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Crítica do filme Homem-Aranha: Longe de Casa | Curtindo férias frustradas

"Homem-Aranha: Longe de Casa" é a conclusão da Saga Infinita e o que começou com o primeiro "Homem de Ferro", finalmente, se encerra. Pelo menos até a próxima fase, que promete ser ainda mais grandiosa que a anterior. Peter Parker (Tom Holland) e seus amigos estão em férias pela Europa, mas eles não vão conseguir descansar.

Peter terá que desvendar o mistério de criaturas que causam desastres naturais e destruições pelo continente, enquanto lida com a perda de seu grande mentor Tony Stark (Robert Downey Jr.). Ele contará com a ajuda de uma nova figura heróica apelidada pelos jornais de “Mysterio”, também conhecido como Quentin Beck (Jake Gyllenhaal).

Apresentando-se como um misterioso guerreiro de uma dimensão paralela muito parecida com a “nossa”, responsável por batalhar contra os Elementais, um grupo de monstros horríveis baseados nos quatro elementos. Beck conta que seu mundo foi dizimado por essas criaturas, mas foi capaz de escapar até outra dimensão a tempo de prevenir a catástrofe novamente. Vale mencionar que Jake Gyllenhaal eleva um personagem que usa um aquário na cabeça a um novo patamar, incrivelmente carismático e divertido com todas as suas particularidades.

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Nick Fury (Samuel L. Jackson) acredita na história do misterioso e simpático herói e resolve ajudar, visto que a Terra pode estar em grande perigo e tentar prevenir o fim do mundo faz parte do seu dia a dia. Para tal empreitada, ele convoca nosso garoto aracnídeo, que prefere passear com seus amigos na Europa do que salvar o mundo. Mas a SHIELD tem métodos bem eficazes de persuasão e Peter acaba aceitando a missão, indignado por nenhum outro Vingador estar disponível.

Seu amigo da vizinhança

Aliás, tudo isso se passa após os eventos de “Vingadores: Ultimato”. Ou seja, metade da população foi apagada e restaurada cinco anos depois, evento carinhosamente chamado de “Blip”, então universos paralelos parecem plausíveis após essa loucura toda. A primeira cena já vai cativar seu coração, servindo como homenagem para aqueles que já se foram e dando o tom humorístico esperado para um filme do Homem Aranha. As consequências do “Blip” são explicadas logo de cara, de forma descontraída mas sem parecerem bobas.

Quando “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” foi lançado, comentou-se bastante sobre como o filme não era tão influenciado por outros filmes do gênero "heróis", mas principalmente de longas no estilo do diretor John Hughes, como “Clube dos Cinco” e “Curtindo a Vida Adoidado”. Distanciando-se das versões anteriores (principalmente a de Andrew Garfield), Peter era apenas um garoto tentando conciliar uma vida normal, indo para escola, morando com sua Tia May (Marisa Tomei) e talvez salvando a vizinhança com seus poderes de Aranha. Provavelmente a maior qualidade do diretor Jon Watts ainda seja seu trabalho com o elenco jovem e com o clima despojado de uma comédia adolescente.

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Agora, depois de ir para o espaço, entrar para os Vingadores, enfrentar vilões com poderes imensos, sem contar os cinco anos que se passaram, é difícil voltar a uma vida pé no chão sem se preocupar com as futuras ameaças, principalmente sendo praticamente forçado a se tornar “o novo Homem de Ferro”.

Spiderman, Spiderman, does whatever a spider can

Eu tive que pensar durante um tempo e apesar de ter gostado MUITO do filme, alguns pontos me pareceram bem fracos ou forçados demais. Em “De Volta ao Lar” a direção de Jon Watts não parecia muito confiante nas cenas de ação, apesar de todo o excelente trabalho de Tom Holland, mas em “Longe de Casa” tudo parece mais ambicioso e bem encaixado, exceto se comparado ao “Aranhaverso”, uma comparação quase inevitável, apesar das mídias distintas. Apesar disso os efeitos visuais estão excelentes, e as cenas de ação evoluíram muito.

O que me incomodou realmente foram algumas soluções do roteiro propostas por Chris McKenna e Erik Sommers. Algumas são convenientes demais para serem críveis, mesmo se considerarmos o universo fantástico em que o longa se insere. Sem dar spoilers fica difícil explanar, mas um exemplo é após uma batalha especialmente difícil, Beck e Parker vão até um bar para beber.

Eles simplesmente tiram a máscara e conversam sobre “assuntos heróicos”, enquanto as pessoas ao seu redor não prestam a menor atenção a eles. O desenvolvimento da cena pode justificar a situação, mas é apenas uma das situações de que tudo é conveniente demais, assim como a utilização da tecnologia em momentos cruciais da trama.

Nos dias de hoje, as pessoas acreditam em qualquer coisa

Peter só quer curtir suas férias na Europa com seu amigo Ned (Jacob Batalon) e planeja se declarar para MJ (Zendaya), mas as circunstâncias forçam ele a ser muito mais Homem Aranha do que Peter Parker. Estando em um estado de negação e luto, ele torna-se suscetível a qualquer um que queira se aproveitar dessa vulnerabilidade emocional, um dos pontos chaves da trama. Enfim, prepare-se para grandes surpresas e desconfie de tudo.

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“Longe de Casa” é um filme sobre legados e o peso de nossas ações. Apesar de apresentar uma história mais contida e pessoal, a sensação de que o longa serve como mais uma peça no enorme quebra-cabeça do Universo Marvel é inevitável. Não que isso seja algo ruim, já que ainda podemos ver Peter Parker em uma excursão escolar pela Europa junto com seus amigos, se apaixonando, talvez indo para a faculdade?

Porém, com grandes poderes vêm grandes responsabilidades, e depois de ver as duas cenas pós-créditos o futuro é tão incerto que independente do rumo da próxima fase Marvel, estaremos lá. Você vai acreditar em tudo o que eu disse ou vai conferir com os próprios olhos?

Podcafé 036: Vingadollys, Star Wars VIII e estreias de Dezembro de 2018

Pois é, o ano está chegando ao fim, mas, antes do fim, há muita coisa boa para ver na telona — e na telinha também, claro. Nesta semana, tivemos a grande estreia do trailer de "Vingadores: Guerra Infinita", que vai reunir a turma toda e botar geral para enfrentar o vilão Thanos.

É muita coisa para falar sobre o novo filme dos Vingadores, por isso nossa equipe se junta para trocar boas ideias sobre tudo que apareceu no primeiro vídeo. Apesar de este não ser um episódio especial Marvel, nós não poderíamos deixar de tomar boa parte do tempo para falar desta big novidade.

Só que o mundo não gira em torno da Marvel, por isso também aproveitamos a reunião do clã para falar das boas estreias de dezembro, incluindo o aguardado "Star Wars Episódio VIII - Os Últimos Jedi". Além desse blockbuster, temos a chegada de "Perfeita é a Mãe 2", que segue a receita de "Pai em Dose Dupla 2", "Apenas um Garoto em Nova York", um filme com grande elenco, e "Suburbicon", dirigido por George Clooney.

Acho pouco? Então ainda tem a animação "O Touro Ferdinando" (que é tipo Carros, só que com bichos), "Roda Gigante", o novo filme de Woody Allen, "Pequena Grande Vida" — mais um filme com Matt Damon — e também "O Sacrifício do Cervo Sagrado", do diretor de "O Lagosta". Mas não é só isso, então, dá o play!

Curtiu esse bate-papo? Então compartilha com os amigos e deixa seu comentário abaixo, falando se você quais filmes você vai ver no cinema e se você curtiu o trailer dos Vingadores :D

Podcafé 016: Os 73 anos de Marvel “vs” DC no cinema!

Chegou o dia do fatídico podcafé onde os intrépidos dcnautas e marvecos safados: Fábio Jordan, Charlinho Guerreiro, Thiago Moura e Mike Ale discutem os mais de 80 filmes da Marvel e DC no decorrer da história!

O que mudou de 1944 pra cá? Os filmes que envelheceram mal, os piores e os melhores anos, a incapacidade da Fox, a falta de planejamento da Warner e o risco da Marvel estar dando um passo maior que a perna!

E ainda: Nossos desejos “nerds” estão bem atendidos no cinema? Alan Moore está certo? Qual o pior Peter Parker? Quando vamos ter um remake de Howard the Duck e precisamos MESMO falar de Lanterna Verde?

Então já sabe, pega tua pilha de gibis, relaxa aí na poltrona que esse papo vai longe e venha com a gente nessa viagem super-heróica ao longo do tempo pra vermos onde o cinema errou e onde o cinema acertou em se tratando de filmes de super heróis!

Dá o play e... Excelsior!

E conta pra gente: qual filme de herói que você gostaria de ver nos cinemas, qual seu preferido e qual é o que te “ofendeu pessoalmente?”

Lembrando que você também pode acompanhar o Podcafé através do seu aplicativo favorito, basta adicionar o link do nosso feed RSS.

Crítica do filme Guardiões da Galáxia Vol.2 | O mix continua awesome!

O 15º filme da Marvel Studios deu para James Gunn um desafío de Schrödinger. Fácil e difícil ao mesmo tempo.

Fácil por que uma sequência de Guardiões da Galáxia — um filme que é quase unanimidade entre fãs e não fãs da Marvel — é relativamente tranquila de fazer. Todo mundo (ou  ̶a̶s̶ ̶p̶e̶s̶s̶o̶a̶s̶ ̶l̶e̶g̶a̶i̶s̶ a maioria das pessoas) já ama os personagens, a “vibe” e o universo estabelecido no primeiro longa.

E difícil justamente pelos mesmos motivos! Como lidar com a pressão e a responsabilidade de entregar um produto de igual qualidade ou (de preferência) ainda melhor que o primeiro? E a solução do James Gunn e de toda a equipe criativa de "Guardiões da Galáxia Vol.2" foi: “Mais cores, mais ação, mais drama, mais piadas, mais Guardiões”.

E isso é ótimo. Mas vamos com calma

Eu amo seus galhos, mas cadê seu coração?

Antes de tudo eu já digo que Guardiões da Galáxia 2 é um dos filmes mais intimistas da Marvel Studios e com certeza o mais intimista da tropa até agora.

O diretor e roteirista James Gunn já disse que Guardiões vai ser uma trilogia e que ele pretende contar a história desse grupo em três atos. E bom, pelo que vemos no segundo ato, ele está fazendo isso direito.

No primeiro, a gente conhece Peter Quill, Gamora, Drax e a dupla Rocky e Groot, e acompanhamos essa tão incomum “família” se desenvolver, mas é tudo muito breve, coisas precisam ser explodidas e a galáxia precisa ser salva e danças precisam ser dançadas. O filme termina e eles acabam sorrindo e juntos na nave singram para qualquer que sejam as aventuras que os esperam. Muito lindo, né?

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Pois é, mas eles não eram um bando de desajustados que não combinam em nada um com o outro? Como assim que agora eles se amam e tudo na vida deles vai ser muito massa? Pois é. É ai que entra a beleza de Guardiões da Galáxia 2. É ai que entra a beleza do 2º de 3 atos dessa história cósmica.

A relação entre o grupo se estreita e tudo o que você pensa é “meu, como que esses caras ainda estão juntos?” Eles não se aguentam, se xingam, não se entendem e até parece que se odeiam. Porque é como eu já disse. Eles são muito diferentes (tipo, até de espécies diferentes). E se eles vão ter que enfrentar um 3º ato juntos, muita coisa precisou ser resolvida nesse 2º.

E o filme toma o cuidado de dar para cada personagem uma carga dramática mais aprofundada. Mesmo que tudo tenha que parar pra que isso possa acontecer. As cores vibrantes, as piadas e todo o universo aberto dão espaço pra gente poder conhecer, de verdade, o que se passa dentro da cabeça e do coração de cada um dos personagens, desde o turrão e sarrista Drax até a alma inocente do pequeno Baby Groot. Todos tem o seu momento, e é impossível de não criar empatia com pelo menos um dos dramas internos vividos por eles.

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Claro que o protagonista ainda é o Peter Quill, e coisas extremamente importantes para sua personalidade acontecem durante a trama, mas é tudo spoiler. Então veja logo o filme pra gente poder conversar melhor (serião, quero perguntar sobre o que você achou de uma parada que acontece). Mas isso não deixa os outros personagens de lado, ou não significa que suas particularidades foram menos desenvolvidas, muito pelo contrário.

O desenvolvimento do Rocket Raccoon, por exemplo, é algo realmente bonito de acompanhar. E esse bichinho com certeza tem alguns problemas que precisavam de atenção. E isso porque nem vou falar muito da relação entre irmãs Gamora/Nebulosa, que rende cenas onde feridas e mágoas são expostas. Mas também não posso falar muito disso. O filme te mostra todas as maravilhas de um universo multicolorido e todas as mais absurdas situações, mas no fim das contas, seus olhos se voltam para os personagens, e é deles a maior importância.

Tem piadas - Lide com isso

Falando assim parece que tô falando de um Manchester by the Sea da vida, de tão dramático. Mas não se engane. O filme tem uma piada a cada 3 minutos de duração. Exagero essa conta? Talvez um pouco. Mas é mais ou menos isso. O que pra mim foi um dos pontos que pesou um pouco (o “lide com isso” do título é tão pra mim quanto pra você).

Eu realmente não gosto muito desse vício/obrigação de quebras de clima com piadas que a Marvel insiste em fazer em todos os filmes. Tudo bem lidar tudo com humor, mas tem vezes que você pensa: “poxa vida Marvel, não faz piada agora cara… Olha só o que tá rolando, nem tem como ter piada agora”, mas ai ela vai lá e faz piada mesmo assim, como se nem tivesse ouvindo você pedir.

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Então se pra mim o filme tem um defeito, é esse e exatamente esse. O excesso de piadas em timming errado. (Sério Marvel, é massa as piadas, mas vamos achar outro jeito ai de quebrar climas…)

Star Wars com LSD

E o filme é bonito, hein? Na proposta de se fidelizar com os quadrinhos cada vez mais, o filme aposta em cores vibrantes e uma paleta extraída das melhores páginas de uma HQ da década de 60 desenhada por Jack Kirby. O deslumbre visual das cores da galáxia é caleidoscópio e o filme apresenta soluções visuais muito criativas e que enchem os olhos.

Alguns podem ver o defeito do excesso nessa parte, assim como eu achei com as piadas, mas existem cenas que não dá pra negar a beleza do que está sendo mostrado. Se você gosta dos efeitos de lasers ou das cores dos planetas em Star Wars, se prepare pra tomar uma overdose em Guardiões da Galáxia 2.

“Capitão América não aguenta a chegada  de tantas referências em Guardiões da Galáxia 2 e desmaia ao vivo”

Essa é uma das minhas partes preferidas. O tanto de referências ao universo dos quadrinhos que tem nesse filme não está no gibi! E elas aparecem de forma que não atrapalha o andamento ou o entendimento do filme como um todo. Quem conhece o personagem (ou a citação, ou o lugar) dos gibis, vai olhar e falar “nossa, olha só que legal, eu vi o que vocês fizeram aí!” (Só não fale se estiver no cinema, por favor).

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Mas caso você nunca tenha aberto um gibi na vida, você vai curtir o filme do mesmo jeito, porque, ou o filme te explica quem é o personagem assumindo mesmo que você está vendo ele pela primeira vez, ou o personagem está tão no canto ou no fundo, que não passa de um “ah, outro bichinho gozado ali fazendo traquinagens”. E o filme todo é um balde de referências até o fim dos créditos com nada modestos 5 cenas pós (durante) créditos! O gerente ficou maluco!

Mas e aí?

Guardiões da Galáxia 2 fideliza seus fãs e os amarra para o já anunciado terceiro e último filme do grupo, conta uma história que avança com a história geral desses personagens, responde muitas perguntas, agrada os fãs de quadrinhos e os fãs da franquia cinematográfica isoladamente…

É um filme que você precisa aceitar muita coisa absurda e é um filme que você precisa ver com o coração e com inocência (apesar das piadas de pênis).

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No fim das contas não tem erro. Se você gostou do primeiro longa-metragem e gosta dos filmes da Marvel em geral, não tenho dúvidas que você vai gostar de "Guardiões da Galáxia Vol.2", que tem tudo o que tem no primeiro, só que mais e maior e mais exagerado. O que é ótimo.

Teaser de Deadpool 2 está no ar, mas a sequência não chega tão cedo

O anti-herói tagarela Deadpool recebeu um teaser bastante sugestivo confirmando seu longa de continuação. Exibido antes das sessões de Logan, nos Estados Unidos, Deadpool já arranca risadas do público e deixa um gostinho de "quero mais", preparando a população para o que está por vir.

Aqui no Brasil o anti-herói não está dando as caras nas sessões de Logan, mas, após alguns vazamentos, a Fox liberou o teaser para o público no canal do ator Ryan Reynolds no YouTube - e você já pode conferir a pequena aparição do querido Wade com seu traje vermelho.

Com uma grande referência aos clássicos filmes do Superman, o teaser mostra Wade Wilson colocando seu uniforme para combater o crime, porém o fechamento deixa os fãs um tanto quanto apreensivos, pois esclarece que Deadpool 2 ainda pode demorar um bocado para chegar às telonas.

Veja o teaser de Deadpool 2:

O primeiro longa, lançado no início de 2016, foi um sucesso entre os amantes do cinema e é comentado até hoje, tanto pelo filme em si quanto por toda a publicidade que o envolveu, além de ter dado a brecha para que Logan (veja nossa crítica) fosse lançado para maiores de 18 anos.

E aí, curtiu esse teaser? Não esqueça de conferir o que o Café com Filme achou de Deadpool aqui.

Muita magia e mentes explodindo no segundo trailer de Doutor Estranho

O primeiro trailer do Doutor Estranho, personagem místico da Marvel que promete explodir as cabeças da audiência, foi apenas para dar aquela amostra e deixar todos curiosos. Agora o segundo trailer foi revelado durante a Comic Con, e não economiza em mostrar a magia do filme, e isso não é apenas uma figura de linguagem.

As cenas desenvolvem a interação entre Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) e a Anciã (Tilda Swinton) e seus estudos mágicos, e mostram o impacto que o personagem pode ter no Universo Marvel. Os efeitos estão dignos de um mundo dos sonhos de "A Origem", sem perder o clima de aventura e a graça dos filmes Marvel.

A data de estreia está prevista para 4 de Novembro.

Crítica Capitão América: Guerra Civil | Filme episódico é mais um acerto do MCU

*Mais uma resenha com o selo “Sem Spoilers - Leia à vontade”

Em minha crítica de Capitão América: Soldado Invernal eu afirmei logo na introdução que este era, junto com Os Vingadores, o melhor filme do Marvel Studios até então. Isso lá em meados de 2014. Agora a briga fica maior, porque a sua continuação direta, Capitão América: Guerra Civil, é uma obra tão boa quanto, e que, concomitante, traz as decorrências de seu antecessor e as de Vingadores A Era de Ultron, para mais um filme episódico, sendo a porta de entrada para a fase três do grande universo cinematográfico criado pela produtora.  

Se no segundo capítulo solo do Capitão América tivemos uma das maiores reviravoltas já apresentadas no cenário compartilhado – a queda da SHIELD mexeu com a trajetória dos diversos filmes, inclusive influenciando as séries de tv – a parte três vem para resolver justamente as consequências. O Cap. Steve Rogers e seu parceiro Falcão, ambos integrados aos novos Vingadores, seguem a busca pelo Soldado Invernal Bucky Barnes, amigo do Capitão, ao mesmo tempo que precisam lidar com problemas e destruições causados pelo time em escala global.

O Acordo de Sokovia rege a trama: um documento produzido pelos países das Nações Unidas para que os Vingadores, uma organização privada financiada pelas Indústrias Stark, se torne pública e atue sob comando da ONU.

Dois lados de uma mesma moeda

O conflito é criado quando os integrantes se dividem entre os que aceitam a proposta e os que preferem seguir independentes. Deste modo temos a cisão criada e as duas equipes montadas, uma contra e outra a favor, com Steve Rogers e Tony Stark no comando de cada uma, respectivamente.

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A relação dos dois nunca foram das melhores. Mesmo sendo amigos, seus ideais e ações batendo de frente são mostrados desde o primeiro Vingadores; dualidade que atinge o ápice nesta história. A relação Homem de Ferro e Capitão América, criada há alguns filmes atrás, é muito bem acertada. Cada um tem seu lado muito bem construído, e lidam com os resultados de formas distintas, mesmo que isso implique no confronto direto.

Novamente os irmãos Anthony Russo e Joe Russo, diretores responsáveis pelo segundo e terceiro filme do Capitão, acertam em cheio nas relações dos personagens e, principalmente, nas cenas de ação. O método de filmagem, com as câmeras bem próximas aos atores mostram o cuidado e ensaio que os produtores possuem na hora de criar as peleias. Outro ponto de destaque é como eles sabem aproveitar a personalidade e poder de todos os 12 heróis presentes em cena, e a forma de como cada um combina seus golpes e métodos de batalha com seus parceiros.

Por exemplo, na passagem inicial de ação feita na África, os Vingadores já mostram sintonia e treino com um auxiliando o outro, seja na parte de espionagem quanto nas lutas. A Feiticeira Escarlate joga os capangas para o Falcão bater, ao mesmo tempo que impulsiona o Capitão para entrar num prédio. A batalha do aeroporto (falarei melhor mais a frente), mostra um ensaio impecável e estrutural com todos os heróis, e o Capitão América, no embate com Homem de Ferro, uma sincronia incrível com o Soldado Invernal, num jogo de socos e escudo que empolgam.

A aquisição da assistência Chad Stahelski e David Leitch, os diretores do filme John Wick, dão um grande auxílio aos irmãos Russo, dando suporte às coreografias das cenas de ação.

Sobre a sequência do aeroporto, um show de criação e coordenação, uma passagem marcante que ficará na história dos filmes do gênero de super-herói. Não apenas por ser algo nunca visto nas telonas, colocar 12 personagens para lutar entre si, mas do modo que foi executada, e, principalmente guardada.

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Mesmo aparecendo pedaços nos trailers, a direção editou a cena para preservar alguns personagens inéditos, como Homem-formiga e Homem-aranha, um dos maiores responsáveis pelo sucesso da batalha de Guerra Civil. Ela também é um dos maiores fan service já visto. Ver o Gavião Arqueiro atirando, fazendo um combo com o Homem-formiga na ponta de sua flecha, é de fazer ozóio de qualquer nerd se encher de água.

A família cresce mais um pouco

O maior apelo de Capitão América 3 também fica por conta da apresentação dos novos e esperados heróis do Marvel Cinematic Universe (MCU). São eles: Pantera Negra e Homem-aranha (sim, o amigão da vizinhança está de volta!). Ambos são introduzidos de forma natural, tendo importância na trama, e não sendo apenas um a mais na multidão.

Pantera Negra, interpretado pelo ótimo Chadwick Boseman, é a identidade “nada secreta” de T'Challa, herdeiro do trono do reino fictício de Wakanda – aquele mesmo que é citado n’Os Vingadores 2, país fonte do metal vibranium. O herói tem presença imponente, somando tanto à história quanto ao panteão de heróis da Marvel Studios, te deixando com muita vontade de ver seu vindouro filme solo.

Outro que te deixa na vontade é o teioso, que também terá um longa solo já para o próximo ano. O Homem-aranha é adicionado finalmente ao MCU, graças ao "acordo de cavalheiros" feitos pela Disney, dona da Marvel, e a Sony, que tem os direitos cinematográficos do Spider. Peter Parker volta à sua casa original, já precisando lutar com os demais heróis – uma ação totalmente de quadrinhos. Sua introdução é “espetacular”, e Tom Holland, novo ator que interpreta o herói, é um acerto em cheio. Sua atuação como aranha é uma comédia garantida, e todas as vezes que aparece em tela, não tem como segurar o riso.

A participação de Paul Rudd como Homem-formiga, apesar de ser pequenininha (tu dum tss), é um dos grandes plots de Guerra Civil. Se você curtiu seu filme solo, vai adorar sua contribuição na cena do aeroporto.

Calma lá, tem coisa ruim também

Nessa hora temos que tirar nossas lentes de fã e analisar o que tem de errado com Capitão América – Guerra Civil. Há alguns elementos que não funcionam tão bem, outros que deixam a desejar. Na parte técnica, alguns efeitos especiais ou até mesmo o excesso de CGI criam uma certa artificialidade ao longa. Cenas do aranha e pantera em ação não passam despercebidas a olhos mais atentos, porém nada que diminua a experiência, ao contrário das resoluções de enredo ou até mesmo a falta de um final mais épico.

Barão Zemo, o vilão que estava sendo mantido em segredo no material de divulgação, foge daquilo que todos esperavam, e vai frustrar os fãs mais hardcore. Há também, ao fim, uma certa sensação de falta de coragem para concluir alguns arcos, ou as consequências diretas de uma guerra, deixando toda a história criada a mercê do produto em si e seu valor comercial. Falta um toque a lá George R. R. Martin (entendedores entenderão).

Outro fator que não passa despercebido são as semelhanças com o concorrente da temporada: Batman vs Superman: A Origem da Justiça. Além de várias situações que aproximam as duas produções, a data de lançamento de um mês de diferença entre os filmes contribui para uma comparação direta.

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Mesmo tendo uma preferência pela editora Marvel, não nego minha apreciação pela DC. Sem entrar na questão “um filme é melhor que o outro”, posso afirmar com tranquilidade que Guerra Civil é uma obra com bem menos erros e que me empolgou bem mais que BvS, sendo óbvio todo o contexto e os outros 12 filmes da Marvel Studios que o antecedem. Então, fanatismos de lado, torço pelo dois, porque quanto mais herói brigando nas telonas, melhor. Leia a crítica do BvS aqui.

O começo da fase 3

Capitão América – Guerra Civil consegue, ao mesmo, fechar com maestria o arco solo do Sentinela da Liberdade iniciado em Capitão América – O Primeiro Vingador, e ser mais um episódio importante no MCU, dando o ponta pé inicial na fase 3, na qual teremos novos super-heróis e a tão esperada batalha galática suprema das Guerras Infinitas contra o vilão Thanos, e que também será dirigida pelos irmãos Russo.

Os diretores já falaram que irão trabalhar com cerca de 3x mais heróis em Vingadores 3 (que será dividido em duas partes, uma em 2018 e outra em 2019). Ou seja, teremos no mínimo 36 fantasiados tretando! Vem Hulk, vem Thor, vem Guardiões da Galáxia, vem todo mundo!

Todas as amarras soltas e cenas pós-créditos de Cap 3 animam e deixam o telespectador querendo mais. É engraçado notar que, mesmo sendo o filme mais sombrio da franquia feito até agora, visto todo a trama de terrorismo global e conflitos entre amigos, esse também foi o que mais dei risada até o momento.

Não só os personagens-comédia como Homem-aranha e Formiga, mas também os pequenos diálogos de Robert Dowey Jr os relacionamentos fraturados trazem um ótimo equilíbrio, e necessário, para o longa. É a formula Marvel Studios no seu melhor, dando mais uma uma grande cartada da produtora e da própria Disney, que emplaca mais blockbuster de 1 bilhão de dólares em bilheteria mundial. 

As principais diferenças entre os quadrinhos e o filme Capitão América: Guerra Civil

Em 2006, a Marvel Comics lançou um arco que envolve os maiores personagens em um evento mundial conhecido como Guerra Civil. Buscando fugir do velho tema “mocinho batendo nos bandidos”,  essa é uma história dramática, emocional e repleta de dilemas morais que se extendem por todas as publicações da época, dividindo os heróis em dois grupos.

Nenhum dos lados está totalmente certo, pois ambos tem argumentos válidos, seguindo ideologías diferentes. As soluções não parecem tão óbvias, e você não vai vibrar porque um dos lados venceu, mas chorar porque um deles teve que perder. E todos esses elementos tornam a história muito atraente.

Dez anos depois, "Capitão América: Guerra Civil" será baseado nessa mesma premissa. Mas como toda adaptação, possui elementos diferentes dos quadrinhos em que foram inspirados. E para quem quer saber mais sobre esse evento mas não tem paciência para ler todos os quadrinhos, apontaremos as principais diferenças desse filme que promete ser tão grandioso quanto a história original.

Recapitulando...

No primeiro filme do Homem de Ferro, Tony Stark revela sua identidade ao mundo, todos sabem que Steve Rogers se tornou o Capitão América e não é mistério para ninguém que Bruce Banner é o Hulk. Além disso, personagens como Viúva Negra e Gavião Arqueiro nem mesmo usam máscara! Então podemos concluir que as identidades secretas não são tão relevantes assim. Porém, heróis como Homem-Aranha e Demolidor, contam com esse segredo para proteger pessoas que amam.

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De qualquer forma, esse provavelmente não será o foco do filme, não existirá “A Lei de Registro de Super-Humanos”, cujo objetivo nos quadrinhos é acabar com as identidades secretas. O foco do filme é o “Tratado de Sokovia”, um documento que visa controlar as atividades dos Vingadores, mediante as leis das Nações Unidas.

Capitão América é contra o Tratado, pois em “Capitão América 2 - O Soldado Invernal”, Steve vê a organização secreta que ele mais confiava (S.H.I.E.L.D) ser destruída por dentro pela HYDRA, além de querer proteger seu velho amigo Bucky “Soldado Invernal” Barnes, entendendo que ele foi apenas mais uma vítima da HYDRA.

Por outro lado, Tony Stark ainda sente-se culpado e responsável por proteger o mundo após a falha tentativa de criar Ultron para essa tarefa, e entende que deve assumir a culpa de seus atos e evitar que eventos como esse aconteçam novamente. Vamos aos detalhes e diferenças:

O Incidente Inicial

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Nos quadrinhos, tudo começa quando um grupo de jovens heróis bem secundários conhecidos como Novos Guerreiros tentam prender um vilão muito acima do nível deles, chamado Nitro. Os Novos Guerreiros descobrem o esconderijo de Nitro e sua gangue, e decidem que é uma boa ideia tentar prendê-lo enquanto gravam um reality show, porque é isso que jovens fazem.

Nitro é perseguido por um dos integrantes e acaba utilizando seus poderes e gera uma enorme explosão a partir de seu próprio corpo, que se espalha por muitos quarteirões e mata 600 pessoas, incluindo os Novos Guerreiros. A população se revolta contra os super-heróis e força o governo a monitorar e treinar pessoas com superpoderes, para evitar que brincadeiras irresponsáveis como essa se repitam.

Como os Novos Guerreiros não existem no Universo Cinematográfico da Marvel, os eventos que culminam na Guerra Civil são iniciados pelos efeitos colaterais das missões da equipe Vingadores. Após a Batalha de Nova York e a destruição da nação Sokovia (visto em Vingadores 1 e 2, respectivamente), Thaddeus Ross é responsável por apresentar o Tratado de Sokovia aos heróis, gerando a primeira divisão de opiniões.

Personagens Envolvidos

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Nas HQs, o Registro afeta praticamente o mundo todo. Todos os super-humanos, inclusive vilões, precisam escolher de que lado ficar, mesmo que não participem ativamente da Guerra, e isso é explorado com mais detalhe nas edições individuais de cada herói.

No cinema, sabemos que apesar da quantidade impressionante de personagens em um só filme, nem se compara a infinitude dos quadrinhos. Vale apontar que por motivos de direitos autorais da Fox, o Quarteto Fantástico não está presente. Reed Richards, o Senhor Fantástico, possuí um papel bem significante na história, ficando ao lado de Tony Stark o tempo todo.

Não se sabe ainda se esse papel será substituído por Bruce Banner (Hulk), mas tudo indica que ele continuará desaparecido e fará ponta no próximo filme do “Thor: Ragnarok”. Thor está em Asgard e só aparece bem mais tarde, por isso é improvável que participe do filme.

Por que o Capitão América é contra?

Na história original, os motivos são mais claros. Rogers acredita que a escolha de manter a identidade secreta é um direito que cabe ao indivíduo e não ao governo, pois cada um tem seus motivos para escondê-la. Além disso, a S.H.I.E.L.D pretende perseguir e prender aqueles que escolhem não se registrar, e esperam que o Capitão lidere essa missão.

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Como o filme segue os eventos de O Soldado Invernal, vemos Bucky Barnes retornando. Ele sofreu uma lavagem cerebral que o transformou na máquina assassina que vimos no filme anterior, mas pelo que foi revelado até agora Bucky conseguiu recuperar pelo menos parcialmente seu controle e memórias, com ajuda do seu amigo Steve. Acontece que Bucky está foragido e sendo procurado por tudo que fez. Capitão América acredita que ele não deve ser responsabilizado por suas ações, já que estava sendo controlado pela HYDRA.

Escolha o seu lado

No filme, o time antiregistro é composto por Capitão América, Falcão, Soldado Invernal, Gavião Arqueiro, Feiticeira Escarlate e Homem-Formiga. A paixão do Capitão, Sharon Carter ou Agent 13, também está junto. O time pró-registro é formado por Homem de Ferro, Máquina de Combate, Viúva Negra, Visão e o novo herói que promete roubar a cena, Pantera Negra. Não podemos esquecer do Incrível Homem Aranha, que até então está do lado do Tony Stark.

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Nos quadrinhos, os grupos são basicamente os mesmos, só que com muitos outros integrantes. Algumas diferenças são Gavião Arqueiro e Feiticeira Escarlate, que não participam ativamente da Guerra, e Visão, que está do lado do Capitão. Além disso o Pantera Negra, regente da nação Wakanda, é contra o registro nos Estados Unidos, mas mantêm-se afastado da luta.

A Lei do Registro

Na história original, a nova lei é conhecida como “A Lei de Registro de Super-Heróis”, fomentada pela ativista Miriam Sharpe, uma furiosa e amargurada mãe que perdeu seu filho no incidente com os Novos Guerreiros. Ela aponta sua raiva e tristeza para Tony Stark, que se sente solidário e responsável em evitar que algo assim aconteça por um mau uso de superpoderes, o que reforça sua decisão próregistro.

Enquanto que no filme o Registro é substituido pelo “Tratado de Sokovia”, nomeado após o incidente na nação que sediou a batalha contra Ultron ao custo de diversas vidas inocentes. Possivelmente Tony se sente responsável por isso, principalmente por Ultron ser uma criação que saiu do controle. 

Quem apoia o Tratado?

A S.H.I.E.L.D. reforça a ideia da Lei de Registro nos quadrinhos, usando a imagem e inteligência  de heróis como Homem de Ferro e Senhor Fantástico. Apesar da organização ter acabado após os eventos de O Soldado Invernal, nota-se uma organização com cara de S.H.I.E.L.D. no quartel general dos Vingadores no final do último filme.

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Porém, em Guerra Civil, o Tratado de Sokovia é feito por um grupo governamental liderado pelo General Thadeus Ross, que havia aparecido anteriormente no filme de 2008 “O Incrível Hulk”. Ele é o pai de Betty Ross, por quem Bruce Banner era apaixonado, e um dos principais responsáveis pela transformação do gigante verde.

E onde estão os vilões?

Em determinado momento da Guerra Civil original, o governo resolve contratar os piores vilões capturados (exatamente como no Esquadrão Suícida da DC) para caçar os heróis que estão resistindo ao registro. É irônico ver os vilões terem a lei ao seu lado para acabar com seus inimigos mortais, e um herói em particular sofre um ataque brutal dos supervilões, e mesmo assim eles acabam se safando.

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Tudo indica que esse momento não será retratado nas telonas, por motivos diversos. Primeiramente o filme tem apenas duas horas pra contar uma história relativamente complexa, e o Universo Cinematográfico não possui vilões suficientes para isso. Temos os grandes vilões como Loki e Thanos, enquanto os que são do mesmo nível que os heróis estão quase todos mortos, como Caveira Vermelha e Whiplash. Contudo, sabe-se que o vilão Ossos Cruzados estará no filme, e podemos contar com a presença surpresa do Barão Zemo, ambos notórios inimigos do Capitão América.

O papel do Aranha

Juntando-se recentemente aos Vingadores nas HQs, e com isso ganhando uma armadura aranha maneira de Tony Stark, Peter Parker fica do lado próregistro. Tony convence Peter a se revelar publicamente em uma conferência de empresa, em uma tentativa desesperada de mostrar que os heróis próregistro estão fazendo a coisa certa.

O problema é que Peter mantém sua identidade secreta para proteger as pessoas que ama, como sua Tia May, Mary Jane e seu emprego no Clarim. E essa revelação muda sua vida completamente (para pior, claro), e enquanto a escala dos conflitos aumenta, Peter resolve passar para o lado do Capitão América.

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Nos cinemas, os direitos de imagem do cabeça de teia são da Sony, e para o delírio dos fãs, a Marvel conseguiu um acordo para usar o Aranha no filme. Devido essa limitação, ele não deve ter um papel tão vital assim (será?). E diferente dos quadrinhos, aqui o Aranha ainda é um adolescente, enquanto no original ele está mais velho e até já casou.

A Prisão

Reed Richards é conhecido por ser uma das mentes mais brilhantes dos quadrinhos, e é dele a ideia de construir uma prisão de segurança máxima para encarcerar os supervilões e heróis não registrados. Segurança máxima é um termo apropriado, já que a prisão é feita com tecnologia ultra futurística e se localiza em outra dimensão, conhecida como Zona Negativa.

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Como já foi apontado, Reed Richards é propriedade da Fox e não faz parte do Universo Marvel nos cinemas. Por essa razão, e por buscar algo mais pautado na realidade, a prisão é uma estrutura no meio do oceano.

Onde está o Thor?

O Deus do Trovão retorna a Asgard para impedir o Ragnarok, basicamente o fim do mundo da mitologia nórdica. Em sua ausência, Homem de Ferro precisava de alguém para ser a força bruta dos próregistro. Então as mentes geniais (Tony, Hank Pym, Reed) resolvem clonar o Thor e implantá-lo em um corpo ciborgue, para poder controlá-lo.

Dá tudo muito certo, a ciência prevalece e os três estão orgulhosos pelo excelente experimento, mas esquecem de inserir coisas insignificantes em um herói com poder divino, como ética e compaixão. Então o Thor clonado acaba matando um héroi do outro time.

Felizmente, a possibilidade de algo assim aparecer nos cinemas é praticamente nula.

Personagens mortos

Nos quadrinhos, os primeiros mortos são os Novos Guerreiros. E como já citado, o clone do Thor acaba matando um Vingador chamado Golias, cujo poder é crescer até ficar gigante. Outro personagem bem importante acaba assassinado, e como isso pode ser refletido no filme não citaremos o nome. Mentira, falaremos sim: é o próprio Capitão América.

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Rumores apontam para outras mortes nas telonas, desde Máquina de Combate, que aparece bastante ferido nos trailers, até Feiticeira Escarlate. Provavelmente o Capitão América também acabe sofrendo esse destino, pois o filme é dele e o desfecho seria apropriado. Porém, não se preocupe, pois Chris Evans assinou com a Marvel para mais dois filmes, então se ele morrer, de alguma forma ele volta.

E como a Guerra acaba?

Com o desenrolar da Guerra Civil, muitos heróis acabam se aliando ao Capitão América, principalmente pelas táticas abusivas dos que são próregistro. O lado do Capitão está prestes a vencer a Guerra, quando ele percebe todo o dano causado em Nova York pelas batalhas, e acaba se rendendo pelo bem da população.

Ele então é assassinado enquanto está sob custódia da S.H.I.E.L.D. Como Homem de Ferro vence a guerra, ele se torna o diretor da S.H.I.E.L.D. e implementa juntamente com seus aliados a “Iniciativa dos 50 Estados”, que coloca uma equipe de superheróis em cada um dos 50 estados dos Estados Unidos.

Como o Universo Cinematográfico é significativamente menor do que os quadrinhos, não podemos esperar nada tão grandioso quanto isso, embora os diretores prometam algo que irá causar um impacto massivo nos filmes, ainda maior do que a S.H.I.E.L.D. sendo desmantelada. Eles dizem que os espectadores devem esperar "um final muito dramático que parecerá controverso para muitas pessoas”.

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É fácil notar que as diferenças entre as duas mídias são enormes, mas ainda podemos esperar uma história excelente. Lembrando que sabemos só o que foi mostrado nos trailers e em entrevistas, então tudo o que foi dito aqui pode mudar. Quais são suas apostas e expectativas?

"Vingadores: Era de Ultron" chega ao Telecine neste sábado (05/03)

Homem de Ferro, Thor, Hulk, Capitão América, Viúva Negra, Gavião Arqueiro, entre outros, confirmaram presença. Todos eles têm encontro marcado em Vingadores: Era de Ultron, que chega à sessão Superestreia no dia 5 de março na Rede Telecine.

Na maior reunião de super-heróis do universo, eles têm seus distintos superpoderes postos à prova. E, nas salas de exibição, não decepcionaram e deram uma incontestável demonstração de força. A produção atraiu mais de dez milhões de pessoas aos cinemas de todo o Brasil e é a mais vista de 2015 por aqui*.

A bem-intencionada tentativa de criar um programa de manutenção da paz, baseado na inteligência artificial, de Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) não se concretiza. E, além disso, dá origem a Ultron, um terrível vilão tecnológico que quer exterminar a humanidade.

Mas, no momento em que Homem de Ferro, Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) mais precisam se unir para salvar o planeta, o inimigo invade a mente dos lutadores e semeia a discórdia entre eles. E a salvação da Terra só será possível quando os vingadores lutarem em conjunto.

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Sessão Superestreia

  • 05/03 (sábado) - 22h - Telecine Premium
  • 06/03 (domingo) - 20h - Telecine Pipoca
  • 07/03 (segunda) - A qualquer hora - Telecine Play

Está em dúvida se vale a pena ver o filme? Confere a nossa crítica de Vingadores: Era de Ultron para saber o que achamos!

X-Men, Jason Bourne e Capitão América 3 arrasam com teasers no Super Bowl

Já virou tradição. Todos os anos, no intervalo do Super Bowl, várias produtoras de grandes filmes resolvem dar um gostinho as telespectadores do que vem por aí nos cinemas.

Neste ano, com tantos lançamentos de  peso, os estúdios dominaram os telões por um bom tempo.

Entre os tantos vídeos, os teasers de "X-Men: Apocalipse", "Capitão América 3: Guerra Civil"  e "Jason Borne" (com Matt Damon de volta ao papel) chamaram a atenção.

Contudo, além desses vídeos, tivemos gratas surpresas como um novo vídeo de Alice: "Através do Espelho", "Independence Day: O Ressurgimento", "Mogli: O Menino Lobo" e "Rua Cloverfield, 10".

Bom, chega de papo e dá uma espiada nos vídeos:

Alice Através do Espelho

Capitão América: Guerra Civil

Deuses do Egito

Eddie of the Eagle

Jason Bourne

Independence Day: O Ressurgimento

Mogli - O Menino Lobo

Pets - A Vida Secreta dos Bichos

Rua Cloverfield, 10

Tartarugas Ninja: Fora das Sombras

X-Men: Apocalipse