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Crítica do filme Sem Escalas

Busca implacável… Agora no avião!

Fábio Jordão

por
Fábio Jordão

Domingo, 16 Março 2014
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Não vou dizer que fiquei muito empolgado quando vi que Liam Neeson voltaria às telonas. Não que eu não goste dele, muito pelo contrário, acho que ele é um cara bem versátil no que faz. O problema é que o ator vem fazendo muitos filmes iguais, o que me deixa receoso, afinal, não quero ver mais do mesmo.

Apesar disso, não deixei de ter esperanças de que “Sem Escalas” poderia entregar algo a mais. O trailer, pelo menos, apresenta uma trama curiosa e isso motivou a conferir a película no cinema. Entrei na sala com baixas expectativas e, no fim, o filme conseguiu me deixar tenso. Fato é que acabei gostando do que vi.

O avião decola e essa seria apenas mais uma viagem tranquila para o agente oficial de voo Bill Marks (Liam Neeson). Agora, pensa que loucura. Depois de alguns minutos que o avião sai do chão, Marks recebe uma mensagem dizendo que um passageiro vai morrer a cada 20 minutos se a companhia aérea não depositar US$ 150 milhões em uma determinada conta-corrente. O sequestro está armado e claro que tudo só tende a piorar.

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A história aqui não tem grandes novidades. Um avião sequestrado, poucas formas de reagir e uma situação danada que fica difícil de ser solucionada. Contudo, a grande sacada da história são os detalhes que diferenciam o filme de outros que já apelaram para essa temática. Não se trata apenas de uma bomba, mas de um plano bem elaborado que não permite uma reação precisa.

O longa-metragem trabalha bem com o suspense. O protagonista não tem como saber quem está mandando as mensagens (pode ser qualquer um dos 150 passageiros) e, dessa forma, não consegue deter o criminoso. Logo, o que poderia ser resolvido com uma simples transferência bancária se torna uma paranoia e Marks fica cada vez mais perdido.

Toda essa tramoia é bolada com o uso da tecnologia. O roteiro apela para umas coisas que talvez até possam acontecer, mas que deixam o espectador com aquela cara de cu do tipo “ai meu Deus, lá vem os hackers malditos querendo salvar o dia”. Tirando esse detalhe e um ou outro clichê, o longa acaba tendo sucesso em sua maior parte.

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Sem Escalas até tem um ou outro personagem adicional, mas nenhum ganha destaque algum para que possamos dizer que temos aqui coadjuvantes de peso que fazem a diferença. Julianne Moore, por exemplo, tem um papel bem secundário e não chega a fazer grande diferença. Trocar ela por qualquer outra pessoa daria no mesmo. Bom, pelo menos Moore é conhecida e ajuda a promover o filme.

Esse Jedi manja dos paranauê aéreo

Liam Neeson é tipo o Steven Seagal da atualidade, só que talvez um pouco melhor (na atuação, claro, porque nas artes marciais ninguém bate o mestre Seagal) e com menos cara de robô. Ele é porradeiro (inclusive já foi um mestre Jedi), tem voz de locutor (aliás, ele já dublou o Aslam e fez o papel de Zeus, então o cara tem um portfólio dos bons!), paga de galã, nunca tem mais de um corte no rosto e sempre salva o dia.

Os trejeitos, as falas, as cenas em câmera lenta e todo o restante da atuação de Neeson são parte carimbada de seu jeito único. Apesar de todo esse clichê, temos que admitir que o cara manda muito bem. E é claro que não é isso que estraga o filme.

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A verdade é que muitos filmes que ele faz acabam ficando com essa mesma cara de que tudo está na pior e vai acabar bem (é óbvio, Hollywood não tem filmes de desastre para mostrar todo mundo morrendo). A gente sabe disso antes mesmo de entrar no cinema, mas é sempre bom assistir para descobrir quem irritou Liam Neeson e como ele vai resolver mais uma treta furiosa.

Mais do mesmo, mas isso pode ser bom!

Não vem ao caso revelar como Sem Escalas termina, mas o que é importante comentar é que quase tudo que acontece entre o começo do caso e o fim da história é bem do jeito que a gente imagina. O filme tem boas surpresas, mas ninguém consegue deter o herói da história, o que acaba deixando a película um tanto monótona.

Felizmente, houve um certo cuidado para colocar uma ou outra cena que surpreende o público. Há um momento em específico no meio do longa que faz todos pularem da cadeira. No entanto, na maior parte do tempo, você vai acabar pensando que está assistindo a “Busca Implacável” em um avião.

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Sem Escalas” realmente não tem escalas, mas tem um monte de furos e pequenos detalhes que vão incomodar os espectadores mais atenciosos. Se você quer apenas se divertir e ver muita pancada e suspense com Liam Neeson, não tenha dúvidas que este é o filme perfeito. Todavia, não vá esperando ser surpreendido.

Fonte das imagens: Divulgação/

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