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Crítica do filme A Incrível História de Adaline

Acredite no impossível

Fábio Jordão

por
Fábio Jordão

Quarta, 27 Maio 2015
Fonte da imagem: Divulgação/
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Obras que tratam sobre viagens no tempo e formas diferentes de lidar com nossa vida passageira são comuns, mas é improvável que você já tenha visto algum filme em que o personagem para no tempo, não envelhecendo um dia sequer.

Em “A Incrível História de Adaline”, acompanhamos a história de uma moça (que obviamente se chama Adaline) que sofre um acidente de carro aos 29 anos. Depois do fatídico acontecimento, o tempo, para ela, simplesmente não passa mais.

Ao longo de oito décadas, ela tem uma existência solitária, nunca se permitindo ficar próxima de alguém para não ter seu segredo revelado. Entretanto, um encontro, meio a contragosto, com o carismático filantropo Ellis Jones (Michiel Huisman, de “Game of Thrones”) acende novamente sua paixão pela vida e por romance.

No decorrer da trama, acompanhamos Adaline (a belíssima Blake Lively, de “Selvagens” e “Lanterna Verde”) travando uma batalha consigo mesmo para se entrega ao amor e ter de revelar seu segredo ou continuar no anonimato e arriscar a vida de seus entes queridos.

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Se ficou bom? Na opinião deste humilde editor que vos escreve, o filme consegue unir ficção e romance em uma história que tem pitadas de ineditismo. Não se trata do filme mais genial ou emotivo do século, mas é uma boa história para conferir na telona e parar pra pensar sobre a vida. Me acompanhe ao longo dos próximos parágrafos enquanto desenvolvo algumas ideias.

Pouca ficção

A construção da história segue aquele esquema de rebobinar os fatos, mostrando o futuro e aos poucos recapitulando como a personagem chegou até tal ponto. De certa forma, considerando que o filme pretende se prender aos fatos do presente, essa ideia faz muito sentido, mas muita gente vai sentir falta de mais contexto sobre a vida de Adaline.

Com leves pitadas de humor, principalmente por parte de um narrador em off – que não é nem apresentado ao público –, somos conduzidos a acreditar em uma história mirabolante que somente biólogos ou entendidos do assunto poderiam dizer que não é verdade. É claro que tudo é tão impossível que fica óbvio que esta é uma ficção, mas a graça da coisa é justamente comprar a ideia.

Aliás, a apresentação dos fatos que levaram Adaline a tal condição é no mínimo sensacional. O filme apela para efeitos especiais e utiliza muitos planos de detalhe para mostrar como um acidente fatal resultou em uma reviravolta extraordinária.

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O filme é inteligente e consegue nos prender ao passado de Adaline, mas ter essas cenas pintando vez ou outra na telona é um tanto decepcionante para quem pensa que poderia ver a personagem sobrevivendo ao longo dos anos e passando por tantos dramas. Em vez disso, podemos acompanhar apenas alguns fatos através de memórias rápidas. Uma pena.

Mesmo que resgatando apenas uma ou outra cena do passado, é possível perceber que a construção da obra foi trabalhosa, já que a elaboração dos cenários e situações exige certo cuidado. Dá pra perceber certa economia em alguns casos, focando em cenas bem isoladas, mas isso não afeta em nada o desenvolvimento da trama.

Muito romance

Se o filme não faz tanta questão de entrar na questão dos fatos passados, ele aproveita os trejeitos e cuidados de Adaline para o desenvolvimento de um romance no presente. O ponto válido nesse caso é que, através de uma história um tanto surpreendente, o longa consegue ligar os pontos e levar um espetáculo bonito até a plateia.

Pensando no filme como um todo, o envolvimento do espectador na trama é mérito da talentosa Blake Lively, que, apesar de interpretar sempre a mesma personagem, consegue dar diferentes caras, movimentos e sutilezas, entregando uma performance convincente. A atriz está em todas as cenas e leva os diálogos com uma naturalidade impressionante.

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Seu par romântico vem a calhar e até consegue fazer uma piadinha, mas temos aqui o galã misterioso e perfeitinho que chega apenas para roubar algumas cenas. Não que ele incomode no desenrolar do roteiro, porém seria perfeitamente possível substituí-lo por qualquer ator sem ter perdas de qualidade no filme.

Falando em questão de elenco, ainda vale comentar sobre a presença de Harrison Ford, que com todo seu repertório é capaz de nos levar em uma viagem no tempo e acreditar em um amor distante. Aliás, eu fiquei bem curioso quando o vi no trailer e fiquei imaginando de que forma ele entraria nessa história. Ainda bem que o roteiro surpreendeu nesse aspecto.

Moral da história: “A Incrível História de Adaline” é um filme romântico, mas ainda tem alguns toques de ficção e pode surpreender. Veja no cinema e, se possível, leve seu amorzinho.

Fonte das imagens: Divulgação/

A Incrível História de Adaline

O mundo mudou no último século, mas Adaline não...

Diretor: Lee Toland Krieger
Duração: 110 min
Estreia: 28 / Mai / 2015

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