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Crítica do filme Sex Tape

Comédias escrachadas e com nudez ainda funcionam

Douglas Ciriaco

por
Douglas Ciriaco

Segunda, 18 de Agosto de 2014
Fonte da imagem: Divulgação/
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Cameron Diaz surgiu para mundo no papel da estonteante Tina Carlyle, a dançarina de “O Máskara”, e desde então tem protagonizado uma porção de filmes, com a maioria deles composta por comédias escrachadas. Entre dramas e filmes de ação, Diaz costuma se destacar também por personagens que abusam da sensualidade, aparecendo inclusive seminua em diversas cenas.

Em “Sex Tape: Perdido na Nuvem” (claro que o nome nacional precisa ter um subtítulo desnecessário), Diaz mostra que está mais do que em forma no auge dos seus 41 anos de idade. O filme conta a história do casal Anne (Diaz) e Jay (Jason Segel, da série “How I Met Your Mother”), que depois de alguns anos de casamento já não tem todo aquele fogo da época de namoro. Para esquentar as coisas, eles resolvem fazer um vídeo pornô caseiro, mas as coisas dão erradas e o filme íntimo acaba vazando na web. O resultado é uma verdadeira cruzada para evitar que aquilo caia nas mãos erradas.

A proposta do filme é ser uma comédia escrachada, um besteirol, e ele tem êxito nesse aspecto. A película tem boa dose de situações e personagens bizarros, apesar de forçar demais na hora de criar um evento que não saísse de controle para justificar o vazamento do vídeo: Jay é viciado em comprar iPads novos sempre que há um novo lançamento, e ele oferece os aparelhos antigos a alguns conhecidos. Contudo, não desloga de sua conta da Apple para que todo mundo tenha acesso à sua seleção musical gabaritada.

Sex Tap: Perdido na Nuvem

Assim, o filme caseiro salvo na nuvem acaba sendo sincronizado com todos os iPads que ele já deu de presente, por isso a busca pelo arquivo se dá de forma restrita, indo até às pessoas que possuem um dispositivo a fim de recuperá-lo. A circunstância é meio inusitada, mas cabe bem dentro da trama, um nível de bizarrice relativamente comum em filmes como este.

O destaque do roteiro está justamente em fazer piada também sobre o quanto às vezes podemos nos complicar (e também resolver algumas situações) por meio de gadgets e da internet. O cerne da história gira em torno disso e consegue fazer um certo sentido.

As cenas de nudez também não faltam e são um ingrediente a mais no filme. Confesso que público afeito a ver a Cameron Diaz nua sai mais satisfeito do que aqueles que esperam ver um ator galã se exibir diante da tela. Mas a atuação de Segel não decepciona, assim como a dos demais atores que dividem as cenas com o casal protagonista.

No final do filme, a presença de Jack Black ("Escola de Rock") dá um toque ainda mais especial. O ator dá uma boa dose de graça fazendo o que ele sabe fazer de melhor: intrepretar a si mesmo na telona (aqui, ele faz o dono do site YouPorn), e é mais um ingrediente para compor essa comédia descontraída e apimentada, digamos assim. Se você está em busca de um filme para dar umas risadas sem muito compromisso, “Sex Tape” é uma boa opção.

Fonte das imagens: Divulgação/

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Douglas Ciriaco

Cê tá pensando que eu sou lóki, bicho?

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