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Crítica do Filme Godzilla

Muita destruição e uma história rasa

Thiago Moura

por
Thiago Moura

Segunda, 12 Maio 2014
Fonte da imagem: Divulgação/
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Para começar, eu preciso dizer que eu sou muito fã do Godzilla. Eu considero esse lagartão a encarnação da destruição em massa, ele é uma espécie de herói para mim. Ele simplesmente detona tudo e vai embora, não tá nem aí pra ninguém. Mas vamos ao filme.

O diretor Gareth Edwards fez um excelente trabalho ao retratar esse gigante, sendo uma das representações mais sensacionais dentre todas as versões de Godzila. Ele está maior do que nunca, e a cara dele faria qualquer machão correr de medo.

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Mas se o filme fosse apenas 2 horas de destruição sem sentido, seria meio chato. Por isso a história contada foca mais nos personagens humanos, mantendo a destruição em segundo plano. Os monstros se revelam lentamente, e até a metade do filme não fica muito claro o que vai acontecer.

A história começa com Joe Brody (interpretado pelo incrível Bryan Cranston), um físico nuclear que presencia a morte de sua esposa Sandra (Juliete Binoche) em um desastre nuclear na usina em que eles trabalham. Isso o deixa obcecado pelo evento, por acreditar que não foi um simples acidente e que o governo japonês está escondendo algo maior.

15 anos depois, seu filho, Ford (Aaron Taylor-Johnson), aparentemente superou a perda prematura de sua mãe e um pai ausente. Ele se tornou um militar cujo trabalho é desativar bombas, e é casado com a linda Elle (Elizabeth Olsen) com quem tem um filho de 5 anos.

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Os eventos ocorridos a 15 anos atrás se repetem, com abalos sísmicos na mesma região da antiga usina nuclear. Ford é obrigado a ir ao Japão para tentar convencer seu pai a desistir e superar tudo o que aconteceu. E é a partir desse ponto que descobrimos que Joe sempre esteve certo.

Uma criatura descomunal é descoberta, mas vemos que não é o Godzilla, mas uma espécie de mariposa bizarra. E a velha história de que "Não existem heteros quando a barata começa a voar" é verdade!

Acontece que Godzilla aparece para salvar o dia, caçando essa aberração chamada de MUTO apenas para provar que ele é o rei do mundo predador alfa!

Tudo parece muito legal, mas a história é extremamente superficial! É o eterno clichê da américa usando seus soldados para combater o inimigo, a família dividida e afastada e só! Ford divide o heróismo com Godzilla, em diversos pontos de ação paralela, mas como eu disse no começo, Godzilla não se importa com nada disso! Ele só quer detonar os monstros e voltar pra casa, e sabemos que ele consegue fazer isso muito bem.

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Todas as cenas são muito bem pensadas, buscando pontos de vista diferentes e tentando mostrar tudo de um ponto de vista "humano". Os gigantes são muito convincentes, as lutas são incríveis e tudo tem um aspecto colossal. Assistir no cinema é muito mais interessante por isso, além dos gritos das criaturas e todos os sons de destruição serem ensurdecedores, dando uma nova dimensão ao filme.

A atuação e participação da maioria dos atores não impressiona. O próprio protagonista Aaron Taylor-Johnson não é lá essas coisas, Ken Watanabe, que já fez papéis excelentes, é apenas um japonês com uma mensagem ecológica e totalmente dispensável, e Elizabeth Olsen, que é a mãe preocupada sem muitas falas, não precisa fazer nada, só fica ali sendo linda.

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Godzilla é o melhor e sempre será, mas o filme só compensa mesmo na parte final, onde o lagartão detona e vai embora. Todo o resto é desnecessário.

O filme estreia no dia 15 de maio.

Fonte das imagens: Divulgação/

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Thiago Moura

Curto as parada massa.

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