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Crítica do filme Quarteto Fantástico

Que roteiro ruim...

Rafael Gazzarrini

por
Rafael Gazzarrini

Sexta, 07 Agosto 2015
Fonte da imagem: Divulgação/
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Na primeira década dos anos 2000, os filmes de heróis começaram a surgir com uma força tremenda e, no meio desse bem bolado, tivemos as produções de "Quarteto Fantástico". Essas películas eram até que bacaninhas, mas deixaram a desejar perto de outros filmes da época.

Sendo assim, quando anunciaram o reboot do Quarteto, as minhas expectativas foram lá pra cima. Afinal de contas, temos atores de destaque no elenco (como Miles Teller e Michael B. Jordan), além de mudanças interessantes no roteiro — o Tocha Humana agora é negro e essa é uma boa maneira de colocar a inclusão racial em pauta.

E a merda foi exatamente essa: a expectativa alta de uma galera que foi ao cinema ver "Quarteto Fantástico" e saiu com a sensação de que o filme é meio bosta.

Os acertos que a gente já esperava...

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É lógico que o novo "Quarteto Fantástico" tem diversos acertos. Mas são coisas boas que a gente já esperava. Podemos citar os quatro protagonistas, que são bons atores e geram diferentes momentos tensos e divertidos. Outro ponto positivo é que, no geral, o filme é bonito, com boas instalações, uniformes modernos, ambientação bacana e tal.

Só que, amiguinhos, isso é só fazer a obrigação, né? Os caras foram pagos para atuar e fizeram isso, o investimento foi alto e os cenários são bonitos. O tenso é que a gente precisa de história pra usar de recheio e esse foi o problema.

Muita calma, senhor roteirista

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Com atores bons e um orçamento bacanudo pra fazer um filme bom, você deve estar se perguntando "mas e por que ficou tudo meio bosta?". A resposta é simples: uma questão de roteiro. Este novo "Quarteto Fantástico" tenta contar coisas demais, como a origem humilde do Coisa e Sr. Fantástico e como os Storm acabaram irmãos, até a obtenção de poderes e a derrota de Doom.

É história pra cacete e, na correria pra caber tudo em apenas um filme, todas as nuances ficam superficiais demais. Os heróis mal se encaixam em estereótipos, não há desenvolvimento no romance de Sr. Fantástico e Mulher Invisível, não há o desenvolvimento da amizade do grupo, não há desenvolvimento da inimizade com o vilão, não há desenvolvimento da aventura, não há desenvolvimento de porcaria nenhuma.

E maior que o problema de não haver aprofundamento da história, é o fato de que os roteiristas colocaram o comecinho de cada uma dessas coisas que citei acima. Você precisa de mais exemplos? Os irmãos citam que são adotados, mas não sabemos o motivo. O futuro casal troca olhares, mas não sabemos se alguma coisa acontece. E vai por mim, tem mais desse tipo de coisa...

Isso tudo é bom para prováveis continuidades, porque abre muitas brechas, mas quem gostaria de acompanhar uma história superficial como essa? No fim das contas, infelizmente, é um filme para levar crianças, mas crianças pequenas, que não estão esperando muita coisa.  

Fonte das imagens: Divulgação/

Quarteto Fantástico (2015)

Eles terão de ser fantásticos para encarar o Destino!

Diretor: Josh Trank
Duração: 100 min
Estreia: 6 / Ago / 2015

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Rafael Gazzarrini

Pode me chamar de Rafa, eu ando por aí na minha nuvem dourada.

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