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Releitura portuguesa de "As Mil e Uma Noites" chega ao Brasil em três volumes
Fonte da imagem: Divulgação/Fênix Filmes
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O clássico da literatura mundial compilado por Antoine Galland já teve diversas adaptações para o cinema, sempre com um olhar diferenciado sobre as narrativas de Xerazade ao rei Xariar. 

A mais recente produção com este objetivo foi um pouco mais ousada. Trata-se da versão portuguesa do diretor Miguel Gomes, de Lisboa. Ele desenvolveu uma história em três partes: “As Mil e Uma Noites – Vol 1: O Inquieto”, “As Mil e Uma Noites – Vol 2: O Desolado”, e “As Mil e Uma Noites – Vol 2: O Encantado”, das quais duas chegam ao Brasil no dia 08 de dezembro, distribuídas pela Fênix Filmes. 

As Mil e Uma Noites em Portugal retratam um país Europeu em crise e um realizador que se propõe a construir ficções a partir da miserável realidade onde está inserido. Mas incapaz de descobrir um sentido para o seu trabalho, foge covardemente, dando o seu lugar à bela Xerazade. 

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Ela precisará de ânimo e coragem para não aborrecer o Rei com as tristes histórias desse país. Com o passar das noites, a inquietude dá lugar à desolação e a desolação ao encantamento. Por isso, Xerazade organiza as histórias que conta ao Rei em três volumes. Começa assim: “Oh venturoso Rei, fui sabedora de que num triste país entre os países…”. 

Xerazade duvida que ainda consiga contar histórias que agradem ao Rei, dado que o que tem para contar pesa três mil toneladas. Por isso, foge do palácio e percorre o Reino em busca de prazer e encantamento.

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O seu pai, o Grão-Vizir, marca encontro com ela na roda gigante, e Xerazade retoma a narração: “Oh venturoso Rei, fui sabedora que em antigos bairros de lata de Lisboa, existia uma comunidade de homens enfeitiçados que, com rigor e paixão, se dedicava a ensinar pássaros a cantar… ”. E vendo despontar a manhã, Xerazade calou-se.

Sobre o diretor 

Miguel Gomes nasceu em Lisboa, em 1972. Estudou cinema e trabalhou como crítico para a imprensa portuguesa até o ano 2000. Realizou vários curtas-metragens e fez o seu primeiro longa-metragem em 2004: “A Cara que Mereces”. “Aquele Querido Mês de Agosto” (2008) e “Tabu” (2012) confirmaram o seu sucesso e reconhecimento internacional. 

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“Tabu” estreou na competição do Festival de Berlim e ganhou o prêmio Alfred Bauer e o FIPRESCI; além de ter sido vendido para mais de 50 países e ganhado dezenas de outros prêmios. “Redemption”, seu curta-metragem mais recente, estreou em 2013 no Festival de Veneza. “As Mil e uma Noites” é um longa-metragem em três partes, que teve estreia internacional na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes 2015.

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Lu Belin

Eu queria ser a Julianne Moore.

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