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Crítica do filme Apenas uma Chance

História de superação regada a talento

por
Fábio Jordão

23 de Julho de 2014
Fonte da imagem: Divulgação/Diamond Films

Os programas do tipo “caça talentos” ficaram muito populares, tanto que existem em muitos países. Bom pra quem gosta de ver gente desafinada, engraçada, criativa e, vez ou outra, algum talento de verdade.

Apesar de ser entretenimento para muitos, esse tipo de show é levado a sério por muita gente. Essa era a oportunidade que faltava para quem sempre teve um sonho e jamais imaginou ter a chance de realizá-lo.

Paul Potts é uma dessas pessoas que sempre quis mostrar seu dom ao mundo, mas que por conta de inúmeras adversidades nunca tinha ido além do “quase”. Isso até que participou do programa Britain's Got Talent — e ganhou! Veja o vídeo:

Apenas uma Chance” é o filme biográfico que mostra como esse rapaz conseguiu conquistar os palcos com sua belíssima voz. O fim do filme todo mundo já sabe, assim, a grande sacada aqui é o miolo da história, que tem inúmeras reviravoltas.

Que vida difícil!

Paul Potts é o tal do cara que sempre se deu mal, sendo perseguido desde os tempos de colegiais e não recebendo o apoio devido do pai para seguir sua vocação. Todavia, o apoio da mãe e pessoal do coral da igreja sempre foram fundamentais para que ele soltasse a voz.

“Apenas uma Chance” usa de artimanhas bem simples, mas funcionais, para mostrar esses problemas de infância intercalando com cenas diretas para mostrar o crescimento do protagonista. Com câmeras fixas e apenas alguns objetos se interpondo no caminho, o filme tira de cena Paul em ainda criança e, logo em seguida, já mostra o rapaz um pouco maior.

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Esse ritmo acelerado no começo do filme é importante para evitar as delongas, já que o principal da história são os problemas da fase adulta. Ao longo de sua adolescência e parte da fase adulta, Potts teve inúmeros problemas de saúde, o que impedia muitas vezes que ele seguisse a carreira de cantor.

Acontece que, em alguns casos, o protagonista da história é que acabou se sabotando. Se você viu o trailer, já deve ter visto que ele até mesmo cantou para o Pavarotti — e fracassou miseravelmente. Ocorre que, felizmente, o filme não é composto apenas de desgraças, sendo que há muitos momentos de alegria e boas surpresas para deixar o espectador ligado na história.

Gente bonita, música boa, amor e uma pitada de drama

O ator que interpreta Paul Potts é James Corden (que você talvez já tenha visto em “As Viagens de Gulliver” e que estará no filme “Mesmo Se Nada Der Certo”). Corden é um bocado mais bonito que o verdadeiro Potts, mas a produção conseguiu estragar os dentes e deixá-lo um pouco mais parecido com o cantor em seus tempos de início de carreira.

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A namoradinha de Potts, que posteriormente acaba se tornando sua esposa, é interpretada por Alexandra Roach, que também destoa um bocado da pessoa da história real. Essa questão da aparência poderia ter sido mais caprichada, mas, tudo bem, dá pra dar um desconto nesse sentido, já que os dois atores escolhidos fazem muito bem seus papéis.

Quando assisti ao filme, fiquei me questionando se James Corden realmente cantou durante o filme, já que a cantoria apresentada na película é realmente impressionante. Posteriormente, encontrei uma matéria na BBC que relata que, mesmo Corden tendo algumas aulas com uma professora especialista, ele não foi capaz de atingir as notas necessárias para as canções.

Assim, as músicas do filme são cantadas pelo próprio Paul Potts e sincronizadas com as imagens. A voz de Potts é realmente impressionante e capaz de tocar a alma da plateia. As músicas escolhidas para todo o filme também foram muito bem pensadas, tanto as canções comerciais que embalam algumas cenas, quanto as óperas, que são o grande destaque.

Muitas dessas canções são usadas nas cenas de paixão entre o casal principal, o que deixa o filme realmente poético. Algumas cenas rodadas na Itália ficaram geniais, pois levam o espectador para conhecer as escolas de músicas (isso sem contar que as paisagens são muito belas).

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Sobre a parte do choro, é importante ressaltar que o filme nem força a barra, sendo natural que a emoção apareça em algum momento. Eu, quando vou ver um filme de drama, costumo levar uma cebola para cortar enquanto assisto. Em “Apenas uma Chance”, acabei percebendo que meus olhos estavam transpirando, mas aí, então, lembrei que era a cebola.

Brincadeiras à parte, devo admitir que o filme tem sim seu momento de dramaticidade bem aguçado, sendo difícil conter as lágrimas ao ver o sonho de alguém se realizando após tanto tempo. A história de Paul Potts é muito bonita, sendo ideal para quem gosta de música e de conhecer uma história de superação.

Fonte das imagens: Divulgação/Diamond Films

Apenas uma Chance

Confira o trailer deste filme dirigido por David Frankel

Diretor: David Frankel
Duração: 103 min
Estreia: 24 / Jul / 2014

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