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Crítica do filme Drácula: A História Nunca Contada

Ação épica, mas nem tanto

Thiago Moura

por
Thiago Moura

Quarta, 15 Outubro 2014
Fonte da imagem: Divulgação/
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O novo filme do Batman medieval, “Drácula: A História Nunca Contada”, mostra a já batida lenda do mais famoso vampiro de todos os tempos. A diferença é que a história é contada pela perspectiva do Príncipe Vlad Tepes (Luke Evans), e mostra todos os motivos que o fizeram se transformar de herói em monstro. O enredo é pautado totalmente nas lendas e mitos e praticamente em nenhum fato histórico.

Logo no início somos apresentados a Vlad, o Impalador, sobre seu passado no exército Turco e como ele ganhou seu apelido, enfiando a lança nos seus inimigos e inundando de medo o coração dos sobreviventes. Dessa forma ele conquista a segurança de seu povo e seu reino na Transilvânia do século XV. Acontece que a segurança e relativa paz é ameaçada pelo Sultão do Império da Turquia, exigindo mil garotinhos juvenis do reino para se juntar ao seu exército e conquistar a Europa.

Como o número é absurdo para os padrões transilvânicos, o nobre príncipe Vlad se desespera e parte em busca de mais poder, numa caverna escura e demoníaca. Lá ele encontra Tywin Lannister Caligula (Charles Dance), no único momento de suspense/terror do filme. Ele é um vampiro macabro que passa a maldição para Vlad, dando seu sangue para ele beber. Então o Impalador ganha os poderes e fraquezas dos vampiros, ficando impossibilitado de ser tocado pela luz do sol, tendo a pele queimada ao contato de prata pura e ao se entregar a sede de beber sangue no período de três dias, a maldição se tornaria eterna e irreversível.

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Os diálogos são muitos superficiais e com exceção do próprio Drácula, não existe um desenvolvimento suficiente dos personagens. Eles aparecem, falam algumas coisas e morrem.
O filme todo é meio atropelado, a passagem do tempo não é muito clara e demora um pouco pra perceber se está de dia ou de noite. Por exemplo, o chefão do filme é o Sultão Mehmed II, que é descrito como alguém tão próximo quanto um irmão para Vlad, mas não vemos essa relação nas telas então não dá tempo pra se importar como isso. Outro exemplo é um personagem que aparece do nada e começa a chamar Vlad de “mestre”, some e volta a aparecer em uma cena da parte final do filme.

As locações são muito bem escolhidas e todas são espetaculares, assim como os efeitos especiais e a trilha sonora dramática. Aliás, se você assistiu os trailers e ficou empolgado com todas as cenas épicas, é bom saber que não vai ver muito mais que aquilo, e as batalhas não são tão legais quanto parecem. Os poderes vampíricos de Drácula vão sendo descobertos durante o filme, a força de mil homens, uma velocidade impressionante, e até mesmo controlar as nuvens com magia negra para não sofrer queimaduras de sol. Tudo se explica dessa forma, magia negra.

Mas o principal poder de Vlad é controlar os morcegos, além da capacidade de se transformar em uma nuvem de morcegos para voar e bater nos seus inimigos. Todos os seus problemas poderiam ser resolvidos dessa forma, mas por razões que só o clímax explica, ele escolhe usá-los como último recurso.

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No final, tudo que ele fez foi para se proteger seu reino, sua esposa e principalmente seu filho. Então a supracitada transformação em “monstro” não é tão visível assim, ele tenta ser um herói até o final e acaba falhando em alguns pontos chaves. Mas nada monstruoso ou terrível, apesar do final desnecessário e pseudo romântico. Vale assistir pra ver os morcegos matando gente, mas é um filme bem meia boca.

Fonte das imagens: Divulgação/

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Thiago Moura

Curto as parada massa.

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