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Crítica do filme 13º Distrito

Parkour e drogas no último filme de Paul Walker

por
Thiago Moura

16 de Junho de 2014
Fonte da imagem: Divulgação/

13º Distrito (Brick Mansions no original) é um filme Franco-Canadense dirigido por Camille Delamarre, com roteiro de Luc Besson e Bibi Naceri,  e é um remake do filme francês conhecido como B13 - 13º Distrito (Banlieue 13 no original).

Os destaques do filme são Paul Walker, famoso pela franquia Velozes e Furiosos, e David Belle, que além de ator, coreógrafo e dublê, é o cara que inventou o Parkour. Pra quem não sabe, é aquele esporte em que é preciso superar obstáculos da forma mais ágil e maluca possível, correndo, dando cambalhota, subindo nos muros e fugindo da polícia.  

Vou falar logo que eu prefiro o filme orginal, sem o Paul Walker e com maior destaque nas acrobacias de David Belle. Mas a história de Brick Mansions segue a mesma estrutura, com diversas cenas refeitas. O 13º Distrito que empresta o nome ao filme é um bairro de periferia totalmente abandonado pela prefeitura da cidade de Detroid.

O tráfico de drogas e a violência dominan o lugar, e o bairro é cercado de muros altos e vigiado por militares o tempo todo, praticamente uma prisão. Lino (David Belle) é um ex-drogado que resolveu combater o tráfico, roubando e destruindo as drogas. Obviamente os traficantes odeiam ele e tentam pegá-lo para se vingar, mas ele acaba usando o parkour pra fugir, e essas são as cenas mais impressionantes.

Enquanto isso Damien Collier (Paul Walker) é um policial anti-drogas cujo objetivo também é caçar todos os grandes traficantes de Detroid, e por isso age infiltrado nas gangues. O que nos leva a Tremaine Alexander (RZA), o chefão de Brick Mansions, que tanto Lino quanto Damien odeiam por motivos pessoais. 

O fato da voz de David Belle ter sido dublada incomoda um pouco, pois o ator é francês e não fala inglês fluente. Porém, sua atuação é bem decente, juntamente com a de Paul Walker, Tremaine (RZA) e seu capanga K-2 (Gouchy Boy). Esses últimos fazem bem o papel de criminosos, de uma forma bem descontraída e divertida, mas os outros atores decepcionam um pouco, soando muito artificiais.  

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Aliás, o filme todo deve ser levado da forma mais descontraída possível. Os mais chatos atentos vão perceber que em muitos momentos as ações não fazem sentido, mas é tudo pro filme fluir melhor sem perder o ritmo. 

Como não podia deixar de ser, o filme é cheio de fugas alucinadas com carros estilosos, pois é isso que Paul Walker gosta. A maior parte dessas cenas é desnecessária, assim como muitos personagens. O elenco feminino e suas ações são muito estranhas, como a personagem Rayza (Ayisha Issa), uma das capangas de Tremaine que é sadomasoquista e quer se aproveitar da namorada de Lino. 

A trilha e os efeitos sonoros estão bem no padrão do filmes hollywoodianos de ação, com todos os disparos de armas, batidas de carro e explosões. 

Brick Mansions tenta passar uma mensagem social dentro de um filme de ação, mas a mensagem acaba ficando meio escondida. Toda a questão das minorias ignoradas, as drogas e a violência nos bairros mais pobres e como a sociedade prefere "olhar pro lado pra não ver" estão ali, mas é preciso prestar atenção para perceber isso.

Fonte das imagens: Divulgação/

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Thiago Moura

Curto as parada massa.

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