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Crítica do filme Reis e Ratos

Roteiro é pego na ratoeira com piadas sem graça

Fábio Jordão

por
Fábio Jordão

Sábado, 24 Março 2012
Fonte da imagem: Divulgação/
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O trailer de Reis e Ratos engana o público de maneira fantástica. Nas cenas divulgadas, temos a sensação de que estávamos prestes a desfrutar de uma comédia divertida e bem construída.

Ao apreciar o filme nos cinemas, as expectativas foram decaindo lentamente, até que, lá pela metade do filme, você percebe que foi passado para trás e que tudo está mais confuso do que deveria. Santa marmelada, caímos na ratoeira!

Depois de quase duas horas de filme eu percebi que o personagem Roni Rato (Rodrigo Santoro) não estava falando besteira, dizia ele no trailer: “O que tá acontecendo aqui é que vocês querem uma coisa grande... eu, honestamente, não tenho a menor ideia do que seja”. Pois é, a comédia de Mauro Lima (diretor de Meu Nome Não é Johnny) tropeça em diversos elementos que deveriam deixar a película engraçada e diferente.

Na história de Reis e Ratos, o clima de conspiração afeta uma série de personagens relacionados, de alguma forma, ao cenário político da época. Um deles é Troy (Selton Mello), agente da CIA que vive no Brasil e passa a duvidar de sua fidelidade à terra natal. Com a ajuda de seu comparsa brasileiro, o Major Esdras (Otávio Müller), ele planeja uma armadilha para o presidente que pode atrapalhar os planos do Golpe Militar.

Bom elenco, roteiro nem tanto

A história de Reis e Ratos é contada por Amélia Castanho (Rafaela Mandelli), personagem que se envolve de forma superficial com os verdadeiros protagonistas da trama. Esse pequeno erro puxa outros problemas que vão deixando o filme muito confuso. O enredo começa a se complicar em determinados momentos que as situações envolvendo Amélia se tornam mais importantes do que as cenas de comédia e os acontecimentos políticos que deveriam ser o foco.

A ideia do filme era aproveitar os personagens americanos (Selton Mello é o principal) para tornar a película mais engraçada, usando uma mistura de inglês com português, piadinhas curtas e frases de impacto. Admito que em determinados momentos isso até dá certo, porém, no geral, o que vemos são piadas e diálogos soltos da trama narrada de forma complicada.

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As atuações são boas, principalmente no que diz respeito aos já aclamados Rodrigo Santoro e Selton Mello. Não que isso seja uma verdade absoluta para todo o elenco. Cauã Reymond é um ator que poderia sair do filme e não faria a menor falta – aliás, deixaria a comédia mais engraçada e menos forçada.

O filme começa colorido, contudo, em poucos minutos os tons de cinza assumem o papel principal. A ideia não é nova, ainda mais para um filme que retrata uma época passada, mas definitivamente não é um recurso que faça do longa um título sensacional.

Apesar dos tantos defeitos, Reis e Ratos acerta em muitas cenas bem executadas e na utilização de alguns dubladores para deixar o ritmo mais empolgante, mas, sinceramente, não é um filme que eu recomendaria para desfrutar nos cinemas. A comédia não é muito engraçada e esperar para ver em DVD ou na TV não é uma má ideia.

Fonte das imagens: Divulgação/

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