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Crítica do filme Uma Noite no Museu 3

Final grande e cansativo

André Luiz Cavanha

por
André Luiz Cavanha

Domingo, 04 de Janeiro de 2015
Fonte da imagem: Divulgação/
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Entre as primeiras estreias de 2015 está o terceiro filme da série que conseguiu continuidade de modo inimaginável. Sério, como alguém assistiria ao primeiro filme de Uma Noite no Museu e esperaria pelo prolongamento das mesmas ideias e piadas?

Há poucas novidades no enredo de O Segredo da Tumba, somadas à atuação sem sal da maioria do elenco. Entretanto, é possível selecionar raros motivos pelos quais talvez ainda valha a pena investir o tempo desse verão na sala do cinema.

Rumo à Europa!

Ben Stiller assume novamente o papel de Larry Davey, mas exercendo o cargo de funcionário responsável pela elaboração das principais atrações e performances apresentadas no Museu de História Natural de Nova York. Tarefa complexa em comparação com a rotina de segurança noturno na qual ele estava acostumado a trabalhar.

Tudo vai bem até a hora em que os animais e estátuas se comportam perigosamente durante o espetáculo apresentado para uma grande plateia. Episódio que faz Larry se interessar pela resolução do mistério que envolve a antiga tábua egípcia que sempre deu vida a todos os personagens históricos durante a noite. 

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Com esse objetivo ele vai até o Museu Britânico perguntar ao faraó (Ben Kingsley) quais são os detalhes da maldição contida na tábua. Na viagem à Inglaterra quase todos os personagens que conhecemos o acompanham, com destaque para o homem de neandertal interpretado pelo próprio Ben Stiller e que fornece cenas hilárias imitando o protagonista em vários instantes.

A atriz australiana Rebel Wilson também tem seu brilho: habilidosa comediante, ela consegue cativar facilmente em suas aparições atuando como segurança na portaria do museu inglês.

Pontos positivos

Há que se valorizar detalhes e trocadilhos com acontecimentos históricos que avançam para o contexto dos séculos não trabalhados nos dois filmes que precedem. 

São três as principais épocas: o tempo dos faraós (em que foi mencionada de modo cômico a questão do Êxodo do povo hebreu), o tempo da Roma Antiga (com o desastre do vulcão de Pompeia) e a lenda do Rei Artur (de onde surge sir Lancelot, cavaleiro da Távola Redonda interpretado por Dan Stevens).

Os efeitos especiais funcionam perfeitamente. Exemplo notável pode ser apreciado logo no início quando são exibidas, com fidelidade à mitologia grega, as constelações do deus da caça Órion em oposição ao escorpião. 

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Tempo perdido...

Soa irônico que em meio a uma bem conduzida salada histórica, com pessoas vindas de tempos distantes, o ponto negativo tenha sido o modo como o tempo foi aproveitado. Literalmente, a história termina na metade do filme e os minutos que seguem são só extensão de um enjoativo e torturante final feliz que parece nunca ter fim.

Outro problema é o enredo secundário do filho adolescente de Larry (Skyler Gisondo), contendo diálogos forçados sobre os planos de ir ou não para a universidade. Algo totalmente desconectado da proposta e com aquela superficialidade no estilo “white people problems” digna de ser satirizada por Louis C.K. num de seus stand ups.

Deixando para o final da análise o que ficou para além do final do filme: Robin Williams e Mickey Rooney são homenageados  brevemente no final dos letreiros. É necessário conter a ansiedade, ver toda plateia se amontoando em direção a saída para finalmente visualizar a modesta recordação de dois importantes atores para a história do cinema.

Fonte das imagens: Divulgação/

Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba

Uma última noite para salvar o dia!

Diretor: Shawn Levy

Duração: 98 min

Estreia: 1 / Jan / 2015

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André Luiz Cavanha

Todo coração é uma célula revolucionária.

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