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Critica do filme Sin City : A Dama Fatal

Ensaiei meu samba o ano inteiro...

Gustavo Loeff Zardo

por
Gustavo Loeff Zardo

Sexta, 10 Outubro 2014
Fonte da imagem: Divulgação/
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... Mas a música ficou igual à do ano passado.

Quando se trata de uma reprodução da literatura para o cinema eu gosto de falar estritamente da obra audiovisual, e deixar de lado o livro ou, nesse caso, a História em quadrinhos que a originou. 

Pois bem, quando o primeiro Sin City saiu lá em 2005, a crítica especializada teceu elogios e aplausos para a forma inovadora do filme, misturando na medida certa a temática Graphic Novel, com filmes noir e também efeitos visuais muito bem feitos e de certa maneira, inéditos. E de fato, eu declaro que o filme foi inovador em muitos aspectos. Principalmente em trazer à contemporaneidade o universo noir dos melhores filmes de Humphrey Bogart e Bette Davis.

Claro, Bogart e Davis fizeram sucesso nas épocas de 30 e 40, e o que pra mim é triunfante, em primeiro lugar, nos quadrinhos de Frank Muller (autor da HQ e diretor do filme) e consequentemente na reprodução para o cinema, é o fato de essa linguagem ser traduzida par os dias atuais de forma inédita, criativa e artística.

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Nesse sentindo, tudo que foi inovador no primeiro filme, não é acrescentado absolutamente nada em Sin City: A Dama Fatal. E uma das desculpas por ter demorado tanto em sair esse próximo filme, é que os diretores estavam esperando uma história inovadora de verdade. Aos meus olhos, é exatamente o mesmo filme. Claro, é uma sequencia do anterior, o que o torna parte de um mesmo enredo, mas numa continuação deve existir elementos que tornem a história nova, diferente, às vezes para melhor, às vezes para pior. Nesse caso, não se acrescentou nada.

Em retalhos de cetim, eu durmi o ano inteiro...

Sin City: A Dama Fatal é literalmente uma colcha de retalhos. A trama é baseada em três histórias de Frank Miller – Just Another Saturday Night, The Long, Bad Night – sendo que apenas a primeira já foi lançada comercialmente em quadrinhos e antecede The Big Fat Kill, que inspirou o primeiro filme da série. O problema é que nenhuma tem ligação direta com a outra, e isso nem sempre se torna um defeito, quando bem feito é algo que podemos destacar como genial.

Mas não foi esse o caso, é previsível quando vai acabar uma história e começar uma nova, o que faz com o que filme não seja uma unidade e se torne três coisas diferentes. Isso, foi o que mais me encheu o saco e, confesso, cochilei por alguns minutinhos. Detalhe: não perdi nada da história enquanto sonhava.

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E ela jurou desfilar pra mim...

Nem tudo está perdido. Claro, o filme não é bom e não acrescenta nada em nossas vidas, mas podemos encontrar coisas muito interessantes. Além dos detalhes artísticos herdados do primeiro filme, que ficaram um pouco melhores, devido à evolução tecnologia de gráficos, as atuações estão muito boas. 

Jessica Alba manda bem de mais ao representar uma Nancy alcoólatra e louca, vendo fantasmas pelos cantos e decidida a vingar a morte de seu amado John Hartigan. Eva Green também está muito elegante, tentadora, sensual e pelada, ta certo que ela não precisa se esforçar muito pra isso mas o que dá o destaque pra ela, é que apesar de querermos fazer um amorzinho com ela, ela mete um medo danado. E por último, Joseph Gordon-levitt que manda muito bem no papel de Johnny, um misterioso rapaz que decide mostrar seu talento no pôquer em uma mesa repleta de pessoas influentes e perigosas.

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Mas chegou o carnaval, E ela não desfilou...

Na minha opinião, aqueles que adoraram o primeiro filme, não vão se surpreender em nada com esse segundo. Digo por experiência própria. Se fosse criada uma série, onde cada capítulo conta uma história diferente, talvez o resultado final fosse mais satisfatório. O fato é que Rodriguez e Miller retornam à direção no piloto automático, evitando assumir riscos e fazendo aquilo que já havia dado certo. Para alguns pode ser o suficiente, mas o certo é que Sin City 2 não é nada memorável.

 

Fonte das imagens: Divulgação/

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Gustavo Loeff Zardo

Meu sonho é ter barba.

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