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Crítica do filme Hércules

Feitos épicos e exageros com um semideus entre nós

Thiago Moura

por
Thiago Moura

Segunda, 01 Setembro 2014
Fonte da imagem: Divulgação/
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Baseado na graphic novel "Hércules: As Guerras Trácias", esse filme foi dirigido por Brett Ratner e estrelado por Dwayne “The Rock” Johnson, no papel do semideus que empresta o nome ao título.

Ao contrário do que os trailers sugerem e do que você provavelmente está esperando, o foco do filme não são os famosos “Doze Trabalhos”. Os primeiros minutos são cenas mostrando como Hércules conseguiu o seu manto do Leão de Neméia, matou a Hidra de Lerna e o Javali de Erimanto, e todos os seus outros feitos épicos. A questão é que nem tudo é como parece, e as lendas talvez sejam um pouco exageradas. 

Apesar de todo o mito sobre os feitos de Hércules, o filme tenta mostrar seu lado humano, e principalmente que ele não estava sozinho durante seus trabalhos. Hércules é conhecido como filho de Zeus, e por isso possui uma força extraordinária, mais é muito mais humano do que aparenta. Durante o filme, descobrimos que ele tinha uma esposa e filhos, e que não queria ouro e fama, apenas ficar com sua família, mas eles são assassinados e ele não consegue se lembrar como, sendo atormentado por esse passado.

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Mas como já foi dito, Hércules nunca lutou sozinho. Ele se torna um mercenário, lutando por quem pagar mais, e ao seu lado estão Autolycus (Rufus Sewell), um ladrão manjador que obviamente adora ouro, mas é um excelente lutador. Ele é um orfão assim como Hércules, e os dois cresceram juntos. Amphiaraus (Ian McShane), um velhinho cheio de cicatrizes e que é capaz de prever o futuro, de certa forma e as vezes, e por isso mesmo luta sem medo de morrer. 

Tydeus (Aksel Hennie), mais animal do que homem, não fala nada nunca. Foi encontrado ainda bebê por Hércules em uma cidade devastada pela guerra, sendo o único sobrevivente. A sensacional Atalanta (Ingrid Bolsø Berdal), uma amazona arqueira que também perdeu toda sua família, e que nunca erra uma flecha. Iolaus (Reece Ritchie), sobrinho de Hércules, serve como bardo do grupo, contando e aumentando muito os feitos de Hércules, colaborando ainda mais com as lendas do “semideus”.

Após ouvir os feitos do filho de Zeus, o Rei da Trácia Lord Cotys (John Hurt) contrata Hércules e seus colegas para treinar seu exército de camponeses, na intenção de torná-los mais eficientes em suas conquistas. Todas as cenas de luta são impressionantes e muito bem executadas, com várias chances para Hércules demonstrar sua força, mas principalmente liderar e trabalhar com sua equipe de forma magistral. Vemos que eles lutam com mais estratégia e inteligência do que apenas força bruta.

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The Rock pode não ser um excelente ator, mas ele é bastante carismático e o papel combinou muito bem com ele. E apesar de interessantes, os outros personagens não acrescentam tanto à história, servindo mais para enaltecer o personagem principal. Apesar de tentar desmitificar as lendas e histórias com um tom mais “realista”, o filme entretêm e não cansa, com vários momentos de descontração sem exagero e o tempo certo de duração. 

O roteiro não é nada genial, tenta introduzir uma virada bastante óbvia, mas como já foi dito, é suficiente para divertir bastante. E apesar de ter violência, as crianças vão adorar o filme pela simplicidade e lutas impressionantes. A chance de ter uma continuação é bem grande.

O 3D como sempre não é nada demais, provavelmente é melhor assistir sem aqueles óculos horríveis, mas as cenas pensadas para essa tecnologia são bem decentes. De qualquer forma, é um filme muito melhor aproveitado nas salas de cinema do que em casa, principalmente pela atmosfera grandiosa que o filme tenta passar, pela trilha sonora e sons de batalha que te fazem sentir dentro do filme. Enfim, é melhor do que eu esperava, vale a pena assistir.

Fonte das imagens: Divulgação/

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Thiago Moura

Curto as parada massa.

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