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Crítica do filme Será Que?

Romédia Comântica

Gustavo Loeff Zardo

por
Gustavo Loeff Zardo

Sexta, 26 de Setembro de 2014
Fonte da imagem: Divulgação/
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“A vida passa, eu telefono e você já não atende mais...”

 É amigos, quando falamos de comédia romântica, 99% das vezes temos um roteiro previsível, simples, bobo, óbvio, clichê e vários outros adjetivos que não são positivos para um filme. Mas, no final das contas, a gente sempre acaba assistindo e de alguma maneira se emocionando, embarcando na história e se divertindo a vera. E por que? Por que é tão fácil gostar de um estilo de filme tão ruim e que não acrescenta absolutamente nada em nossas vidas? Pensei um tanto sobre isso nos últimos dias e a minha conclusão é porque queremos que aquela seja a nossa história.

Queremos viver um conto de fadas. Afinal de contas, é isso que é empurrado goela a baixo pra gente desde o momento em que respiramos fora da barriga da mamãe. Enfim, um bom romance é uma excelente mercadoria. E como estamos acostumados a consumir esse amor rotulado, fica bem fácil gostar de um filme ruim. Por isso, apesar de tudo isso que falei, Será Que? é muito bom.

Só para vocês se inteirarem, Wallace (Daniel Radcliffe) está desiludido no amor. Um dia ele conhece e se apaixona por Chantry (Zoe Kazan), só que ela tem um namorado. Wallace e Chantry começam a nutrir um sentimento bem intenso um pelo outro e a treta está armada.

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A poética de Aristóteles

Há muito tempo atrás, um cara maneiro chamado Aristóteles escreveu um ensaio, chamado A Arte Poética, em que a grosso-modo ele descreve todos os elementos que constituem uma Tragédia Grega. Ou seja, ele reúne em um livro a receita de bolo para se escrever uma peça de teatro, e um dos elementos que ganha mais destaque é o fator do diálogo. Isso, porque o dramaturgo, roteirista, escritor, ou qualquer um que escreve a história, pode deixar ela perfeita. O autor tem a onipotência de criar os diálogos perfeitos para que a história ganhe perfeição, o que a torna uma obra imperfeita. Entendem o paradoxo? De tão redondinha que é a relação das personagens ela se torna irreal.

Por exemplo, no primeiro momento em que Wallace encontra Chantry, se segue uma sequencia de diálogos e de ações dignas de uma ficção científica (no sentido da impossibilidade). É uma combinação de letras que formam palavras e frases que fazem qualquer coisa dar certo. E eu só estou falando isso, para frisar o quanto é isso é bom na criação de uma mercadoria! EU QUERIA TER DITO AQUELAS PALAVRAS, EU QUERIA SER TÃO DIVERTIDO QUANTO WALLACE É, EU QUERIA VIVER A HISTÓRIA DELES.

O filme segue uma tradição, e serve para frisar para essa geração que está crescendo, a força do "amor de verdade". Quer outro exemplo? Dá uma olhada aqui no tumblr deles, ele é feito exatamente da melhor maneira para atrair um público jovem. Se a Sessão da Tarde ainda tivesse a mesmo relevância que tinha na minha infância, Será Que? seria uma excelente sucessão para "Meu Primeiro Amor".

Conseguiram acompanhar? Então, sim. É claro que o filme vale a pena. Seja pela “recente nostalgia” de ver o Harry Potter nas telonas, seja pra ver o bumbum dele e da Zoe (que aliás merecem uma estrelinha), ou seja pra levar alguém no cinema e depois fazer um amorzinho. Vá em frente.

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Larica total

Um dos elementos chaves do filme, é a história da comida chamada Ouro de Tolo. E o que gira em torno disso é muito interessante, de verdade. Elivs Presley, fezes, suicídio e bacon. Enfim... pra você conhecer essa história direito vai ter que ver o filme. Aqui só vou falar da comida, porque a gente aqui do Café Com Filme ganhou a receita e os ingreditentes para fazer um Ouro de Tolo, que consiste em uma baguete, sem miolo, recheada de pasta de amendoim e chimia de morango, com muito bacon. Eu fiz! E jesus cristo... o trem é bom de mais... mata qualquer tipo de fome... qualquer!

Fonte das imagens: Divulgação/

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Gustavo Loeff Zardo

Meu sonho é ter barba.

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