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Crítica do filme Uma Longa Jornada

Muito amor, apesar das diferenças.

por
André Luiz Cavanha

04 de Maio de 2015
Fonte da imagem: Divulgação/
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Há alguns anos visito as livrarias da minha cidade e me deparo com aquelas fileiras posicionadas logo na entrada, recheadas dos best-sellers que me recuso a comprar mesmo durante as melhores liquidações. Subestimo por demais, prevendo o desgaste e desperdício de tempo que as páginas desses livros promoveriam na minha vida.

O problema é que essa peneira nem sempre funciona e acabo me privando de conhecer histórias como as que um tal de Nicolau Fagulhas, também conhecido como Nicholas Sparks costuma escrever. Pois parece que quase tudo que ele criou já foi parar nas telonas, com a característica muito comum em sua obra de falar sobre o amor.

Uma Longa Jornada segue a mesma linha de quase todos os filmes anteriores, mas me surpreendeu positivamente. Embora eu ainda desconheça a técnica do autor na versão escrita, o enredo é bem desenvolvido na cinematográfica.

Dá uma decepçãozinha ver como tudo começa, sendo Luke (Scott Eastwood) um peão super macho alfa desses que adoram judiar de animais indefesos em competições sem sentido e extremamente covardes como os rodeios. Enfim, a história é a história e isso nada tem a ver com aquilo que achamos sobre rodeios. 

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Ainda assim, para os que gostam desse tipo de bobagem até que as cenas de ação são boazinhas e o dublê encarregado de se manter por nove segundos sobre o animal parece realizar a função com bastante habilidade.

Acontece que o mocinho Luke se apaixona por uma garota linda e inteligente chamada Sophia (Britt Robertson). Suas vidas são muito diferentes com perfis bem antagônicos: enquanto ele segue irracionalmente montando no lombo de touros ferozes mesmo após um acidente que quase tirou a própria vida, ela trabalha e estuda muito para que algum dia seja reconhecida no mundo das artes plásticas. 

Luke e Sophia juntos compõem o esteriótipo da perfeição astrológico-newtoniana que prevê a atração dos opostos, do jeitinho que facilmente encontram os primeiros obstáculos para continuidade da relação.

Inesperadamente eles conhecem Ira (Alan Alda), um velhinho muito simpático que carrega consigo uma porção de cartas que costumava escrever para sua falecida esposa. É aqui que o filme começa a ficar bom de verdade, composto por dois núcleos de ação: um no tempo passado e outro no presente, traçando paralelos entre as duas histórias e resgatando lembranças que servem de inspiração para o amor do mais novo casal.

No tempo passado, da juventude de Ira, é retratado com os detalhes que caracterizam o tempo da Segunda Guerra Mundial. O figurino e todo o cenário é personalizado dentro de tão ricas memórias de alguém que há muitos anos se apaixonou e amou com grande intensidade, fazendo o contraste entre as duas épocas, mas ensinando que atualmente o amor pode continuar existindo entre os diferentes.

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Apesar do casal ser o padrão (estadunidenses brancos de olhos azuis, ricos e heterossexuais), do final ser previsível e de se assemelhar muito aos trabalhos anteriores, Uma Longa Jornada consegue ser um ótimo filme para os apaixonados ou para aqueles que estão com o coração em desalento. Sei lá, eu sou meio suspeito para falar, porque adoro velhinhos que contam suas histórias :)

Fonte das imagens: Divulgação/

Uma Longa Jornada

Se não tivéssemos nos conhecido, minha vida não estaria completa

Diretor: George Tillman Jr.
Duração: 123 min
Estreia: 30 / Abr / 2015

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André Luiz Cavanha

Todo coração é uma célula revolucionária.

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