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Crítica do filme "A 100 Passos de um Sonho"

Comidas exóticas e superação

Thiago Moura

por
Thiago Moura

Quinta, 28 de Agosto de 2014
Fonte da imagem: Divulgação/
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Lasse Hallström é o diretor dessa história gastronômica, e pra quem não lembra, ele também esteve na direção de “Chocolate”, com Juliette Binoche e Johnny Depp. O roteiro foi adaptado de um romance de Richard C. Morais, chamado de “A viagem de 100 passos”. 

Podemos ver claramente a intenção de demonstrar como os imigrantes sofrem com o preconceito e todas as barreiras sociais e dificuldades que eles passam. Mas essa não é a questão principal do filme. “A 100 Passos de um Sonho” é sobre cozinheiros preparando comidas bonitas, exóticas e apetitosas.

O protagonista e narrador é o jovem cozinheiro Hassam (Manish Dayal), e ele conta como sua família foge da Índia para a França, e acabam parando por acaso no pequeno vilarejo em que se passa a história. Seu pai acaba se encantando por um restaurante abandonado e resolve comprá-lo. Acontece que do outro lado da rua, a 100 passos dali, existe um tradicional restaurante Francês, cujo público são pessoas da elite, incluindo políticos importantes. Quem comanda o lugar é Madame Mallory (Helen Mirren), e seu restaurante possui uma estrela de três do conceituado guia Michelin. 

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Obviamente ela não fica feliz com um bando de indianos barulhentos tentando concorrer com ela. Papa Kadam (Om Puri), pai de Hassam e dono do estabelecimento, acaba travando uma guerra particular com Madame Mallory. E no restaurante francês trabalha a também aspirante a chef Margueritte (a linda e carismática Charlotte Le Bon <3). Nem preciso dizer que é ela que faz Hassam se apaixonar pela culinária francesa e a superar diversas limitações para ser um chef completo, mas sem perder suais raízes.

“A 100 Passos de um Sonho” não é um filme profundo, mas é bem agradável de ser assistido. Tudo é muito colorido e bonito, e é inevitável ficar com fome enquanto vê os chefs preparando os pratos. Aliás, as cores são bem características e até meio óbvias, como cores quentes para o lado indiano e as mais frias para o lado francês, e que no decorrer do filme acabam se misturando. 

Outro ponto interessante são as línguas faladas. Apesar de todo mundo falar inglês para facilitar, os idiomas hindi e francês estão bem presentes, sem medo de não serem entendidos apesar da ausência das legendas nesses momentos.

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O filme foi produzido por Oprah Winfrey e Steven Spielberg, e é marcado pela superação das barreiras, apesar de contar apenas com pequenas doses de drama e romance. Pra quem quer assistir algo leve sem muita pretensão, essa é uma boa escolha.

Fonte das imagens: Divulgação/

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Thiago Moura

Curto as parada massa.

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