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Crítica do filme Caminhos da Floresta

I See Trees of Green

por
Gustavo Loeff Zardo

29 de Janeiro de 2015
Fonte da imagem: Divulgação/
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Música, música, música por todos os lados. Ja faz um tempinho que a Disney não faz mais aquelas maravilhas clássicas dos contos de Grimm, ou desenhos feitos a mão recheados de canções e belezas visuais que enchiam os ouvidos e os olhos dos espectadores. Bem... esses tempos já se foram e não voltam mais. 

Recentemente assisti à Branca de Neve e os Sete Anões, o filme clássico da Disney de 1937, e foi um pouco frustrante. Me lembro de quando eu era um menininho ranhento, esse tipo de filme prendia a minha atenção e eu sempre ficava muito entusiasmado. Talvez a minha frustração seja porque criança não sou mais, porém não só a idade dos jovens de antigamente mudaram, mas também as crianças de hoje não são mais como outrora.

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Nem quero entrar em muito aprofundamento sobre a cultura de consumo de hoje em dia, muito menos sobre a conduta dos pais ao apresentarem para seus niños as melhores opções de entretenimento e diversão, bem como na apreciação de qualquer tipo de arte. O fato é que o mundo muda, e muda muito rápido. Eu por exemplo, não vejo a hora de ficar velho e reclamar que os dias de hoje nem se comparam com os de antigamente... enfim.

Caminhos da Floresta, em linguagem contemporânea, é um clássico revisitado e ainda posto a prova diante dos espectadores de hoje. A história é uma mescla de vários contos dos Grimm, Cinderela (Anna Kendrick), Chapeuzinho Vermelho (Lilla Crawford), João (Daniel Huttlestone) e o pé de feijão, Rapunzel (MacKenzie Mauzy), contados como se acontecessem no mesmo momento e na mesma “cidade”. 

O grande lance e a cola pra esse emaranhado de histórias é a adição de personagens novos, o padeiro (James Corden) e sua esposa (Emily Blunt), que seguem uma história principal enquanto se relacionam com todas as outras secundárias, criando uma unidade interessante e bem recheada... até de mais. 

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Como são quatro histórias que precisam ser contadas e ainda tem o enredo principal, o ritmo que as coisas acontecem é frenético. O filme todo tem 2 horas e 30 minutos de duração que realmente passam rápido, mesmo quando parece que toda a história acabou e não tem mais pra onde ir, tudo recomeça com uma nova trama e novos conflitos (isso por volta de 1 hora e 40 minutos de filme).

As soluções visuais são dignas de filmes da Disney. Tudo se apresenta muito colorido e muito bonito, até as horripilantes árvores da floresta (cenário principal do filme) são muito belas. Destaque para a cena em que a Chapeuzinho e a Vovó estão dentro da barriga do lobo, que foi toda construída de uma maneira trash, mas que ficou bem engraçada proporcionando uma leveza à situação.

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O filme foi indicado como melhor figurino no Oscar 2015 com muita justiça e, na minha opinião, o que coloca Caminhos da Floresta na frente dos outros é a originalidade em recriar a mesma roupa dos personagens clássicos dos anos 30 e 40, com uma roupagem totalmente nova e atual, apesar de antiga por se tratar de um filme de época.

Nem Meryl Streep me surpreendeu na atuação. Sinceramente não encontrei nada de especial na representação dos atores. Claro, todo mundo está extremamente bem afinado com as canções do filme mas deixa um pouco a desejar na hora de expressar emoções nas falas não cantadas. O destaque vai para Jhonny Depp, que faz o Lobo que comeu a vovó e a Chapeuzinho. Ele não canta lá muito bem não, mas suas expressões faciais e sua ironia na voz são impagáveis. É uma pena que sua participação tenha durado apenas uns minutinhos.

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Por fim, o filme vale para relembrar um pouco do que já foi a Disney e suas produções musicais de antigamente. É por este motivo que recomendo: assista somente as cenas cantadas, o restante é mera burocracia. Beijos.

Fonte das imagens: Divulgação/

Caminhos da Floresta

Confira o trailer deste filme dirigido por Rob Marshall

Diretor: Rob Marshall
Duração: 125 min
Estreia: 1 / Jan / 2015

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Gustavo Loeff Zardo

Meu sonho é ter barba.

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