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Crítica do filme O Ritual

Uma boa película de exorcismo

Fábio Jordão

por
Fábio Jordão

Terça, 11 Outubro 2011
Fonte da imagem: Divulgação/
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O gênero exorcismo ganha um ou outro título aleatoriamente. Parte deles não passa de mais do mesmo. Outros conseguem se destacar por pequenos detalhes ou por apelar por grandes atores – e "O Ritual" se encaixa nessas duas características.

O protagonista é Michael Kovak, interpretado pelo desconhecido Colin O'Donoghue, um rapaz que trabalhava numa funerária e que por pressão familiar decide seguir o caminho do celibato. A história avança quatro anos, mostrando a dúvida que o possível padre tem entre continuar como homem de Deus ou se tornar um homem qualquer com uma vida comum.

Logo, Kovak se vê em um curso de exorcismo, em que conhece Angeline (Alice Braga), jornalista que participa das aulas para tentar revelar um pouco mais sobre os misteriosos rituais. Depois de pouco tempo, Michael é indicado a partir para um curso especial com um padre chamado Lucas Trevant – ninguém menos que Anthony Hopkins.

Michael é um homem recheado de dúvidas, que vai duvidar ainda mais do exorcismo, de Deus e do diabo conforme vai presenciando os eventos junto ao padre Lucas. Aos poucos notamos que a O’Donoghue não tem experiência nem como padre, muito menos como ator. Claro, parte disso se deve a inexperiência do ator e parte a presença de outros grandes nomes na película — que se sobressaem constantemente e deixam Colin no chinelo. O ator, no entanto, não deixa transparecer amadorismo, mas com certeza não foi um grande acerto.

Quanto ao restante do corpo de elenco, não há como reclamar. Alice Braga, Hopkins, Rutger Hauer e outros ajudam o filme a se manter firme. Todos inseridos numa boa trama deixam o resultado ainda mais interessante, visto que os atores precisam apenas fazer o que sabem de melhor. Aliás, no que diz respeito à história (que é baseada em fatos reais), não há do que reclamar, pois ela não é parada e consegue provocar alguns sustos.

Um detalhe que diferencia O Ritual de outros do gênero é a caminhada no chão. O filme não apela para muitas cenas de cabeças girando, camas flutuando ou coisas do tipo. Muito pelo contrário, a história foca mais no diabo influenciando a mente do padre Kovak e de outros personagens.

Enfim, "O Ritual" consegue fugir de muitos clichês, aproveitando alguns elementos para provocar medo e se sustentando ao conseguir estabelecer um laço interessante entre a realidade (devido o “baseado em fatos reais”) e a ficção. Recomendado para todos que gostam de terror e que pretendem ver algo novo no “gênero exorcismo”.

Fonte das imagens: Divulgação/

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