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Crítica Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível

O que realmente importa!

por
Fábio Jordão

26 de Agosto de 2018
Fonte da imagem: Divulgação/Walt Disney Pictures
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Puff, Tigrão, Leitão, Ió, Corujão, Abel e Guru. Você provavelmente já conhece esses nomes, talvez já foi amigo desses personagens e pode ser que, hoje, sua relação para com eles seja de afeição e saudade.

Essa turma que marcou época — e que época hein!? — com tantas obras escritas (sendo a primeira lá de 1926), livros ilustrados, animações e até mesmo bichinhos de pelúcia que invadiram as casas, agora ganha um longa-metragem do tipo live-action.

Só neste ano, esta é a segunda história com Christopher Robin nos cinemas, mas é a primeira do jeito Disney de fazer as coisas. Diferente de “Adeus Christopher Robin”, que retrata a vida de A. A. Milne (autor dos personagens), o filme “Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível” vem para trazer um lado mais lúdico de Puff e seus amigos às telonas.

Nesta abordagem, acompanhamos o jovem Christopher (que muita gente conheceu como Cristóvão) desde seus dias felizes na infância — com os amigos de pelúcia no bosque — até a fase adulta; em uma rotina bastante cansativa, com tantas responsabilidades no trabalho, que até atrapalham sua vida em família e o distanciam de seu passado.

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Mas e se os seus amigos jamais desistissem de você? É aí que temos o retorno de Pooh (que a gente sempre vai insistir em chamar de Puff), que o ajudará a recuperar a alegria da vida. Eis aqui o trunfo deste filme, que traz uma lição simples, humilde e talvez até clichê: a importância de não perdermos a alegria, o amor e a amizade, pois o trem da vida está passando.

Às vezes, fazer nada é a melhor coisa

Não é preciso entrar nos detalhes da história, pois o enredo aqui é bastante simples. O legal é que mesmo sem falar nada, você já deve imaginar o tipo de roteiro que se desenvolve com essa turminha, afinal o tom de brincadeiras inocentes, piadinhas pautadas em coisas simples e o humor ímpar das animações antigas é totalmente mantido nesta película.

Uma das lições do filme é justamente manter o foco em fazer nada, em aproveitar o melhor dia de todos — que é hoje — e dar valor aos laços de amizade. É com base nesses valores que o roteiro nos presenteia com uma série de cenas fofinhas, que nos lembram do que realmente vale a pena.

E uma coisa que eu gosto muito do Ursinho Puff, algo que eu só percebi depois de adulto, é que os amigos de Cristóvão são parte de sua personalidade. O filme roteirizado por Alex Ross Perry, Tom McCarthy (que já trabalhou outras vezes em roteiros da Disney) e Allison Schroeder (responsável por “Frozen 2”) consegue deixar isso ainda mais claro.

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Aos poucos, o script nos mostra o lado amoroso do protagonista (centralizado no Ursinho Puff), seu aspecto mais agitado (concentrado no Tigrão), sua inocência e até um pouco do medo (focado no Leitão) e até mesmo suas angústias e tristezas (personificadas por Ió).

É com base nessa dinâmica, que o filme mostra que sempre temos nossa essência preservada, sendo que um pouco de nada e de mais amor pode nos levar a uma vida melhor.

Poxa vida...

Interessante perceber também como o diálogo simplista de “Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível” dá brecha para que cada personagem apareça um bocado de tempo em tela. Sim, o querido Ursinho Puff é o que mais se destaca, seja pela sua fominha incessante ou pelas lições de inocência que transpassa a cada nova frase. E cada vez que ela abre a boca, sabemos que lá vem uma oportunidade para uma nova gargalhada.

A produção trabalhada nos mínimos detalhes consegue conquistar pelo tom de nostalgia, mas não apenas representado pelos bichinhos que marcaram nosso passado, mas também pela fotografia moldada cuidadosamente. A combinação entre live-action, CGI e sketches é um charme que só uma produção muito cautelosa da Disney poderia apresentar ao público.

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Eu achei incrível também como a Disney fez um trabalho genial na adaptação dos personagens, afinal tirar os bichinhos do mundo bidimensional e colorido para colocá-los num universo real é uma tarefa muito complexa. O resultado é bastante natural e é de ficar estarrecido com as expressões deles no decorrer da trama.

Por fim, mas não menos importante, temos personagens humanos um tanto rasos, mas que fornecem o essencial para garantir o dinamismo da história, sem deixar o filme muito pesado — afinal, as crianças ainda são parte fundamental do público. Ewan McGregor é um cara que veio a calhar aqui, pois ele convence com sua carinha bonita e consegue interagir muito bem com esse universo fantasioso.

Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível” é uma obra que, mesmo simples em sua essência, consegue entreter crianças e adultos. É o típico filme Disney que se disfarça de película infantil ao mostrar a fofura dos bichinhos para dar um puxão de orelha nos mais velhos que deixaram a rotina do dia a dia passar por cima daquilo que há de mais importante. Um programa top para ver — e rever — nos cinemas! É puro amor!

Fonte das imagens: Divulgação/Walt Disney Pictures

Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível

Cedo ou tarde, seu passado te alcança

Diretor: Marc Forster
Duração: 104 min
Estreia: 2 / Ago / 2018

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