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Crítica do filme Planeta dos Macacos: O Confronto

Yes, nós temos banana!

Thiago Moura

por
Thiago Moura

Quinta, 17 Julho 2014
Fonte da imagem: Divulgação/
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"Planeta dos Macacos: O Confronto" estreia no dia 24 de Julho, mas eu já estava esperando há muito tempo. E todas as minhas expectativas foram satisfeitas, pois o filme é incrível!

A história se passa dez anos após os eventos de "Planeta dos Macacos: A Origem", quando Cesar e seus companheiros símios se refugiaram nas florestas de São Francisco e a Gripe Símia varreu quase toda a humanidade da face da Terra.

Embora os trailers mostrem todas as cenas principais da trama, o filme é desenvolvido de forma bem cativante. Aliás, não existe muita novidade no que vai acontecer, mas é muito interessante ver como acontece. Desde o primeiro filme, todos os eventos que levarão ao verdadeiro "Planeta dos Macacos" são explicados, e em "O Confronto" não é diferente.

O mais legal é que o Confronto do título só acontece na parte final do filme, não existe ação desenfreada o tempo todo, mas dois lados tentando evitar o conflito. É interessante considerarmos a ideia de que se não fossem macacos contra humanos, a trama continuaria interessante.

E indo ainda mais longe, os macacos (ou pelo menos a maioria), representam a razão, a segurança das famílias e a paz em si, enquanto os humanos (com exceção da família que ajuda Cesar) agem como primitivos, pensando apenas em "reconquistar o que era deles".

A trilha sonora composta por Michael Giacchino acompanha toda a tensão da história, assim como todos os cenários criados quase que totalmente por computação gráfica, mas durante o filme você nem vai pensar nisso. É tudo muito convincente!

Macacada reunida!Macacada reunida!

Se o que faltou na prévia de Planeta dos Macacos: O Confronto eram os efeitos de pós-produção, a espera valeu a pena! Toda a macacada é extremamente convincente, todas as ações e expressões são representadas com maestria, com apenas a resalva de que é fácil identificar quando o macaco é 100% digital em comparação aos atores com captura de movimentos, mas isso nem chega a ser um problema.

A questão principal é que em cada momento os macacos vão fazer o público reagir de forma diferente. Quando eles querem parecer ameaçadores, você vai sentir medo, quando eles querem parecer imponentes, você vai respeitá-los e até torcer por eles, e quando eles querem ser amigáveis, você vai desejar um macaco de estimação. Isso tudo graças a excelente atuação de Andy Serkis (Cesar), Toby Kebbell (Koba) e Karin Konoval (Maurice), apenas para citar alguns.

Os símios possuem uma linguagem de sinais própria (que é traduzida nas legendas), e misturam palavras "humanas" com gestos típicos dos macacos, tudo muito bem encenado. O "elenco humano" conta com Jason Clarke (Malcolm), Gary Oldman (Dreyfus) e Keri Russel (Ellie), mas suas participações são totalmente eclipsadas pelos símios, apesar de representarem bem seus papéis.

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E a ideia é essa mesmo. Se você prestar atenção, tanto os humanos quanto os macacos estão apenas tentando proteger suas famílias e sobreviver. Os dois lados estão certos, e o Confronto é inevitável porque cada humano tem um ponto de visita e uma forma de contornar a situação, assim como os macacos. Só que é muito mais fácil torcer para os macacos vencerem, porque os humanos são muito burros e egoístas, com a óbvia exceção da família de protagonistas que fazem o papel de heróis.

Os humanos são tão insignificantes que cada personagem precisa de exatamente uma fala para descrever quem eles são e qual a sua história. O que é ótimo, pois não precisamos prestar atenção em draminhas familiares e podemos focar nossa atenção nos macacos.

Se eu pudesse recomendar um filme para ver esse mês, eu diria para assistir Planeta dos Macacos: O Confronto, e vale muito a pena ir ao cinema conferir esse filme excelente. É claro que ele possui falhas, mas tudo é compensado em um contexto geral.

Fonte das imagens: Divulgação/

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Thiago Moura

Curto as parada massa.

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