Assassino Sem Rastro | Trailer legendado e sinopse

Alex Lewis (Liam Neeson) é um assassino experiente na mira do FBI. Quando Alex se recusa a concluir um trabalho para uma organização criminosa, entra em uma missão eletrizante para caçar e matar as pessoas que o contrataram antes que eles ou o agente do FBI Vincent Serra (Guy Pearce) o encontrem primeiro. Em meio a tudo isso, a memória de Alex começa a vacilar e ele é forçado a questionar todas as suas ações, e, acima de tudo, em quem ela confia.

Águas Selvagens | Trailer legendado e sinopse

Quando o investigador Lúcio Gualtieri (Roberto Birindelli) aceita um trabalho para solucionar um crime cometido na fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, ele se vê perseguido por uma organização criminosa envolvida em uma trama macabra de assassinatos. Ao descobrir uma verdade obscura que coloca em prova todas as suas crenças, o ex-policial precisará enfrentar seu passado conturbado, enquanto tenta sobreviver aos perigos dessa zona de águas selvagens.

John Wick 4: Baba Yaga | Novo trailer legendado, trailer dublado e sinopse

John Wick, um super assassino recém saído da aposentadoria e guiado por uma busca incontrolável de vingança, precisa lutar contra mercenários sanguinários. Na quarta parte da franquia de filmes de açao, John (Keanu Reeves) descobre um caminho para derrotar a Alta Cúpula. Mas antes que ele possa ganhar sua liberdade, Sr. Wick deve enfrentar um novo inimigo com poderosas alianças em todo o mundo e forças que transformam velhos amigos em inimigos.

Critica do filme Batman (2022) | O melhor de todos os tempos da última semana

Com um elenco afiado a nova aventura do Morcegão nos cinemas tira o retrogosto deixado pelo Snyderverso, ao mesmo tempo em que ainda dá acenos amistosos para as viúvas de Christopher Nolan e sua versão do Cavaleiro das Trevas. Matt Reeves aposta, inteligentemente, no clima noir para apresentar um herói e um vilão cujas concepções de justiça e vingança se confundem como diferentes lados de uma mesma moeda, enquanto ambos buscam a redenção de uma cidade atolada em um pântano de corrupção.

As quase três horas de duração são justificadas, mesmo que por momentos façam o filme parece mais lento do que necessário. Tudo tem um motivo de ser, especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento dos personagens, mas obviamente, 176 minutos acabam exigindo um pouco do expectador. Se você espera apenas um filme pipoca, melhor se preparar, porque Batman (2022) é uma experiencia cinematográfica mais elaborada, com performances elevadas e uma narrativa esforçada.

Sem grandes reviravoltas, o novo Batman é um filme policial que calha de ter um “super heroi” como protagonista. Misturando estilos como muita habilidade, Reeves empresta elementos de David Fincher, Scorsese, Nolan e afins para  criar uma espécie de "thriller noir" com muito suspense e cenas de ação impactantes. Infelizmente todo esse afã tecnico não consegue explorar todas as facetas do homem morcego, entregando no fim um título que funciona muito bem, mas não atinge todo seu potencial. 

O cavaleiro das trevas ressurge no longo dia das bruxas...

O esmero técnico de Matt Reeves é perceptível em cada tomada, mas o roteiro não tem a mesma criatividade da direção. Assinado em parceria com Peter Craig, o texto apresenta vários elementos interessante, mas não alcança tudo o que almeja. Ao salpicar referencias de histórias famosas como O Longo Dia das Bruxas e Silêncio, entre outras, a dupla agrada aos fãs sem se comprometer como uma adaptação direta, desenvolvendo uma nova leitura do Cavaleiro das Trevas, ao mesmo tempo em que traz influências obvias de outras versões do personagem, sejam dos quadrinhos, animações, filmes ou seriados.

A fotografia expressiva de Greig Fraser e o olhar perspicaz de Reeves atrás da câmera se aliam perfeitamente a trilha maliciosa de Michael Giacchino. A união dos elementos técnicos consegue criar cenas ousadas que, na maior parte do tempo, sobrepujam as oscilações do roteiro; que quebra o ritmo e não consegue estabelecer um clima consistente ao longo de todo o filme.

Na realidade, ao focar quase que exclusivamente no "Batman", deixando "Bruce Wayne" de lado, o filme não consegue consolidar as forças que de fato constituem o personagem. Não há Bruce Wayne sem Batman, e não há Batman sem Bruce Wayne. A dualidade é um tema recorrente no mundo dos super herois e aqui não poderia ser diferente. Consiliar duas vidas, duas personalidades dentro de um mesmo ser é um desafio filosófico que certamente tornaria o filme muito mais denso e interessante.   

Como o próprio Charada infere, não há identidade secreta por trás do capuz do Batman, ele é verdadeira identidade do vigilante. É sob o capuz que o cavaleiro das trevas está confortável e sem amarras. Apesar da revelia do herói, é evidente que há uma troca real entre o justiceiro e o psicopata. Justiça e vingança não prestam o mesmo serviço, é essa caminhada sob a tenue divisa moral que encontramos toda a luta de Batman, um herói a um passo de se tornar um vilão; e é aqui que sentimos a falta de Bruce Wayne, a contra parte humana.  

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Com mil morcegos

Como já estamos em 2022 e já não é mais “cool” falar mal de Crepúsculo, ouvir pessoas reclamando da escalação de Robert Pattinson para o papel de Bruce Wayne soa ridículo por mais de uma razão, notadamente seu desempenho em obras como Bom Comportamento (2017), O Farol (2019),  e Cosmópolis (2012). Mostrando seu valor além do rosto bonito que encantou uma geração de adolescentes na pele do vampiro melancólico da Saga Crepúsculo, Pattinson já deixou claro que seu talento vai muito além da fantasia púbere que o lançou ao estrelato.

Como Bruce Wayne e seu alter ego mascarado, o ator britânico entrega uma atuação consistente, mesmo que em momentos sobrepujada pelo seus coadjuvantes. Curiosamente, Pattinson consegue aproveitar muito mais seus momentos mascarado do que quando desponta como Bruce Wayne – instantes em que acaba caindo no modo jovem melancólico cabisbaixo.

Por falar nos coadjuvantes, Jeffrey Wright (na pele do incorruptível James Gordon) consegue igualar sua presença na tela com a do vigoroso Batman de Pattinson, conseguindo inclusive estabelecer muito bem uma dinâmica de igualdade entre os dois. Enquanto isso, Zoë Kravitz parece ter entendido como Selina Kyle, a Mulher-Gato, é uma personagem a parte; uma “coringa” (com o perdão da piada), não se trata de uma vilã, ou de uma heroína e se precisa de ajuda é porque não teme entrar no meio da ação para conseguir seus objetivos.

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Se a flexibilidade moral da Mulher-Gato permite alguma reserva quanto ao uso do termo vilã, o mesmo não pode ser dito do Charada de Paul Dano. Em uma performance exuberante, o ator extrai o máximo de suas breves aparições, entregando um personagem que, mesmo fora de cena, está sempre na mente do espectador. Sua construção apaga a imagem caricata do Charada, percebendo-o como um terrorista psicopata em uma mistura de Ted Kaczynski e Zodíaco.

Não podemos deixar de apontar a composição de Colin Farrell como o Pinguim, alter ego do gangster Oswald Cobblepot. Irreconhecível sob uma elaborada maquiagem, Farrell está confortável na pele de um mafioso que parece saído diretamente de Os Bons Companheiros (1990) ou quem sabe Ajuste Final (1990). Por falar na obra dos irmãos Coen, John Turturro transplanta o “coração” de seu traiçoeiro Bernie Bernbaum para dar vida ao poderoso chefão do crime Carmine Falcone, em um desempenho sólido.

Eu sou a vingança

Matt Reeves não conseque equilibrar os diferentes "filmes" dentro de Batman, mas no final, a história funciona muito bem, especialmente se a percebemos como parte da origem do cavaleiro das trevas. Um momento em que o mascarado ainda não sabe se a raiva que o impele a lutar realmente está em busca de justiça ou apenas de uma catarse vingativa.

 Ao voltar seu foco ao Batman, Reeves não consegue enxergar toda complexidade do personagem

Talvez por isso a impressão de que esta nova aventura funciona muito bem como um "requel" da trilogia de Nolan, oferendo uma continuação e uma conclusão muito mais satisfatória do que a tivemos em O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Explorando temas similares e chegando a deduções parecidas, as duas produções mostram um Batman em conflito e um vilão com motivações espelhadas e não muito dispares daquelas defendidas pelo herói.

No final - ciente das armadilhas,  próprias dos superlativos - temos sim o melhor filme do Batman já feito; entretanto, a frase significa justamente isso, ou seja, um filme sobre o Batman e, mesmo sendo o protagonista,  o universo de Gotham não se resume ao cruzado encapado e ainda não sabemos direito quem é Bruce Wayne, e a oclusão da contraparte "humana" do famoso personagem da DC é uma falha que certamente precisara ser revisitada nas futuras iterações da franquia. Dito isso, Batman (2022) é um bom thriller policial e um ótimo filme de herói especialmente para aqueles que buscam algo diferente dos arrasa quarteirões multidimenssionais da Marvel. 

Crítica do filme Titane | Body horror sugestivo e um mix de influências

Titane”, de 2021, é uma produção francesa chocante, não somente pelo body horror, mas pela mistura de Tarantino, com paletas de cor Cyberpunk, violência de Laranja Mecânica, influência Sci-Fi de Alien, tudo isso como se estivesse em um clipe exótico da Bjork.

A fusão entre máquina e corpo aparenta ser o tema central, mas, de fato, é menos relevante perante o drama do filme. Quer saber por que Titane é tão chocante e ao mesmo tempo o vencedor da Palma de Ouro de Cannes? Vamos falar um pouco sobre este filme de suspense que pende para o horror!

A sugestão do horror assusta mais?

Ganhador da Palma de Ouro (“Palme d´Or”) no Festival de Cannes de 2021, “Titane”, cuja tradução é titânio, é um filme muito diferente, que nasce da ousadia de misturar drama, com fantasia e body horror sugestivo. A diretora do filme, Julia Ducournau, responsável também pela direção de Grave (Raw nome original, de 2016) tem fascinação pelo body horror. Em Grave, assim como o significado em inglês, cru, o horror era visual.

titane01 f56b1Imagem: Divulgação / NEON

Em Titane, essa mesma faceta é diferente, mais sugestiva, pois é exatamente quando o “gore” e o body horror são pouco mostrados que nos causam mais incômodo. Isso se explica também pela atuação corporal inspiradíssima de Agathe Rousselle. Seu sofrimento, sensualidade e crueldade, em suma, necessitam de poucas palavras.

Sim, uma moça fica grávida de um Cadillac

A premissa inicial é simples e direta ao ponto, uma vez que já se passa no início do filme. Alexia, uma jovem que trabalha em eventos de Show Car na França é também uma psicopata (com uma placa de titânio no lado direito do crânio, em virtude de um acidente quando criança).

Ao ser assediada por um Cadillac no final de um evento de carros, ela se interessa sexualmente pelo carrão. Imaginem que após o ato ela fica grávida do veículo automotor, oh my God. Mas aos poucos vamos tolerando esse elemento fantástico, de forma a entender os motivos dessa atração.

titane02 f75cbImagem: Divulgação / NEON

Essa premissa, ao mesmo tempo realista e fantástica, irá construir também o lado dramático do filme. Uma vez procurada pelas forças de segurança locais, por assassinatos em série, Alexia consegue fugir da sua casa e construir a vida em outro local, mas com a identidade de um garoto. E isso vai se tornando interessante e complexo para a narrativa.

Além de um mix de influências, há espaço para o drama

O trabalho técnico da direção de fotografia nos revela um filme mais lento na segunda metade (a primeira parte é mais frenética), com planos-sequência e jogo de cores vivas contrastantes, com a intensidade de painéis de neon.

A trilha sonora é imersiva, com batidas de efeito metálico, o que faz produzir a relação entre os signos da humanidade e da artificialidade, ou do homem versus a máquina. No entanto, esse não seria o foco do filme, que aparece na premissa mencionada (signos da placa de titânio, da relação sexual com um carro, do objeto de metal em seu cabelo usado para os assassinatos).

Como em Raw, 2016, a diretora Julia Ducournau irá trabalhar também com dramas familiares, em torno da busca pelo amor, como elemento para remediar a solidão da perda. Para mim, Titane é uma das melhores produções que misturam universo de horror, Sci-fi e fantasia já lançada nos últimos tempos, e que será distribuída mundo afora a partir de 2022.

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