log in
 

Crítica do filme Lucy

Ficção científica com uma pequena dose de filosofia

Thiago Moura

por
Thiago Moura

Quinta, 14 de Agosto de 2014
Fonte da imagem: Divulgação/
PG 728x90px 01924
Mudar tema Padrão Noturno
Barra lateral X Desativar
Mudar fonte A+ A A-

Estudos apontam que os humanos utilizam apenas 10% de sua capacidade cerebral. Mas o que aconteceria se fosse possível usar 20%, ou 100%? Ainda que essa teoria esteja sendo revista, é interessante considerar essas hipóteses. A premissa do filme é essa, onde Lucy (Scarlett Johansson) acaba sendo cobaia involuntária de uma droga experimental, adquirindo a capacidade de acessar areas do cérebro ainda inexploradas. Basicamente ela ganha superpoderes maneiros, e podemos acompanhar o progresso das capacidades cerebrais de uma forma bem visual. 

O filme tenta ser um tanto quanto conceitual, estilo "A Árvore da Vida". Por exemplo, logo no começo quando Lucy está sendo obviamente enganada para uma armadilha, aparece uma ratoeira com um queijo no meio da cena, e várias cenas seguintes são referênciadas dessa forma. É claro que Luc Besson quis adicionar isso como narrativa, mas acaba sendo meio desnecessário em determinadas cenas. Mas quando Lucy está descobrindo seu novo potencial, paralelamente vemos uma palestra do sempre genial Morgan Freeman, explicando em porcentagens o que seríamos capazes de fazer com o potencial completo de nossos cérebros, e apesar de ser tudo meio literal, não ficamos com a dúvida do que está acontecendo. O elenco conta ainda com Min-sik Choi, ator conhecido pelo genial Oldboy.

Scarlett está fazendo seu papel tradicional, de moça sensual que bate em todo mundo, mas até que ela combina bem com o papel. Em vários momentos podemos ver Lucy olhando pro além, com a boca entreaberta e os olhos brilhantes, enquanto tenta entender suas novas capacidades. Esse não é o retrato perfeito da Scarlett?

lucy1

As música que compõem a trilha são perfeitas para o andamento da história, combinando perfeitamente com cada cena, inclusive contando com momentos selecionados de silêncio. 

O ritmo do filme é bem desenvolvido, sem muita enrolação. Basicamente é uma grande demostração de superpoderes possíveis utilizando apenas a mente. Diversas explicações científicas são apresentadas, mas nada que faça sua cabeça explodir ou qualquer ideia revoLucyonária. Podemos relacionar as ideias apresentadas com filmes como "Transcendence" e "Sem Limites". 

É possível se entreter, ainda que os clichês hollywodianos estejam presentes, como perseguições de carros em alta velocidade, e deixar o vilão zoar todo mundo até finalmente vencê-lo, mas "Lucy" deve agradar aos fãs de ficção científica e ideias malucas.

Fonte das imagens: Divulgação/

Curtiu esse texto? Então deixe seu comentário e aproveita para compartilhar nas redes sociais!

Thiago Moura

Curto as parada massa.

Comentários

Este é um espaço para discussão. Você pode concordar, discordar ou agregar informações ao conteúdo, mas lembramos que aqui devem prevalecer o respeito e bom senso. O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Nos reservamos o direito de apagar comentários que não estejam em conformidade com nossos Termos de Uso.