A Empregada | Novo Trailer legendado, trailer dublado e sinopse

Millie (Sydney Sweeney) é uma jovem passando por dificuldades que se sente aliviada com a chance de um novo começo como empregada doméstica de Nina (Amanda Seyfried) e Andrew (Brandon Sklenar), um casal rico. Logo, ela descobre que os segredos da família são muito mais perigosos do que os seus.

Crítica do filme Marty Supreme | Muito mais que um filme de ping-pong: um espetáculo sobre ambição e caos!

À primeira vista, Marty Supreme pode até parecer apenas mais um filme esportivo improvável, centrado em um esporte inusitado e em um protagonista excêntrico. E, na verdade, é até bom ir para o cinema com essa expectativa, porque a chance de surpresa é muito maior!

Mas basta alguns minutos para ficar claro que Josh Safdie está interessado em algo muito maior do que partidas de ping-pong. O filme acompanha Marty Mauser (Timothée Chalamet), um jovem obcecado por reconhecimento, disposto a fazer qualquer coisa para ser levado a sério em um mundo que insiste em ignorá-lo.

martysupreme08 597c0Fonte: Divulgação/A24

Inspirado livremente na história real de Marty Reisman, um lendário jogador de tênis de mesa conhecido tanto por seu talento quanto por seus esquemas pouco ortodoxos, o longa mistura fatos, exageros e muita ficção. E isso não é um problema — pelo contrário. Desde o início, o filme deixa claro que não busca fidelidade histórica, mas sim capturar o espírito de um personagem movido por ambição, ego e uma necessidade quase desesperada de ascensão social.

Josh Safdie, aqui em mais um projeto solo, reforça seu estilo energético, caótico e nada confortável. Mesmo cercado por polêmicas recentes fora das telas, nada disso diminui o impacto do trabalho apresentado em Marty Supreme. O diretor entrega um filme pulsante, inquieto e cheio de personalidade, que nunca pede desculpas por seus excessos.

martysupreme01 fa181Fonte: Divulgação/A24

Escrito em parceria com Ronald Bronstein, o roteiro encontra um equilíbrio raro entre ação, drama e comédia. É um filme que sabe ser engraçado sem perder peso emocional, intenso sem se tornar cansativo e ousado sem perder o controle — uma combinação que sustenta quase duas horas e meia com surpreendente facilidade.

Marty Supreme vale a pena?

Marty Supreme é um filme eletrizante, divertido e provocador, que funciona tanto como espetáculo quanto como estudo de personagem. Mesmo quem não vê graça nenhuma em ping-pong encontra aqui uma história envolvente, cheia de reviravoltas, sustentada por uma atuação poderosa de Timothée Chalamet e por uma direção que transforma ambição em puro cinema.

Um jogo de ambição, ego e sobrevivência

O grande acerto de Marty Supreme está em fugir completamente da estrutura clássica do “filme de superação”. Marty Mauser não é um herói inspirador, disciplinado ou moralmente exemplar. Pelo contrário: ele é um trambiqueiro carismático, impulsivo e muitas vezes difícil de defender. E é justamente isso que torna o filme tão interessante.

O roteiro aposta em um tom cômico elevado, com situações absurdas, humor físico e diálogos afiados, que surgem muitas vezes em meio a momentos tensos ou até chocantes. As risadas não aliviam o drama — elas o intensificam. Cada escolha errada de Marty empurra a história para um lugar ainda mais imprevisível.

martysupreme04 ed39dFonte: Divulgação/A24

Mesmo com uma duração longa, o filme se organiza muito bem em blocos narrativos, quase como capítulos. Isso faz com que o ritmo se mantenha sempre acelerado, ainda que alguns arcos paralelos possam parecer excessivos para parte do público. Safdie prefere arriscar e abraçar tudo, em vez de simplificar — uma decisão ousada, coerente com o próprio protagonista.

No centro de tudo está Timothée Chalamet, em uma de suas performances mais intensas. Ele encarna Marty com arrogância, charme, desespero e vulnerabilidade, deixando claro o vazio emocional por trás da busca incessante por reconhecimento. É uma atuação que arranca risadas, provoca desconforto e, em alguns momentos, chega a emocionar.

Um espetáculo visual tão caótico quanto seu protagonista

Josh Safdie imprime ao filme um ritmo frenético do início ao fim. A câmera raramente fica parada, circulando personagens e ambientes com uma energia constante, especialmente durante as partidas de ping-pong. Os enquadramentos fechados, os movimentos rápidos e a edição precisa fazem o espectador sentir a tensão de cada jogada.

A montagem é fundamental para manter o impacto do filme. Mesmo nas cenas mais calmas, há sempre uma sensação de urgência, como se tudo pudesse sair do controle a qualquer momento. Safdie sabe exatamente quando acelerar e quando deixar o silêncio falar.

martysupreme06 a8c78Fonte: Divulgação/A24

Além do trabalho impressionante de Timothée Chalamet, Marty Supreme conta com um elenco coadjuvante afiado e bem escalado, que ajuda a sustentar o ritmo intenso da narrativa. Gwyneth Paltrow e Kevin O’Leary surgem em papéis pontuais, mas marcantes, trazendo camadas adicionais de ironia e tensão à trajetória do protagonista. Tyler, The Creator também aparece de forma carismática, contribuindo para o tom excêntrico e imprevisível do universo criado por Josh Safdie.

O grande destaque fora de Chalamet, no entanto, fica por conta de Odessa A'zion, que interpreta Rachel. Sua personagem funciona como um contraponto emocional essencial para Marty, trazendo densidade dramática e humanidade a uma história repleta de excessos e impulsos egoístas. Odessa entrega uma atuação intensa, sensível e cheia de presença, sendo responsável por algumas das viradas mais impactantes do filme. É uma performance que certamente chama atenção e reforça seu nome como uma atriz a se acompanhar de perto.

martysupreme10 4a1a1Fonte: Divulgação/A24

A trilha sonora também tem papel essencial nessa experiência. Além da trilha original de Daniel Lopatin, marcada por sintetizadores, repetições hipnóticas e um clima quase extraterrestre — que, por vezes, lembram grandes músicos como Vangelis —, o filme se aproveita de diversas músicas conhecidas que ajudam a criar familiaridade e impacto emocional, o que impulsiona bastante o ritmo caótico e anima a plateia.

Visualmente, Marty Supreme impressiona pela variedade de cenários e pela ambientação cuidadosa. A fotografia é especialmente exigida em cenas noturnas e nos jogos, com controle preciso de luz e sombra. É um filme tecnicamente refinado, que nunca parece repetitivo, mesmo sendo tão intenso.

martysupreme03 c785cFonte: Divulgação/A24

Marty Supreme é um filme vibrante, ousado e cheio de contradições — assim como seu protagonista. Josh Safdie transforma uma história improvável em uma experiência cinematográfica intensa, sustentada por uma atuação extraordinária de Timothée Chalamet e por uma direção que não teme o excesso. Pode não agradar a todos, mas certamente é daqueles filmes que não passam despercebidos e ficam na cabeça muito depois dos créditos finais.

Músicas do filme Marty Supreme

  • Tears For Fears – ‘Change’
  • Alphaville – ‘Forever Young’
  • Peter Gabriel – ‘I Have The Touch’
  • The Korgis – ‘Everybody’s Got To Learn Sometime’
  • Les Paul – ‘How High The Moon’
  • Perry Como – ‘Don’t Let The Stars Get In Your Eyes’
  • Fats Domino – ‘The Fat Man’
  • Public Image Ltd. – ‘The Order Of Death’
  • New Order – ‘The Perfect Kiss’
  • Alex North – ‘Belle Reve’
  • Paul Sikivie – ‘Rile’s Wiles’
  • Tears For Fears – ‘Everybody Wants To Rule The World’

Crítica do filme Família de Aluguel | Um abraço cinematográfico sobre conexões humanas em tempos de isolamento

Em Família de Aluguel (Rental Family), acompanhamos Phillip Vanderploeg (Brendan Fraser), um ator americano vivendo em Tóquio, o qual atravessa uma fase de vazio existencial e dificuldades profissionais. Sua vida muda quando ele aceita trabalhar para uma curiosa agência japonesa que “aluga” familiares e amigos para preencher lacunas emocionais em eventos como casamentos, funerais, encontros escolares ou simples momentos de convivência. O que começa como uma atuação passageira logo se transforma em algo muito mais profundo.

Este é o segundo longa-metragem da diretora Hikari, que já demonstra aqui uma sensibilidade rara ao observar a solidão contemporânea sem julgamentos. Seu olhar delicado transforma situações potencialmente absurdas em retratos humanos cheios de empatia, explorando com cuidado as fronteiras entre afeto genuíno e relações transacionais.

O roteiro, assinado por Hikari em parceria com Stephen Blahut, equilibra com inteligência o choque cultural entre Oriente e Ocidente. A narrativa usa o estranhamento do protagonista como ferramenta dramática, permitindo que o público observe, junto com ele, as nuances da cultura japonesa e suas formas muito particulares de lidar com ausência, luto, expectativas sociais e pertencimento.

familiadealuguel01 732f5Fonte: Divulgação/Searchlight Pictures

Sem pressa, o filme constrói um mosaico de pequenas histórias que orbitam Phillip, revelando como a necessidade de conexão humana é universal. Mesmo ancorado em especificidades culturais do Japão, Família de Aluguel dialoga com um sentimento global: a dificuldade crescente de lidar com relações reais em um mundo cada vez mais solitário.

Família de Aluguel vale a pena?

Sim, Família de Aluguel vale muito a pena. Trata-se de uma comédia dramática sensível, acolhedora e emocionalmente honesta, que não tenta reinventar o cinema, mas encontra sua força justamente na simplicidade. É um filme que abraça o espectador, provoca reflexões profundas sobre empatia e conexão humana e entrega uma das performances mais calorosas da carreira de Brendan Fraser.

Entre a encenação e o afeto

A premissa do filme é brilhante ao propor um serviço que substitui relações humanas reais por vínculos artificiais. Em vez de enfrentar dores mal resolvidas ou buscar ajuda terapêutica, os personagens optam por criar fantasias emocionalmente confortáveis. Essa escolha funciona como uma poderosa metáfora para problemas contemporâneos: a dificuldade de lidar com frustrações, perdas e afetos genuínos.

O choque cultural entre americanos e japoneses é essencial para o funcionamento da narrativa. As diferenças de comportamento, comunicação e expectativas tornam muitas situações ainda mais desconcertantes — e, por vezes, engraçadas. O filme se apoia nesse contraste para ampliar o estranhamento do protagonista e, ao mesmo tempo, enriquecer o olhar do público.

familiadealuguel02 1c301Fonte: Divulgação/Searchlight Pictures

Apesar da premissa incomum, Família de Aluguel é um filme simples em sua estrutura. Ele não busca grandes reviravoltas constantes nem discursos grandiosos. Situações cotidianas como funerais, casamentos, entrevistas escolares e passeios ganham peso emocional justamente pelo cuidado com os detalhes e pelo absurdo silencioso de algumas encenações.

O equilíbrio entre drama e humor é um dos grandes trunfos do filme. Histórias potencialmente pesadas — como uma criança sem pai, um idoso perdendo a memória ou uma mulher lidando com a infidelidade — são tratadas com delicadeza, permitindo momentos de riso que surgem naturalmente do constrangimento e da estranheza das situações.

Beleza, precisão e humanidade a serviço da emoção

Visualmente, Família de Aluguel é um filme belíssimo. A fotografia valoriza o Japão em suas múltiplas camadas: a natureza que resiste em meio à selva de concreto, os pequenos ambientes cuidadosamente organizados e uma paleta de cores que transmite calma e acolhimento. Cada cenário contribui para o estado emocional da narrativa.

A direção de Hikari é intimista e precisa. Muitas cenas passam a sensação de que o espectador está presente nos diálogos, como um observador silencioso. Os enquadramentos são pensados para destacar gestos, olhares e silêncios, reforçando a proximidade emocional entre personagens e público.

familiadealuguel03 67ccdFonte: Divulgação/Searchlight Pictures

A trilha sonora merece destaque especial. Com um ritmo calmo e instrumentos suaves, ela não apenas acompanha as cenas, mas atua como parte fundamental do storytelling. A música amplia emoções, reforça a atmosfera acolhedora e lembra constantemente que, apesar das dores, a vida ainda guarda beleza.

No centro de tudo está Brendan Fraser, em uma atuação magistral. Após o impacto de A Baleia, o ator entrega aqui um personagem mais contido, vulnerável e profundamente humano. Seus olhares, silêncios e gestos carregam uma ternura rara. Fraser funciona como uma verdadeira bússola emocional do filme, conectando todas as histórias ao redor de Phillip.

Uma premissa simples para discutir dores profundas do mundo contemporâneo

Família de Aluguel é uma comédia dramática delicada, sensível e profundamente humana. Sem apelar para o melodrama excessivo, o filme propõe reflexões importantes sobre responsabilidade afetiva, pertencimento e a necessidade de conexão em um mundo cada vez mais isolado. É uma experiência acolhedora, que emociona de forma sincera e deixa o público com vontade de se reconectar — consigo mesmo e com os outros.

A Única Saída | Trailer legendado e sinopse

Man-Su (Lee Byung-hun) é um homem de meia-idade que perde seu emprego depois de 25 anos no cargo. Ele era um funcionário premiado e exemplar; um veterano na indústria do papel e na companhia Solar Paper, sendo, de repente, vendida para uma empresa americana.

Antes bem pago e vivendo a vida dos sonhos ao lado da esposa, da filha e do enteado numa luxuosa casa, agora Man-Su se vê cronicamente desempregado, envolvido numa busca feroz e desesperada por uma nova colocação.

Logo, Man-Su se confronta com as dificuldades de sua nova condição e a impossibiliade de providenciar o necessário para a sobrevivência de sua família. É assim que o homem não enxerga outra solução para seu problema a não ser eliminar por completo toda a possível concorrência...

Família de Aluguel | Trailer legendado e sinopse

Phillip Vanderploeg (Brendan Fraser) é um ator americano que mora em Tóquio e luta para encontrar um propósito, mas ele conseguiu um trabalho inusitado: trabalhar para uma agência japonesa de "famílias de aluguel", interpretando papéis secundários para estranhos.

Ao mergulhar no mundo de seus clientes, ele começa a desenvolver obrigações genuínas que confundem as fronteiras entre atuação e realidade. Ao confrontar as complexidades morais de seu trabalho, ele redescobre o propósito, o senso de pertencimento e a beleza silenciosa da conexão humana.

A Meia-Irmã Feia

Nessa divertida releitura da clássica história da Cinderela, Elvira luta contra sua linda meia-irmã em um reino onde a beleza suprema reina. Ela recorre a medidas extremas para cativar o príncipe, em meio a uma competição implacável pela perfeição física.