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Crítica do filme Pixels

Homenagem meia-boca com muitos clichês

Fábio Jordão

por
Fábio Jordão

Sexta, 31 Julho 2015
Fonte da imagem: Divulgação/
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Os estúdios de Hollywood já exploraram os jogos inúmeras vezes nos mais variados tipos de filmes. Temos aquelas adaptações toscas que não se parecem em nada com os games, algumas versões mais coerentes (caso de Silent Hill) e, agora, temos um filme com Adam Sandler que tenta prestar uma homenagem aos títulos mais antigos.

Sinceramente, eu não tenho nada contra o Adam Sandler, aliás, eu até defendo a boa vontade dele em alguns casos. Ele já fez alguns (poucos) filmes legais em sua carreira, mas parece que ninguém disse pra ele que seus dias de comediante acabaram há algum tempo. E aí que ele resolveu trazer toda sua turminha de volta para encarar uma parada dura.

No filme Pixels, acompanhamos a invasão de seres extraterrestres que decidiram vir à Terra após receber um arquivo em vídeo com imagens de jogos de arcade clássicos e interpretá-lo como uma declaração de guerra. Os alienígenas resolvem atacar nosso planeta usando esses jogos como modelos para suas várias ofensivas.

Para tentar impedir o caos, o presidente Will Cooper (Kevin James) busca ajuda de seu melhor amigo Sam Brenner (Adam Sandler), que era um campeão dos fliperamas nos anos 1980. Agora, Brenner — que é um instalador de produtos eletrônicos — deve liderar uma equipe de jogadores veteranos (Peter Dinklage e Josh Gad) e salvar o mundo.

Piadas bem manjadas, mas alguma coisa se salva

Primeiramente, é preciso colocar em pauta que estamos tratando de um filme de comédia escrachada, que não tem nenhum compromisso com a realidade e tenta passar as coisas de forma muito bem-humorada. Nisso, a gente já tem certeza, já que é o Adam Sandler comandando a turma e vamos combinar que ele nunca foi um grande herói.

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Só que a insistência em fazer as mesmas piadas do arco-da-velha é justamente o que deixa o filme chatinho. As tentativas cretinas dele de dar em cima de Michelle Monaghan são apenas um reflexo dos clichês que ele tanto exercitou em sua carreira. Aliás, essa parte de forçar um relacionamento entre os dois é um bocado desnecessária num filme que se pretende homenagear games.

Felizmente, um dos integrantes da equipe (Josh Gad) acaba salvando o dia com seu jeito extrovertido. O personagem é bem caricato e até exagerado ao ponto de amar uma personagem de videogame. Entretanto, na maioria das cenas, ele acaba roubando os holofotes, com direito a um disparate de frases que caracterizam bem as broncas de generais americanos.

Outro personagem que ajuda muito é Eddie (Peter Dinklage), que banca de bonzão e tem trejeitos muito engraçados. É o tal do cara chato que acaba ficando legal ao exagerar no orgulho. Sem esses dois atores, certamente o filme poderia ser bem mais um romance com Adam Sandler tentando pagar de legal com piadas idiotas. Ainda bem que não foi tão desastroso.

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A história do filme é bem fantasiosa e até absurda em alguns pontos, mas acaba ficando divertida com a introdução de personagens adorados que marcaram época na década de 1980. Acontece que o roteiro força demais a barra em alguns pontos, com direito a personagens que viram seres reais na Terra. Alguns apelam para a fofura, outros para a sensualidade, mas essa ideia acaba não colando muito bem.

Enfim, Pixels não é um bom filme de comédia, tampouco um filme que se preza a homenagear de verdade os jogos. Dá pra ver alguma boa vontade em tentar conciliar o mundo real com jogos antigos, mas não ficou muito legal não, exceto pela presença de alguns ícones (como Donkey Kong e Pac-Man) da década de 1980. Se você faz questão de ver no cinema, vá sem esperar muita coisa e aproveite a pipoca.

Fonte das imagens: Divulgação/

Pixels

Os reis do fliperama partem para a ação

Diretor: Chris Columbus

Duração: 106 min

Estreia: 23 / Jul / 2015

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