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Crítica do filme PéPequeno

A ignorância é uma benção

Thiago Moura

por
Thiago Moura

Quarta, 26 Setembro 2018
Fonte da imagem: Divulgação/Warner Bros. Pictures
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Todo mundo adora um bom filme de animação, já que normalmente são para todas as idades. Em “PéPequeno” um mito bastante popular é revisitado e de certa forma recriado, onde o lendário Pé Grande encontra algo que para ele não existia, um simples humano.

A mais recente produção da Warner Animation Group tem como protagonista o Yeti chamado Migo (Channing Tatum), também conhecido como Abominável Homem das Neves. Na verdade ele não tem nada de monstruoso, toda a sua espécie vive de forma pacata e feliz em uma comunidade isolada no topo do Himalaia, todos cumprindo regras que foram escritas em pedras sagradas há muitos anos.

Todos os questionamentos são desencorajados, pois, de acordo com as escrituras, “a ignorância é uma bênção”. O líder da comunidade é conhecido como Guardião da Pedra e possui um manto com todas as leis, que previne qualquer pensamento diferente do que já está imposto.

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Acontece que após um acidente, Migo encontra um “Pé Pequeno”, algo previsto nas “pedras da lei” como algo que absolutamente não existe. Sem saber como agir frente a algo inesperado, Migo tenta convencer os outros Yetis, mas não consegue nenhuma prova física.  É claro que se isso for verdade, significa que uma das pedras sagradas está incorreta, e o que garante que apenas uma delas não é verdadeira?

 “Não se trata de apenas abandonar as velhas ideias. É sobre encontrar ideias novas”.
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“PéPequeno” possui um humor focado no público mais infantil, com piadas óbvias e situações facilmente emprestadas de desenhos animados, como quedas e gritos engraçados, por exemplo. Apesar dessa característica, que difere de animações mais populares (como as da Pixar), o filme traz discussões interessantes principalmente na mensagem por trás da história.

Toda a questão em torno das regras inquestionáveis escritas em pedra propõem uma crítica às crenças cegas, fanatismo religioso e até mesmo as intenções verdadeiras dos governantes, e o quanto isso é prejudicial para o desenvolvimento de uma sociedade.

O longa é embalado por músicas que infelizmente não ficaram boas na versão dublada. Um exemplo é a releitura de Under Pressure da banda Queen, aqui performada por James Corden, que empresta sua voz ao Pé Pequeno Percy Patterson. A canção dublada simplesmente não faz sentido e é apenas incômoda, assim como todos os momentos em que eles resolvem cantar.

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A qualidade da animação não deixa a desejar. O design das criaturas, que possuem variações interessantes entre si, é excelente. Destaque para os pelos sedosos de todos os Pés Grandes, além da ambientação das cidades nas neves, tudo muito elaborado. Vale citar também a utilização das cores, sempre mantendo o clima positivo que a trama pede.

No geral, “Pé Pequeno” não inova, mas é uma boa pedida para as crianças. Manter a mente aberta, questionar as ideias mas sempre respeitar as diferenças, são mensagens sempre relevantes e que são transmitidas de forma divertida.

Fonte das imagens: Divulgação/Warner Bros. Pictures

PéPequeno

A telona vai ficar pequena para eles

Diretor: Karey Kirkpatrick, Jason Reisig

Duração: 96 min

Estreia: 27 / Set / 2018

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Thiago Moura

Curto as parada massa.

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