando ainda mais.

Além de tudo isso, todos os coadjuvantes expressivos foram muito bem e arrancaram alguma risada de mim em algum momento, mesmo que sem querer. Tudo isso resultou em um humor bacana, de ritmo bom e que funciona; simples assim.

Respeite os seus momentos

Por trás de toda essa comédia meio frenética, há um questionamento bacana. Não vou descrever as cenas que é pra não dar spoiler de piada – o pior spoiler que existe - , mas a questão é que precisamos respeitar o momento em que estamos nas nossas vidas. Afinal de contas, toda escolha também significa ter que enfrentar alguma renúncia. É assim que as coisas funcionam, até que a gente morre, não é?

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Em outras palavras, se temos família, cuidamos dela. Se somos universitários, precisamos estudar e construir um futuro – e participar de festas e algumas loucuras, é claro. Se somos divorciados, saímos. Se queremos reatar, falamos com a pessoa. Tudo isso torna a vida teoricamente mais fácil, sem criar aquela impressão de que o “gramado do outro é mais verde”.

Tudo isso é mostrado de maneira bem simples, bem humorada e menos piegas do que estes dois últimos parágrafos.

Tá, não é perfeito...

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Depois de tudo isso, preciso dizer que constatei dois pequenos problemas em “Vizinhos”. O primeiro é o fato de que o conflito da trama começa de maneira meio psicótica demais, deixando você se perguntando “mas que porra é essa?”. No entanto, essa confusão dura pouco e tudo fica bem engraçado em questão de minutos.

Outro problema é que o meio do filme tem um ritmo um pouco lento comparado com o restante, fazendo com que você talvez se canse de toda a briga. Contudo, esse problema não chega a durar cinco minutos, já que há uma invertida na história e você vai acabar dando ótimas risadas até o fim de toda a treta.

Por fim, basta afirmar que você não vai sair da sala de cinema triste com essa história de vizinhos. Tem risada, gente bonita, um pouco de nudez, drogas, acidentes bizarros e uma trilha sonora boa de ouvir. Aproveitem, caras!

Fonte das imagens: Divulgação/

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Rafael Gazzarrini

Pode me chamar de Rafa, eu ando por aí na minha nuvem dourada.

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