Jolt: Fúria Fatal | Trailer legendado e sinopse

Lindy (Kate Beckinsale) é uma mulher bonita e sarcasticamente engraçada com um segredo doloroso: devido a um raro distúrbio neurológico, ela tem impulsos assassinos esporádicos que só podem ser interrompidos quando se choca com um eletrodo especial. Incapaz de encontrar amor e conexão em um mundo que teme sua condição bizarra, Lindy finalmente confia em um homem por tempo suficiente para se apaixonar, e o encontra morto no dia seguinte. Com o coração partido e enfurecido, ela embarca em uma missão cheia de vingança para encontrar o assassino, enquanto também é perseguida pela polícia como principal suspeita do crime.

Crítica do filme Rashomon | Obra-prima com história superestimada

Akira Kurosawa não é apenas uma das referências máximas do cinema japonês, mas é também um dos cineastas mais brilhantes de todos os tempos. Basta acessar o Rotten Tomatoes ou o IMDb para perceber como há um consenso sobre a genialidade dele.

Com obras como “Os Sete Samurais”, “Yojimbo, O Guarda-Costas” e “Rashomon” em seu currículo, Kurosawa conquistou o mundo com seu estilo próprio, o que se refletiu em diversas indicações em grandes premiações e até mesmo estatuetas, incluindo o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro para “Rashomon”.

O detalhe é que vários desses filmes são quase impossíveis de encontrar em mídias físicas e são raros em serviços de streaming, sendo que nem mesmo as lojas mais famosas contam com estes títulos no catálogo. Assim, antes de falar sobre “Rashomon”, eu vou deixar a dica para você conferir o filme de uma forma legal.

Como assistir Rashomon online?

Filme antigos são raridades em mídia física, mas talvez sejam ainda mais difíceis de encontrar em serviços de streaming. Pelo menos agora há um jeito fácil e acessível de ver “Rashomon” e outros títulos clássicos, sejam obras-primas do cinema japonês ou de nacionalidades.

O serviço de streaming Belas Artes À LA CARTE tem um catálogo de filmes cults e raros, sendo uma ótima opção para quem ama obras clássicas dos mais famosos diretores e títulos raros de encontrar no circuito comercial. Por apenas R$ 9,90 por mês, você pode ver os filmes no celular, PC ou TV (Android TV, Apple TV, Roku ou Chromecast).

Neste mês de julho, o À LA CARTE apresenta filmes para os mais saudosistas, incluindo “Rashomon” e “A Flauta Mágica”, de Ingmar Bergman. Então, fica essa dica!

Quem conta um conto, aumenta um ponto

“Rashomon” tem enredo simples: uma história de assassinato e estupro é recontada a partir de múltiplas perspectivas, de supostas testemunhas e dos próprios envolvidos na história. Assim, o filme mostra os mesmos fatos diversas vezes, mas com algumas distorções nos diálogos e nas situações.

Com um elenco renomado, incluindo nomes como Minoru Chiaki, Takashi Shimura e Toshirô Mifune (trio que apareceu depois em “Os Sete Samurais”), bem como Masayuki Mori e Machiko Kyô, esta obra lá de 1950 esbanja talentos e se destaca pelas ótimas performances que são intercaladas no decorrer da trama.

É inegável que “Rashomon” é uma obra-prima do ponto de vista técnico. O filme tem uma direção incrível, com cenas incrivelmente complexas para a época de produção. As cenas de ação permeiam a trama em vários pontos e mostram não apenas o talento de Kurosawa, como ressaltam a importância de um bom operador de câmera.

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Obviamente, o resultado final é fruto do trabalho em equipe. A direção de fotografia é ousada, ainda mais com os cenários repletos de nuances e múltiplas fontes de luz, algo ainda mais difícil de equilibrar dada a composição em preto e branco. E há de se considerar o desafio na inserção dos personagens em meio a tais ambientes.

Akira Kurosawa não apenas apresenta uma direção precisa como garante um filme extremamente natural e pouco enfeitado. As lutas com espadas são prolongadas e até parecem contar com alguns improvisos, o que dá um toque especial de veracidade. Tais momentos são intercalados com as cenas dos diálogos, que ajudam na narrativa.

Não menos importante, temos componentes sonoros que fazem de “Rashomon” um filme bem orquestrado. A trilha sonora é muito expressiva e repleta de elementos que garantem o compasso da ação. No entanto, é no silêncio que o filme chama a atenção. Com as cenas de relatos e os diálogos em meio à chuva, a trama nos prende com seu tom de mistério.

Eu simplesmente não entendo...

Apesar de todos esses pontos a favor do filme e indo na contramão dos tantos fãs de Kurosawa, na minha opinião, “Rashomon” é um filme que sai do nada e vai a lugar nenhum. Eu não tenho o mínimo problema em argumentar contra um filme de Kurosawa, pois não se trata de uma crítica ao cineasta, mas ao enredo proposto neste título em particular.

É curioso que os personagens no início do filme soltam a frase: “Eu simplesmente não entendo”, numa situação em que eles estão meditando profundamente sobre o causo que será abordado ao longo da trama. O reforço no tom de confusão e de absoluto choque com a história do assassinato deixam o espectador ainda mais intrigado.

O problema é que esse grande suspense leva a um fato pouco surpreendente. No entanto, eis o xis da questão: não se trata de um filme para ter um entendimento. O propósito não é ser algo convencional, mas levar uma moral muito mais ampla sobre o egoísmo dos seres humanos e as diferentes verdades que cada um inventa.

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Talvez na época de lançamento ou a partir da perspectiva de pessoas com mentes brilhantes, “Rashomon” entregue de fato uma história de cair o queixo, mas a minha impressão é de que temos aqui uma genialidade superestimada. Não que seja forçado pelo filme, mas muitos críticos batem nessa tecla de forma exagerada.

Não se trata de um título simples, muito pelo contrário, há inventividade e uma moral válida, mas não espere uma conclusão surreal como a que os personagens sugerem no início da trama. No fim das contas, “Rashomon” é uma obra que vale a pena ver com atenção, porém, a meu ver, está longe de ser um dos melhores de Kurosawa.

Justiça em Família | Trailer legendado e sinopse

Em Justiça em Família, acompanhamos a história de Ray Cooper (Jason Momoa), um dedicado pai de família que procura justiça contra a companhia farmacêutica responsável por tirar do mercado um medicamento com potencial de salvar vidas pouco antes de sua esposa (Adria Arjona) morrer vítima de um câncer. Quando a busca pela verdade coloca sua filha Rachel (Isabela Merced) em perigo, a missão de Ray se torna uma caçada por vingança para proteger a única família que lhe resta.

Vingança & Castigo | Novo trailer legendado e sinopse

Inspirado nas aventuras do cowboy negro Nat Love. Rufus Buck, um homem implacável, será solto da cadeira. Ao descobrir a novidade, o fora da lei Nat Love reúne seu bando em busca de vingança.Nessa jornada, ele terá o apoio de três pessoas importantes: seu antigo amor, Stagecoach Mary; um ex-adversário que agora se tornou seu aliado; e Jim Beckwourth, seu braço direito e amigo para todas as horas.

O bando de Rufus, no entanto, conta com Trudy Smith e Cherokee Bill, duas figuras que sabem muita coisa ― mas perder não é uma delas. Dizem por aí que vingança é um prato que se come frio. Será?

Até a Morte | Trailer legendado e sinopse

Numa noite de inverno em Nova York, EMMA (Megan Fox), uma jovem num casamento problemático encontra com TOM (Aml Ameen), um colega de trabalho do seu marido. Apesar de ser desencorajada por ele, Emma decide encontrar o seu marido MARK (Eoin Macken) para jantar.

Durante o jantar, Mark dá a Emma um lindo colar de aço e diz a ela que ele tem uma surpresa. Ele coloca uma venda nela, e vão até a casa do lago em um lugar afastado. Ele diz que quer reconstruir o casamento deles, e Emma acredita em seu discurso e eles tem uma noite juntos. Na manhã seguinte, ela acorda algemada ao Mark. Com um sorriso triste, ele levanta a pistola em sua própria cabeça e dá um tiro.

Chocada e horrorizada, Emma procura uma forma de se livrar da algema e escapar da casa do lago, onde vai passar por várias armadilhas feitas pelo seu marido, lutando entre a vida e a morte.

Crítica do filme Festim Diabólico | Não basta ser bom, tem que se exibir!

Não há dúvidas que Alfred Hitchcock foi um dos cineastas mais talentosos de todos os tempos, algo que se prova a cada filme conceituado que vemos deste mestre do suspense. Entre suas dezenas de obras, o título “Festim Diabólico” ganhou projeção quando foi lançado lá na década de 1940, bem como foi uma película que só melhorou com o passar dos anos.

O longa-metragem que é talvez um dos filmes mais curtos de Hitchcock (com apenas 80 minutos de duração e já incluindo os créditos iniciais e finais) tem um enredo bastante simples. Todavia, não se deixe enganar, pois isso não significa absolutamente nada, dado que cada minuto da trama agrega muito ao desenrolar do mistério proposto.

Antes de considerações pontuais, vale uma pausa para falarmos sobre o nome deste projeto, que nada tem a ver com o título original da obra. Em inglês, o filme é apenas “Rope” (que significa “Corda”), mas as traduções aqui no Brasil sempre buscam ser um tanto sugestivas. Funciona bem se pensarmos no contexto e tem impacto maior do que apenas “Corda”, porém é um título ambíguo.

A tal festa pomposa, sugerida no título brasileiro, realmente existe no decorrer da história, porém o termo diabólico claramente tem uma conotação errônea aqui, uma vez que se trata de uma trama envolvendo um crime (obviamente, afinal estamos falando de Hitchcock). Agora, vem a questão: por que uma crítica do filme em pleno 2021?

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Bom, assim como comentei na crítica do filme Yojimbo, lançada recentemente aqui no site, há um serviço brasileiro que tem dado atenção especial aos cinéfilos que apreciam obras clássicas, seja do cinema japonês ou americano. Então, antes de falar do filme, confira a dica para você ver o filme de forma legal e acessível.

Como assistir Festim Diabólico Online?

Se você não é um cinéfilo dos mais viciados em Hitchcock, as chances são de que um ou outro filme dele tenha escapado de sua lista. É claro que “Festim Diabólico” não é a obra menos conhecida do autor, mas se você ainda não viu ou simplesmente quer revê-lo no conforto do sofá, vale conhecer o Belas Artes À LA CARTE.

Este serviço de streaming tem um amplo catálogo de filmes clássicos, que recebe novas adições periodicamente dos mais famosos diretores e títulos raros de encontrar no circuito comercial. Por apenas R$ 9,90 por mês, você pode ver os filmes no celular, no computador ou na TV (com Android TV, Apple TV, Roku ou Chromecast).

E, neste mês de junho, o À LA CARTE apresenta filmes para os mais saudosistas, incluindo “Festim Diabólico” e “Yojimbo, O Guarda-Costas”. Além disso, falando em obras mais recentes, a plataforma tem a estreia exclusiva de “Crime em Roubaix”, de Arnaud Desplechin. Então, fica essa dica!

Previsivelmente brilhante

A história de “Festim Diabólico” gira em torno do crime perfeito, mas não apenas um crime por ganância ou vingança, porém algo estrategicamente pensado pela simples demonstração de poder. Dois amigos — Brandon (John Dall) e Phillip (Farley Granger) — decidem matar um conhecido: David Kentley (Dick Hogan).

No entanto, eles estavam decididos a sentir a excitação do crime e de levar a emoção para um nível além ao organizar uma festa no local do ocorrido. Para piorar, eles chamaram o pai e a noiva da vítima. E para apimentar ainda mais a refeição requintada, eles também convidaram o professor de filosofia para o evento, alguém que é uma inspiração para eles.

O roteiro pode parecer mórbido e inusitado, mas mesmo sendo produzido lá em 1948, a trama teve inspiração em um crime real conhecido como “caso Leopold-Loeb”, que data lá de 1924, ocasião em que dois estudantes de Chicago comentaram o assassinato de um adolescente pelo simples desejo de cometer um crime perfeito.

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Um detalhe curioso é que, apesar de abordar um crime hediondo, “Festim Diabólico” não tem nada de extraordinário em sua trama. Partindo do ponto em que já sabemos qual é o crime, a vítima e os culpados, nos resta apenas entender como se dá essa ideia de poder que os protagonistas têm quanto ao tal do crime perfeito.

Assim, diferente de outros filmes de Hitchcock, aqui não temos algo a ser desvendado, mas há obviamente um fator surpresa e uma moral da história. No entanto, mesmo sendo um tanto previsível, o grande chamariz do filme é manter o espectador acompanhando os dois jovens tentando ocultar seu segredo frente aos convidados.

Um suspense com a corda toda!

Assim como em diversas obras de Alfred Hitchcock, temos um fator de simplicidade na execução do roteiro, não que o trabalho do cineasta tenha sido simples — longe disso —, porém toda a trama do filme se passa entre quatro cômodos de um apartamento: sala de estar, hall de entrada, sala de jantar e cozinha.

Justamente por esse cenário reduzido, toda a graça do filme está nos diálogos, que são extremamente polidos e cheios de nuances. Boa parte das frases tem um propósito, principalmente para subtramas traçadas ao longo da história. Contudo, temos um elemento inusitado aqui: um toque de humor.

Através de uma personagem inesperada, o filme consegue evitar um tom de mistério constante, o que dá um ar de maior tranquilidade para os protagonistas e para o público, que fica sem saber quando a “bomba vai explodir”. Eu não sei se isso é bom ou ruim, mas é algo diferente e que não atrapalha o desenvolvimento do roteiro.

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Por outro lado, temos um toque aguçado de investigação através do professor de filosofia Rupert Cadell, interpretado por James Stewart, que já é figurinha mais do que carimbada nos filmes de Hitchcock. Junto aos dois protagonistas, eles formam um trio bem peculiar que ficam num jogo oculto de dúvidas e suspeitas. Simplesmente perfeito para um filme desse tipo!

Por fim, temos um aspecto que faz toda a diferença: longas tomadas conectadas uma à outra que dão a intenção de estarmos vendo uma sequência perfeita do começo ao fim — pois é, bem antes de “1917” já existia “Festim Diabólico”. Cada tomada do filme durava cerca de 10 minutos, o que significa atuação impecável dos atores e um roteiro muito consistente.

Esse é o tipo de truque que somente alguém como Hitchcock ousava fazer e ele executa de uma forma muito orquestrada, com apenas duas ou três situações em que temos junções mais perceptíveis. É um filme que prende nossa atenção e que certamente figura entre os mais ousados do cineasta. Altamente recomendado!