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Crítica do filme The Babadook

O terror está na mente?

por
Douglas Ciriaco

08 de Maio de 2015
Fonte da imagem: Divulgação/
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Eu gosto de filmes de terror. Não sou um especialista neste tema (aliás, pensando bem, não sou especialista em nenhum tema), mas gosto de ver filmes cujo grande objetivo é colocar medo no espectador. Prefiro filmes de terror em que não há uma sangueira desatada, e mais ainda quando o tema não abusa da inteligência alheia na questão sobrenatural.

Por recomendação de um amigo, fui assistir ao filme australiano “The Babadook”. Li a sinopse e me pareceu interessante: uma criança com problemas comportamentais, uma mãe com uma história de vida que justifica a sua estranheza com o mundo e algo sobrenatural rondando tudo. A película é dirigida e roteirizada pela também australiana Jennifer Kent (que atuou em “Babe: O Porquinho Atrapalhado na Cidade”).

Uma hora e meia depois, quando o filme acaba, eu fiquei pensativo. Fazia tempo que não via um filme de terror no qual realmente ficasse assustado, no qual não fosse enganado pelos cortes das cenas, pelo movimento da câmera, pela transição do tempo na tela. A tensão é constante e “The Babadook” termina deixando algumas dúvidas — o que é, neste caso, sensacional.

Um filme para ser comentado

Em “The Babadook”, nós acompanhamos a vida de Amanda Vannick (Essie Davis) e Samuel (Noah Wiseman), seu filho. O menino tem seis anos e perdeu seu pai exatamente no dia do nascimento, em um acidente de carro enquanto ele levava a mãe para parir a criança. Depois de ler um livro sombrio para Samuel dormir, Amanda começa a ser assombrada por um monstro chamado Babadook.

Sabe aqueles filmes que você quer que outras pessoas vejam para poder comentar? Eis um deles aqui. O trabalho de Kent é excepcional tanto no argumento quanto na direção da película. O tempo das músicas e o silêncio repentino, que se misturam muitas vezes quebrando a expectativa do espectador, são ingredientes pesados na hora do terror.

O aspecto visual do filme ajuda na imersão, com tudo tendendo ao escuro, ao cinza. A movimentação das câmeras e os efeitos escolhidos para demarcar a transição do tempo são, em alguns momentos, os grandes responsáveis pela tensão que se cria. Sem dúvida, Kent consegue causar medo sem perder.

The Babadook

Ao longo de “The Babadook”, você é apresentado ao personagem que dá título à obra e ele vai se confundindo com a vida dos próprios personagens, especialmente de Amanda Vannick (Essie Davis), a mãe. Sua relação com o pequeno Samuel (Noah Wiseman) é instável, assim como a percepção que ela própria tem dos fatos desde que o seu marido morreu.

E um destaque muito especial vai para a atuação de Wiseman. No filme, o personagem dele tem apenas seis anos de idade, logo concluo que o ator não deve ter muito mais do que isso. Ele é simplesmente excepcional, sugiro aos pais dele que o levem a um psiquiatra, pois a fidelidade com que ele atua é incrível.

Aos poucos, a trama se desenvolve e apresenta argumentos parar ver o filme de diversas maneiras, e eis aqui o ponto mais excepcional do roteiro de Kent. De onde vem todo aquele terror? O final do filme pode sugerir algumas explicações divergentes, então, não perca tempo e assista.

Fonte das imagens: Divulgação/

The Babadook

Confira o trailer deste filme dirigido por Jennifer Kent

Diretor: Jennifer Kent
Duração: 93 min

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Douglas Ciriaco

Cê tá pensando que eu sou lóki, bicho?

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