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Crítica do filme Gravidade

Sem gravidade, sem ar, sensacional!

Fábio Jordão

por
Fábio Jordão

Quarta, 16 Outubro 2013
Fonte da imagem: Divulgação/
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Alfonso Cuarón não é lá um diretor muito conhecido, mas ele leva fama por ter alguns filmes de peso (incluindo um Harry Potter) em seu currículo. Fugindo de quase tudo que ele já fez previamente, o diretor mexicano resolveu embarcar em uma ficção que puxa para um tema pouco abordado: a vida dos nossos astronautas dentro das limitações de nossa tecnologia.

Com essa proposta em mente, Cuarón tenta focar nos fatos científicos — o que torna o filme ainda mais interessante — e desenvolver um drama asfixiante. No início, somos apresentados ao cenário: a órbita da Terra e o telescópio Hubble. Em seguida, conhecemos os personagens: alguns estão no espaço e outros em Terra dando as coordenadas.

Em “Gravidade”, Sandra Bullock e George Clooney interpretam dois astronautas (Ryan e Matt, respectivamente) que estão em uma missão de reparo na órbita da Terra. Bullock interpreta uma médica-engenheira que está em sua primeira missão e que foi requisitada por ter experiência com a aparelhagem que será instalada no Hubble.

A missão deveria ser simples e não ter muitos contratempos, mas uma chuva de satélites vêm em direção aos astronautas e acaba complicando a situação deles. Logo, como você pode ver no vídeo acima, Ryan (Bullock) se vê girando junto a um pedaço do telescópio pelo espaço e em pouco tempo ela está longe de seus colegas — e com muito medo, pois ela continuaria vagando pelo espaço infinitamente.

A situação acima é apenas uma das cenas iniciais do longa-metragem que conta com cenas de tirar o fôlego do começo ao fim. Depois disso, acompanhamos uma sequência de apuros com destroços ameaçando a vida dos protagonistas, falta de combustível, falta de oxigênio e falta de esperança. É muito difícil não se prender à situação e imaginar a agonia dos astronautas.

O destaque especial de “Gravidade” fica para a atuação fenomenal de Sandra Bullock. Fazia um bom tempo que a atriz não acertava em cheio. Tudo que ela faz no longa é muito bem encenado e dá pra ver no olhar que ela está desesperada e sem esperanças no espaço sideral.

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O cenário é belíssimo, mas, ao mesmo tempo, é assustador. Ver a Terra neste ângulo é algo para poucos, mas não ter onde se agarrar e estar suscetível a uma viagem sem fim pelo infinito é aterrorizador. O melhor de tudo é que Cuarón aproveita todo esse espaço disponível para fazer tomadas prolongadas, sem interrupções e muito bem orquestradas (a câmera gira de um lado para outro, foca na expressão do personagem, volta para o geral e assim por diante).

O longa é embalado pelo silêncio absoluto, afinal o som não se propaga no espaço. Os únicos sons são aqueles que se propagam nas roupas dos astronautas e a belíssima trilha sonora de Steven Price. A sonoridade é um dos elementos mais importantes, pois ao mesmo tempo em que o espectador se sente sozinho na vastidão do universo, ele se emociona (sentido o medo e o drama) com os personagens.

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No fim, “Gravidade” é um filme fantástico! Ele tem seus defeitos (não há tanta obediência às leis da ciência), tem seus clichês (para deixar o espectador com o coração na mão) e tem boas surpresas. O longa tem apenas 90 minutos, mas é tempo suficiente para desenvolver a história e propiciar uma experiência agoniante, emocionante e ímpar. Se você gosta de ficção, vale a pena conferir!

Fonte das imagens: Divulgação/

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